domingo, dezembro 11, 2011

AÇUDAGEM


 

  "'Há um fato interessante e instrutivo que aqui se observa nas crianças: a sua predileção pela açudagem. Quando chove e pelas estradas correm pequenos regatos, elas fazem barragens, pequenos açudes.
  A natureza deu ao cearense o instinto de açudagem, elemento único que o pode salvar, que o pode valer durante as secas.
Rodolfo Teófilo in Scenas e Typos (1919).

'Ao ler o texto 'A Imprevidência do Cearense' no livro Scenas e Typos de Rodolfo Teófilo, no qual este escritor cearense de coração disserta sobre a não previdência do cearense, o não guardar para o amanhã, o não pensar nos anos sem fartura, o tão conhecido adágio 'anos das vacas gordas e das vacas magras'. Enfim, continuando com a leitura, deparei-me com o pensamento acima de Rodolfo Teófilo sobre a água no imaginário coletivo. Sobre a importância deste produto para o nordestino que já sofreu, e algumas localidades ainda sofre, apesar de toda a tecnologia existente. Para nós cearenses a água é muito marcante e isto está no inconsciente coletivo, confirmando assim o pensamento do escritor baiano por nascimento: o instinto de açudagem para o cearense.
Então me veio à memória a cena de um final de semana na praia de Barra Nova, em Cascavel, no meu querido Ceará. Fomos a um passeio em família: eu, marido, duas filhas, genro e neta. Ao olhar aquele mar, com águas limpas, as ondas calmas, e grandes formações de piscinas naturais, corremos a nos banhar. E instintivamente, sentamos eu e meu marido e começamos a fazer barragem, criar uma piscina para a neta. O instinto de açudagem está incorporado em nossas vidas, mesmo morando em cidade desenvolvida. Nossas raízes são profundas, as marcas ficam. Quando nos deparamos com a cena estava toda a família fazendo uma açudagem.
Depois me veio também a cena de quando eu era criança e gostava de correr nas ruas da minha querida Maracanaú ao chover. Tomava banho de chuva, pulava nas poças d’água e fazia minha açudagem. Corria na Rua Antônio de Alencar, de uma ponta a outra, da Paróquia São José ao número 275, a casa do mestre de Linha da RFFSA. A queda d’água de nossa casa não era muito boa, maravilhosa era a da igreja, e eu menina moça, de short e camiseta corria pra lá, tomava tanto banho que voltava pra casa com os dedos engelhados.
A açudagem fica tão marcante em nossa vida que fazemos ações que não percebemos que está muito relacionada com nossas raízes, com nossa história e memórias.
Lembro-me também outra situação, na qual já era aluna universitária, do curso de Letras da UFC, morando em casa de estudante na Travessa Nogueira Acióli, bairro da Piedade, em Fortaleza. Estava eu varrendo nossa residência estudantil, não era pública, um grupo de estudante dividia o aluguel. Enfim, estava eu limpando a casa quando começou a chover. A água batendo no telhado, chuva forte, eu parei de varrer e fui para a área, fiquei olhando a água caindo, descendo a rua, fazendo poças ao lado da calçada, cheiro de terra molhada, cheiro de interior, cheiro da Rua Antônio de Alencar... o portão de grade me separava do mundo que eu queria participar e não apenas ver. Então, não resisti. Joguei vassoura de lado, busquei a chave, cadê a chave? Aff, a chuva passa e eu não saio daqui, cidade grande... prisão. Chave encontrada, cadeado aberto, portão escancarado, liberdade. Fui para a rua, tomar banho de chuva. Os vizinhos olhando, claro, pensando: é doida esta moça. Mas a cena é para se pensar isso mesmo. Eu, de vestido, tomando banho de chuva, pulando na rua, corria para cada queda d’água que tivesse mais força. A cena era hilária, eu cantava, dançava, pulava. Ou para os vizinhos era uma cena de louca, uma jovem, aos vinte anos, universitária, correr na rua, em Fortaleza, tomando banho de chuva, em pleno 1982, realmente é uma doidice.
Obrigada, Rodolfo Teófilo, por me fazer viajar no tempo.
Ah! Uma chuva agora, aos meus quarenta e sete anos, professora e doutoranda. Com certeza, faria uma açudagem."

