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19 de mar. de 2012
DICA DO ESCRITOR SÂNZIO DE AZEVEDO
POETAS ESQUECIDOS/RIO GRANDE DO NORTE
PONCIANO BARBOSA (1889-1919)
O ALGODOEIRO
Glória do vegetal, florindo e reflorindo
Na soberba alegria e gáudio de esmeralda...
E, da gema, o algodoeiro esplendoroso e lindo
É nobre pavilhão, que Flora, a rir, desfralda.
Ei-lo ao vento, ei-lo ao vento! À erva ampla se abrindo,
De quantas flores se enche e suave se engrinalda...
Ei-lo! Os casulos a fulgir, límpidos, rindo
Na brancura que a mente incita, aguça e escalda!...
Nas tristezas da seca, o solo é escuro e escampo,
Mas, vindo o inverno bom, se acende e farta o campo,
E a terra, então, assume os brilhos de um tesouro!
No ardor forte do sol, ou nas horas amenas,
O algodoeiro sustém, nas mãos verdes, pequenas
Hóstias brancas, de neve, e altos cálices de ouro.
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