"Coronelismo, Enxada e Voto é um livro de Victor Nunes Leal publicado em 1948. É um estudo da vida política brasileira a partir do sistema do coronelismo,
que o autor considera sistema político. Chefes políticos, proprietários
de terras, senhores do bem e do mal, os coronéis são figuras marcantes
na história e na literatura brasileiras.
Os coronéis fazendeiros não eram militares de carreira, pertenciam à
Guarda Nacional, milícia cidadã, da qual teoricamente faziam parte todos
os eleitores. No Império (1822-1889), o voto era censitário (baseado na
renda), só uma elite votava.
Os fazendeiros adquiriam legalmente a patente de coronel, que lhes
dava o direito de constituir tropas provisórias em caso de conflito.
Dessa forma, controlavam também a polícia, seu instrumento predileto
para abusar do poder. (...)."
(Wikipédia)
"(...) Há relatos sobre problemas provocados pelas secas desde os mais
remotos documentos sobre o território hoje chamado de Ceará. No livro
Uma Nova História do Ceará (Edições Demócrito Rocha, 2007), Frederico de
Castro Neves relata a transferência periódica de tribos indígenas, em
busca de áreas mais úmidas. A falta de chuvas é também a razão mais
comumente apontada para o fracasso daquela que, para alguns, foi a
primeira atividade econômica de relevância no Ceará – as charqueadas,
sobretudo em Aracati, principal núcleo urbano do período. Atribui-se ao
produtor de carne aracatiense José Pinto Martins a introdução do charque
no Rio Grande do Sul, após migrar devido à seca de 1777. Mesmo o
algodão, cultura adaptada ao semiárido, sofreu com a seca cem anos mais
tarde. É impressionante como, passados tantos séculos, com tanto
dinheiro gasto e com tantos prejuízos, que vão muito além do financeiro, o
homem do campo ainda dependa das orações para seu padroeiro, enquanto
água é racionada em alguns municípios. É o fracasso e a vergonha dos
sucessivos governantes que já comandaram o Ceará ao longo dos séculos.
Afinal, a 'adversidade natural só se transforma em flagelo social quando
as condições sociais, políticas e econômicas o favorecem', diz o
professor Luís Celestino de França Júnior, em artigo no livro Bonito Pra Chover (Edições Demócrito Rocha, 2003).
É fato que os
diversos ciclos fizeram da miséria ferramenta para manutenção do poder.
Nem falo de uma maldade congênita, na qual deliberadamente se nega
soluções para lucrar politicamente. Basta a junção da incompetência e
incapacidade para encontrar soluções estruturais, somada à conveniência
dos paliativos, por meio da caridade. Diz-se que dom Pedro II prometeu
vender até a 'última joia da coroa' para que os nordestinos não
morressem mais de sede. Se o tivesse feito – e, claro, que não o fez – o
dinheiro provavelmente teria ido para os similares da época das cestas
básicas, carros-pipa e frentes de serviço. E o sertanejo continuaria a
padecer com o flagelo. (...)."
(Érico Firmo, no O Povo)
Lasquei o cambito/Soltei os bezerros/ C... numa moita/Cancelei enterros/Abri a botija/ Tranquei os desterros!//Fiz alma chorar/Com pena do cão/Fiz moça peidar/No meio do salão/ Eu fiz vitalino/Casar com anão!//Fiz vento dá curvas/Pois era velhaco/Com medo da mata/Foi coisa de fraco/ Eu fiz o bom touro/Brochar no cavaco/Fiz um valentão/ Beijar-me o sovaco!
Mídia Alternativa:
http://bomjardimtv.com.br/
O secretário de Saúde do Estado, Arruda Bastos, prometeu a Júnior Diniz, da TV Diário, ajudar a viçosense Martinha Brito, que sofre no interior do município serrano, por conta de uma doença grave. Que ele faça isso!
Quem quiser cursar pós-graduação em Fortaleza terá que rastejar na prefeitura, à procura da caridade do chefe da Casa. Foi assim em Maracanaú (quando lá trabalhei), foi assim nos tempos aloraiados (do PT, na capital) e tudo continuará com dantes. O "humor" dos doutores determina o "direito". Que belo incentivo!
"Guimarães critica ineficiência de ações contra a seca. Reconhecendo a insuficiência nas
iniciativas de combate à seca, o deputado federal José Guimarães (PT)
diz que vai iniciar uma ampla articulação para reduzir a burocracia e
intensificar ações emergenciais. (...)."
(O Povo)
"Fico comendo rapadura e carne jabá, mas não vendo minha dignidade!"
(Menta Rios, Professora, sobre o calendário opressor da Prefeitura de Fortaleza)
Hoje de manhã uma rádio cobrava o "cuidado com as praças destruídas de Fortaleza". "Tá na hora!", dizia o cidadão lá! O gozado na história é que o radialista do pito era aquele mesmo que andava debaixo das asas do doutor candidato. "Até tu, Brutus!"
Os gênios da Educação querem aula de conteúdo e tudo nos dias de sábado. A família e o alunos boicotam. Pois aqui em Fortaleza inauguraram a fase de aulas nos feriados! Genial, não?