  Gildênia Moura
  25.08.2010

HISTÓRIA: JUAREZ LEITÃO E O BODE IOIÔ. Na audiência, Lustosa da Costa...

RECADO DADO!

  "Há no resultado do plebiscito no Pará um recado aos políticos. É bom que prestem atenção..."

  (Lúcio Alcântara, ex-governador do Ceará, que deve saber muito bem do que está falando...)

PARÁ: AINDA TERIA UM NÓ!

   "Mesmo que a divisão fosse aprovada, ainda precisaria ser submetida ao crivo do Congresso, por meio de uma lei complementar, conforme rege a Constituição."

  (BLOGUE DO ELIOMAR)

LEI. QUE LEI?

   "Membro da elite paraense ameaçou de agressão o jornalista Lúcio Flávio Pinto, no Dia do Não, pra mostrar que a lei é potoca no Estado."
  (Palmério Dória, jornalista)

NÚMEROS DO PLEBISCITO PARAENSE

   51,36% das urnas apuradas. Tapajós perde por 68,88% a 31,12%. Carajás perde por 69,49% a 30,51%.”
   
  ATUALIZAÇÃO DAS 19: 12 h.: "Paraenses rejeitam divisão. Com 66,52% urnas apuradas: 69,68% disseram não à criação de Carajás; 70,2%% não à criação de Tapajós.” (Twitter)

PAGO PRA VER!

   Hoje, o candidato a prefeito da Loura em Fortaleza seria seu braço-direito, Valdemir Catanho, um homem trabalhador e de bastidores, que tem problemas de identidade ideológica, como a maioria da companheirada, nesses tempos bicudos. Agora, o grande problema é o poder neo-coronelístico do Ceará, aboletado no Palácio da Abolição, engolir um homem de origem negra e, por cima, petista, como candidato da coligação "entre tapas e beijos". Quero ver isso acontecer!

SEGUNDO A TURMA DO TWITTER...

  ... No Pará deve dar "Não"! Que a população se organize e exija respeito e qualidade de vida por lá!

NO NONATO ALBUQUERQUE POETA. ELE É FILHO DE ACOPIARA

Poesia no sábado
Anos passarão
E o mundo nunca guardará
A imagem de um Mozart envelhecido;
Ele nunca foi assim visto.
Poucos saberão
Do rosto verdadeiro do Cristo
Embora pintores tenham o retratado
E o dignificado em gravuras.
Quantas páginas
Beethoven rasgou para finalizar
A sua Quinta, já quase ensurdecido
E sem poder ouvi-la?
Nem as lágrimas
Das viúvas de Valentino lavarão
A saudade dele que ainda é enorme
E nunca acabará.
O mundo é imenso,
Mas o Tempo insiste em brincar
Sempre de esconde-esconde e ocultar
Personagens muitos.
Quem poderá dizer
Com certeza, o que serei eu amanhã
Se a visibilidade do que sou agora
Vier a esvanecer-se hoje...

A PROVA DO CRIME. DESRESPEITO! II

A PROVA DO CRIME. DESRESPEITO!

ESTÁTUAS DE PADRE CÍCERO E MONS. MURILO DE SÁ BARRETO ABANDONADAS EM MARACANAÚ

A FIAÇÃO EXAGERADA NO MIOLO DO DISTRITO INDUSTRIAL DE MARACANAÚ. POLUIÇÃO E MUITA SUJEIRA!

 A fiação poderia ser toda subterrânea. A tecnologia não chegou à Pajuçara!

TENTATIVA DE ANULAÇÃO

   Documentos da Província do Ceará, datados em meados do século 19 (1850/60) "extinguiram" por decreto os índios do Ceará. Os motivos eram os mais escaborosos! A terra, a Canaã dos nativos, era a mais cobiçada... O jornalismo superficial vai renegar a História!? Os nativos (ou seus remanescentes) estão aí até hoje, dando tabefes na teoria de negação!

