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22 de out. de 2017
MEMÓRIA
"Quero lembrar da travessia do riacho, da babujem em solo umedecido, do legume maduro... Saudoso tempo em que outrora me vejo no encosto da porteira, no aguardo, à espera de uma caneca de leite (de gado) mungido, de pouco gado, mais de espera certa; tempos de interior, momentos em que ao saborear a manga coité, cortando em cubos e os apelidando de 'quadrado da velha'... no velho Cigano onde lá, graças a meus pais, passei temporadas das quais posso nos dias de hoje saborear essas lembranças. Da bela vista do Serrote Pintado... Apreciava, sob a moita de mofumbo, o entardecer e o chiqueirar dos bezerros. Era o fim da lida diária. Saudade desse tempo; saudades do sr. Hugo e de dona Socorro (meus velhos pais)."
Raimundo Irênio de Aguiar
Raimundo Irênio de Aguiar
VALE A PENA LER!
O Fantasma da desigualdade
"O Banco Mundial fez, no relatório de 2017, uma declaração num primeiro momento muito alvissareira: nas últimas décadas a pobreza no mundo diminuiu em cerca de um bilhão de pessoas, das quais 700 milhões são chineses. No entanto, um exame mais acurado da situação, revela que não se enfrentou o problema fundamental de um desenvolvimento equilibrado e inclusivo, que continua apenas uma esperança, apesar de o Fórum Econômico Mundial deste ano reconhecer que emerge um consenso mundial a respeito da necessidade de um tratamento mais socialmente inclusivo no crescimento econômico. A questão da desigualdade, contudo, continua praticamente intocada embora, como diz Dowbor, tenha atingido níveis obscenos: '...oito indivíduos são donos de mais riqueza do que a metade da população mundial, enquanto 800 milhões de pessoas passam fome'. A perspectiva é de aumento de desigualdade através da dominação dos intermediários financeiros sobre o processo produtivo, o que levou à introdução, nas últimas décadas, de novos mecanismos de ganhos especulativos e de geração de desigualdade. Comparando diferentes dados, diz Dowbor, chega-se a uma conclusão óbvia: destruímos o planeta para proveito de 1% da população mundial, portanto, desastre ao mesmo tempo ambiental e social. Daí porque nossas ações futuras devem orientar-se para inverter a destruição do planeta e o processo cumulativo de geração de desigualdade.
O Brasil é um espetáculo de desigualdade e se situa entre os dez países mais desiguais do mundo. O economista e especialista em políticas públicas, P. Kliass, lembra que toda nossa economia está configurada com o objetivo básico de promover a geração de recursos para o pagamento da dívida: em 2008-2009 cerca de 3% do PIB. Entre janeiro de 1997 e 2017, houve transferência para o pagamento dos juros da dívida de R$ 4,4 trilhões, afirma o relatório mensal do Tesouro Nacional. Mesmo os governos recentes, que conseguiram implementar um programa de redução de pobreza (entre 2003 e 2014, R$ 29 milhões saíram da condição de pobreza) e inserção social (o nível de renda dos 40% mais pobres subiu 7,1 %), promoveram transferência de renda para o grande capital e os grandes conglomerados empresariais, sobretudo para os estratos do topo da pirâmide, os super-ricos. O não enfrentamento, diz Kliass, desta descomunal transferência de riqueza é um dos maiores problemas crônicos da economia brasileira e certamente um dos pontos de continuidade mais danosos ao País dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer em matéria de política econômica.
Encaminhar trilhões aos cofres do sistema financeiro dos super-ricos por duas décadas significou impossibilitar investimentos públicos e privados. Daí os efeitos negativos na indústria, na infraestrutura pública, nos serviços urbanos, na saúde, na educação, tendo como efeito a degradação da qualidade de vida das pessoas. O aumento da penúria se revela hoje com clareza na situação de mais de 13 milhões de trabalhadores sem emprego e no 1 milhão em ocupações informais. A brutal desigualdade de renda continua a ser o traço definidor do Brasil. A equipe econômica atual empenha-se no aprimoramento desta postura."
