terça-feira, fevereiro 13, 2024

NA FORTALEZA DE ONTEM

A VELHA RUA

A Rua Jaime Benévolo/

Corria em leito de areia,/

Areia frouxa e bem clara,/

Mais clara na lua-cheia...//

Não muito longe, mangueiras/

Marcavam o fim da rua

Para lá tudo eram sombras/

Mesmo nas noites de lua!//

Vinham cantigas de longe/

Chorosas como um lamento:/

Eram quermesses distantes/

Ou era o choro do vento?//

Um pio de ave noturna/

Na asa dos ventos tardonhos/

Banhava o luar de mistério/

E enchia a infância de sonhos!

Do prof. e poeta Sânzio de Azevedo

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