LI NO BLOGUE COREAUSIARÁ

  "'JORNALISMO FÁCIL!
  Um figurão do jornalismo cearense resolveu falar da escravidão no Estado. E saiu-se com essa: 'Para realizar a abolição da escravatura por aqui, mandaram buscar uns três negros na Bahia!' A aula que o dito-cujo perdeu: houve, sim, escravidão no Ceará. Em menor escala (ainda bem), se comparada a de Minas, Bahia e Pernambuco. Mas houve... Ser jornalista assim é jogo fácil!'
  'Pois bem: Desinformado o tal jornalista, não? Pois bem 2: Até eu jornalista genérico, com diploma escrito a carvão vegetal e impresso em papelão reciclável, graças às benças do Supremo Tribunal, que me deu direito de exercer tal ofício, sei que houve, sim escravidão em terras alencarinas... Pois bem 3: E tem mais: A escravidão pode até ter sido abolida de direito, já de fato, tenho cá minhas dúvidas... Pois bem 4: Está vivinha da silva nas cabeças de alguns coronélicos e seus asseclas. Pois bem 5: Basta ver como minorias desfavorecidas são tratadas e espezinhadas... Pois bem 6: E não estou aqui me referindo a eleitores, não... Estes são em sua maioria a semente e a causa de quem os explora... Pois bem 7: E sim às pequenas minorias que pensam e criticam este sistema... Pois bem 8: Muitas vezes mais perseguidos e caçados que os negros pelo capitão do mato...
  (...)
  Pois bem 13: Estes, sim. Viraram mucamas e mucamos...
  (...)
  Pois bem 50: Só a ZEBRA é a solução.... Tenho dito... E sempre!!!" (MANUEL DE JESUS)

FÓRUM ZONA NORTE

  "A IX edição da Jornada Municipalista acontece nesta segunda-feira (12) na Assembleia Legislativa do Ceará. Desta vez, 25 municípios que celebram a data de sua emancipação em novembro serão homenageados. O encontro será realizado a partir das 9 h, no Plenário 13 de Maio. Serão homenageados os municípios de Abaiara, Aurora, Barro, Boa Viagem, Capistrano, Chaval, Granja, Ibiapina, Itatira, Jaguaribe, Jati, Maranguape, Marco, Meruoca, Mombaça, Monsenhor Tabosa, Moraújo, Nova Russas, Paracuru, Santana do Acaraú, Santana do Cariri, São Benedito, São Gonçalo do Amarante, São Luis do Curu e Trairi. (...)."

CIRCO SEM CULTURA...

   A Prefeitura de Fortaleza alardeia a participação da baiana Ivete Sangalo em seu reveillon. E Fagner, Amelinha, Calé Alencar, Kátia Freitas, Mona Gadelha, Davi Duarte, Fausto Nilo, Belchior, Ednardo, Paulo Façanha, Lupi, Pingo de Fortaleza, Marta Aurélia,... Por que não cantamos nossa aldeia?

A Privataria Tucana do Jornalista Amaury Ribeiro Jr.

    PRIVATARIA TUCANA: LIVRO-DENÚNCIA TRAZ BASTIDORES ESPANTOSOS DE UMA ERA DE ESCÂNDALOS E CORRUPÇÃO.