Manfredo Araújo de Oliveira, filósofo (UFC)
"O Banco Mundial fez, no relatório de 2017, uma declaração num primeiro momento muito alvissareira: nas últimas décadas a pobreza no mundo diminuiu em cerca de um bilhão de pessoas, das quais 700 milhões são chineses. No entanto, um exame mais acurado da situação, revela que não se enfrentou o problema fundamental de um desenvolvimento equilibrado e inclusivo, que continua apenas uma esperança, apesar de o Fórum Econômico Mundial deste ano reconhecer que emerge um consenso mundial a respeito da necessidade de um tratamento mais socialmente inclusivo no crescimento econômico. A questão da desigualdade, contudo, continua praticamente intocada embora, como diz Dowbor, tenha atingido níveis obscenos: '...oito indivíduos são donos de mais riqueza do que a metade da população mundial, enquanto 800 milhões de pessoas passam fome'. A perspectiva é de aumento de desigualdade através da dominação dos intermediários financeiros sobre o processo produtivo, o que levou à introdução, nas últimas décadas, de novos mecanismos de ganhos especulativos e de geração de desigualdade. Comparando diferentes dados, diz Dowbor, chega-se a uma conclusão óbvia: destruímos o planeta para proveito de 1% da população mundial, portanto, desastre ao mesmo tempo ambiental e social. Daí porque nossas ações futuras devem orientar-se para inverter a destruição do planeta e o processo cumulativo de geração de desigualdade.
O Brasil é um espetáculo de desigualdade e se situa entre os dez países mais desiguais do mundo. O economista e especialista em políticas públicas, P. Kliass, lembra que toda nossa economia está configurada com o objetivo básico de promover a geração de recursos para o pagamento da dívida: em 2008-2009 cerca de 3% do PIB. Entre janeiro de 1997 e 2017, houve transferência para o pagamento dos juros da dívida de R$ 4,4 trilhões, afirma o relatório mensal do Tesouro Nacional. Mesmo os governos recentes, que conseguiram implementar um programa de redução de pobreza (entre 2003 e 2014, R$ 29 milhões saíram da condição de pobreza) e inserção social (o nível de renda dos 40% mais pobres subiu 7,1 %), promoveram transferência de renda para o grande capital e os grandes conglomerados empresariais, sobretudo para os estratos do topo da pirâmide, os super-ricos. O não enfrentamento, diz Kliass, desta descomunal transferência de riqueza é um dos maiores problemas crônicos da economia brasileira e certamente um dos pontos de continuidade mais danosos ao País dos governos FHC, Lula, Dilma e Temer em matéria de política econômica.
Encaminhar trilhões aos cofres do sistema financeiro dos super-ricos por duas décadas significou impossibilitar investimentos públicos e privados. Daí os efeitos negativos na indústria, na infraestrutura pública, nos serviços urbanos, na saúde, na educação, tendo como efeito a degradação da qualidade de vida das pessoas. O aumento da penúria se revela hoje com clareza na situação de mais de 13 milhões de trabalhadores sem emprego e no 1 milhão em ocupações informais. A brutal desigualdade de renda continua a ser o traço definidor do Brasil. A equipe econômica atual empenha-se no aprimoramento desta postura."
Manfredo Araújo de Oliveira, filósofo (UFC)
INSEGURANÇA NO CE
DO BLOGUE DO FERNANDO RIBEIRO:
"Ex-secretário de Justiça diz que ações de combate a violência no Ceará são 'midiáticas' e 'marketing policial'".
"Ceará chega aos quatro mil homicídios em 2017 na 'guerra' travada pelas facções criminosas".
"Ceará pode fechar o ano com 5 mil assassinatos, um recorde da violência em sua história".
NENO CAVALCANTE DIRIA...
"É besteira muita!". "Galvão Bueno narra chamada de último capítulo de 'A Força do Querer'" O Povo
NUMA COLUNA POLÍTICA (VÁ LÁ QUE SEJA) DO O POVO...
O "PRÍNCIPE" é Beto Studart, (empresário), "Trator" é Maia Jr. (secretário de vários governos do Estado). "Cobra criada" é Eunício". Assim vivem certos jornalistas.
CITADO POR PALMÉRIO DORIA
"Serra tirou a extrema-direita do armário na campanha de 2010." (de um torturado pela ditadura de 1964).
FAÇAM ISSO!
A CULTURA da morte está sendo construída. Com a chancela de gente "de bem!". O futuro é obscuro! Então, brinquem de administrar o País. Mitifiquem o nazifascismo (cujo teor - e - malefícios - vocês desconhecem). Entreguem o destino da Nação a qualquer insano. Depois contem os buracos dos tiros! ESPALHEM IDEIAS de armas e mentes municiadas. E depois reclamem do resultado!
EH, BRASIL!
"Painel: Candidatura de Huck sai do anedotário, entusiasma mercado e siglas; potencial no Nordeste é atrativo"
Folha de SP
Folha de SP
MEMÓRIA
Quando trabalhava na Escola Maria Bezerra Quevedo (2007/2008), que fica Planalto Novo Mondubim, fiz com a meninada uma demonstração (meio caricaturada) do leruá coreauense. Foi um sucesso. Os pais presentes (acontecia uma reunião) acharam interessante. Ontem um colega me enviou o vídeo. Foi bom rever tudo!
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