  "Com 200 páginas e 16 capítulos que jamais deixam cair seu contundente interesse, PRIVATARIA TUCANA é o resultado final de anos de investigações do repórter Amaury Ribeiro Jr. na senda da chamada Era das Privatizações, promovida pelo governo Fernando Henrique Cardoso, por intermédio de seu ministro do Planejamento, ex-governador de São Paulo, José Serra. A expressão 'privataria', cunhada pelo jornalista Elio Gaspari e utilizada por Ribeiro Jr., faz um resumo feliz e engenhoso do que foi a verdadeira pirataria praticada com o dinheiro público em benefício de fortunas privadas, por meio das chamadas 'offshores', empresas de fachada do Caribe, região tradicional e historicamente dominada pela pirataria.
  Essa 'privataria' toda foi descoberta num vasto novelo cujo fio inicial foi puxado pelo repórter quando ele esteve a serviço de uma reportagem investigativa, encomendada pelo jornal 'Estado de Minas', sobre uma rede de espionagem estimulada pelo ex-governador paulista José Serra, para levantar um dossiê contra o ex-governador mineiro Aécio Neves, que estaria tendo romances discretos no Rio de Janeiro. O dossiê teria a finalidade de desacreditar o ex-governador mineiro na disputa interna do PSDB pela indicação ao candidato à Presidência da República, e levou Ribeiro Jr. a uma série de investigações muito mais amplas, envolvendo Ricardo Sérgio de Oliveira, ex-tesoureiro das campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, o próprio Serra e três de seus parentes: Verônica Serra, sua filha, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marín Preciado. Serra e seu clã são o assunto central do livro, mas as ramificações e consequências sociais e políticas das práticas que eles adotam são vastas e fazem com que o leitor comum fique, no mínimo, estupefato.
  Sem dúvida, o brasileiro padrão, mediano, que paga seus impostos, trabalha dignamente e luta pela vida com dificuldades imensas estará longe de compreender o complexo mundo de aparências e essências, fachadas e bastidores da corrupção política e empresarial, e toda a sofisticação desses crimes públicos que passam por 'lavanderias' no Caribe, e, neste caso, o estilo objetivo e jornalístico de Amaury Ribeiro Jr. é de grande ajuda para que as ações pareçam inteligíveis para qualquer pessoa mais instruída.
  Um dos principais méritos do livro é descrever toda a trajetória que o dinheiro ilícito faz, das 'offshores' a empresas de fachadas no Brasil, e da subsequente 'internação' desse dinheiro nas fortunas pessoais dos envolvidos. Neste ponto, o livro de Ribeiro Jr., embora não tenha nada de fictício, segue a trilha de livros policiais e thrillers sobre corrupção e bastidores da política, já que o leitor pode acompanhar o emaranhado e sentir-se recompensado pelo entendimento. O livro, aliás, tem um início que de cara convida o leitor a uma grande jornada de leitura informativa e empolgante, revelando como Ribeiro Jr., ao fazer uma reportagem sobre o narcotráfico na periferia de Brasília, a serviço do “Correio Braziliense”, sofreu um atentado que quase o matou e, descansando desse atentado, voltou tempos depois a um jornal do mesmo grupo, 'O Estado de Minas', para ser incumbido de investigar a rede de espionagem estimulada por Serra, mencionada no início. É o ponto de partida para tudo.
  O que este PRIVATARIA TUCANA nos traz é uma visão contundente e realista como poucas dos bastidores do Brasil político/empresarial. O desencanto popular com a classe política, nas últimas décadas, acentua-se dia após dia, e um livro como este só faz reforçá-lo. Para isso, oferece todo um manancial de informações e revelações para que o leitor perceba onde foi iludido e onde pode ainda crer na humanidade, pois, se a classe política sai muito mal, respingando lama, dessas páginas, ao menos o jornalismo investigativo, honesto e necessário, prova que os crimes de homens públicos e notórios não ficam para sempre convenientemente obscurecidos. Há quem os desvende. E quem tenha coragem de revelá-los."
  
  A privataria tucana   Autor: Amaury Ribeiro Jr.   Formato: 16 x 23 cm.   Páginas: 344   Categoria: Reportagem-denúncia   Preço: R$ 34,90.

  ORIGEM: http://bloggeracaoeditorial.com

"PROFESSOR, A GENTE NÃO É BICHO, NÃO!"

   "Quem tem um mínimo de sensibilidade e procura fazer Educação um ritmo diferente, naturalmente se comoveria ao ouvir essas palavras de uma jovem aluna da Escola Pública, que sempre estudou na mesma escola e tem por ela um amor, já comprovado por sua participação (nas aulas), pelo prazer de realizar as tarefas de sala e pelo fato de gostar de estudar e (ainda) por ter um comportamento exemplar. Essa afirmação foi feita pela aluna no momento em que discutíamos sobre indisciplina na sala de aula e sobre a possibilidade de saída de Professores da escola onde a jovem estudava, em função de problemas disciplinares ocorridos na Unidade Escolar. (...)."

 (Conforme narrado pelo Prof. Mestre Djacyr de Souza, de Fortaleza)

JORNALISMO FÁCIL!


    Um figurão do jornalismo cearense resolveu falar da escravidão no Estado. E saiu-se com essa: "Para realizar a abolição da escravatura por aqui, mandaram buscar uns três negros na Bahia!" A aula que o dito-cujo perdeu: houve, sim, escravidão no Ceará. Em menor escala (ainda bem), se comparada a de Minas, Bahia e Pernambuco. Mas houve... Ser jornalista assim é jogo fácil!

O PÉSSIMO EXEMPLO DA ACADEMIA!

   "Reitores de 16 universidades federais, em 13 Estados do Brasil, são investigados por fraudes. Tem roubo no meio. De acordo com o Plantão Globo eles desviam dinheiro, empregam parentes e fraudam licitações..."

  (Do Twitter do jornalista Cláudio Teeran)

sábado, dezembro 10, 2011

AMAURY RIBEIRO JR., O AUTOR



O LIVRO DA DISCÓRDIA


CID NA ASSEMBLEIA: UMA FOTO QUE DIZ TUDO E MAIS ALGUMA COISA....



  Olha o detalhe do dedo em riste... Ops!

  FOTO: BLOGUE DO ELIOMAR

O Jeitinho Brasileiro

   DN, 09 de dezembro de 2011

   "O mal do brasileiro é o jeitinho brasileiro. Simples assim, direto assim. Quem nunca resistiu a um 'segura meu lugar na fila'? E assim caminha nosso País rumo à já consagrada 'esperteza brasileira'. O que poucos entendem - ou preferem deixar de lado a discussão - é que o jeitinho brasileiro é nada mais que um tipo de corrupção. Vou além: uma corrupção balizada pela nossa sociedade, confirmada pela nossa cultura. O fato é que a malandragem não se limita ao povo carioca. Na verdade, ela está presente no nosso dia a dia, de ponta a ponta do Brasil, em cada vez que estacionamos nas vagas para pessoas com necessidades especiais. Parece simples mudar esse tipo de comportamento, mas estamos falando de uma prática de séculos em terra tupiniquim. O que precisamos entender é que a atitude de lutar contra a corrupção começa por cada um de nós. Afinal de contas, como podemos cobrar seriedade e respeito das autoridades, se somos coniventes com tudo isso?  Uma sociedade justa e honesta está pautada nos detalhes, nas pequenas ações. Desde jogar uma bituca de cigarro ao chão até aceitar milhões em favor de interesses obscuros. Nesse ponto, temos de ser realistas e ver que ainda há muito a ser feito. Estamos no caminho certo, é bem verdade. Nossa sociedade caminha, ainda que a passos curtos, para uma consciência coletiva, em que as ações influenciam diretamente no crescimento da nação. O que não vale é achar que o famigerado jeitinho brasileiro é apenas uma prova de que nós somos criativos.

  Convenhamos, criatividade tem de estar a serviço de um bem maior, tem de ajudar na construção de algo realmente positivo. É por isso que o jeitinho brasileiro não deve ser visto como sinônimo de esperteza, até porque todo problema exige uma solução - é bem verdade -, mas nenhuma delas pode estar aliada à má fé. É preciso entender que a mudança começa por nós e não por nossos políticos. Eles são apenas um espelho de como agimos. No dia em que compreendermos isso, poderemos, finalmente, descobrir nosso papel como cidadão. Simples assim, direto assim."

  (Bruno Guerra, publicitário)

CONVENIÊNCIAS...

  Livro-bomba sobre esquemão PSDB-privatizações já está nas livrarias e o midião calado. Psiu... zzzz...

Mentiras e Crimes Midiáticos

 Dez guerras, dez mentiras 1) Vietnã (1964-1975) -  Mentira midiática: Nos dias 2 e 3 de agosto o Vietnã do Norte teria atacado dois barcos dos Estados Unidos na baía de Tonkin. O que se saberá mais tarde: Esse ataque não aconteceu. Foi uma invenção da Casa Branca. Verdadeiro objetivo: Impedir a independência de Vietnã e manter o domínio dos Estados Unidos na região Conseqüências: Milhões de vítimas, malformações genéticas (agente laranja), enormes problemas sociais. 2) Granada (1983) Mentira midiática: A pequena ilha do Caribe foi acusada de que nela se construía uma base militar soviética e de trazer perigo à vida de médicos americanos. O que se saberá mais tarde: Absolutamente falso. O Presidente Reagan inventou esses pretextos. Verdadeiro objetivo: Impedir as reformas sociais e democráticas do premiê Bishop (depois assassinado) Conseqüências: Brutal repressão e restabelecimento da tutela de Washington. 3) Panamá (1989) Mentira midiática: A invasão tinha o objetivo de prender o presidente Noriega por tráfico de drogas. O que se saberá mais tarde: Formado pela CIA o presidente Noriega reclamava a soberania ao fim do acordo do canal, o que era intolerável para os Estados Unidos. Verdadeiro objetivo: Manter o controle dos Estados Unidos sobre essa estratégica via de comunicação. Conseqüências: Os bombardeios dos Estados Unidos mataram entre 2 e 4 mil civis, ignorados pelos meios. 4) Iraque (1991) Mentira midiática: Os iraquianos teriam destruído parte da maternidade da cidade de Kuwait. O que se saberá mais tarde: Invenção total da agência publicitária Hill e Knowlton, paga pelo emir de Kuwait. Verdadeiro objetivo: Impedir que o Oriente Médio resista a Israel e se comporte com independência em relação aos Estados Unidos. Conseqüências: Inumeráveis vítimas da guerra, depois um longo embargo, inclusive de medicamentos. 5) Somália (1993) Mentira midiática: O senhor Kouchner aparece na cena como herói de uma intervenção humanitária. O que se saberá mais tarde: Quatro sociedades americanas tinham comprado uma quarta parte do subsolo somali, rico em petróleo. Verdadeiro objetivo: Controlar uma região militarmente estratégica. Conseqüências: Não conseguindo controlar a região os Estados Unidos a manterão num prolongado caos. 6) Bósnia (1992-1995) Mentira midiática: A empresa americana Ruder Finn e Bernard Kouchner divulga a existência de campos de extermínio sérvios. O que se saberá mais tarde: Ruder Finn e Kouchner mentiram. Eram apenas campos de prisioneiros. O presidente muçulmano Izetbegovic o admitiu. Verdadeiro objetivo: Quebrar uma Iugoslávia demasiado esquerdista, eliminar seu sistema social, submeter a zona às multinacionais, controlar o Danúbio e as estratégicas rotas dos Bálcãs. Conseqüências: Quatro atrozes anos de guerra para todas as nacionalidades (muçulmanos, sérvios, croatas). Provocada por Berlin, prolongada por Washington. 7) Iugoslávia (1999) Mentira midiática: Os sérvios cometem um genocídio contra os albaneses do Kosovo. O que se saberá mais tarde: Pura e simples invenção da OTAN como o reconheceu Jaime Shea, seu porta-voz oficial. Verdadeiro objetivo: Impor o domínio da OTAN nos Bálcãs e sua transformação em polícia do mundo. Instalar uma base militar americana no Kosovo. Conseqüências: Duas mil vítimas dos bombardeios da OTAN. Limpeza étnica de Kosovo pelo UCK, protegido pela OTAN. 8) Afeganistão (2001) Mentira midiática: Bush pretende vingar o 11 de setembro e capturar Bin Laden O que se saberá mais tarde: Não existe nenhuma prova da existência dessa rede. Além disso, os talibãs tinham proposto extraditar Bin Laden. Verdadeiro objetivo: Controlar militarmente o centro estratégico da Ásia, construir um oleoduto que permitisse controlar o abastecimento energético do sul da Ásia. Conseqüências: Ocupação extremamente prolongada e grande aumento da produção e tráfico de ópio. 9) Iraque (2003) Mentira midiática:: Saddam teria perigosas armas de destruição, afirmou Colin Powell nas Nações Unidas, mostrando provas. O que se saberá mais tarde: A Casa Branca ordenou falsificar esses relatórios (assunto Libby) ou fabricá-los. Verdadeiro objetivo: Controlar todo o petróleo e chantagear seus rivais; Europa, Japão, China… Conseqüências: Iraque submerso na barbárie, as mulheres devolvidas à submissão e ao obscurantismo. 10) Venezuela – Equador (2008?) Mentira midiática: Chávez apoiaria o terrorismo, importaria armas, seria um ditador (depois do golpe fracassado, a razão definitiva ficou meio vaga). Verdadeiro objetivo: As multinacionais querem seguir com o controle petroleiro e de outras riquezas de toda América Latina, temem a libertação social e democrática do continente. Conseqüências: Washington empreende uma guerra global contra o continente: golpes de estado, sabotagens econômicas, chantagens, estabelecimento de bases militares próximas às riquezas naturais. Fonte - Blog do Mello blogdomello.blogspot.com Agora é por minha conta. Manifestação pelas eleições diretas lota o centro de São Paulo. A mídia diz que é a comemoração do aniversário da cidade. Motivo: medo da "democracia" planejada se descontrolar e abrir espaço pras denúncias do sem número de crimes cometidos pelas instituições contra a população. Terremoto no Haiti. A primeira "ajuda" oficial chega no dia seguinte, dos Estados Unidos. Não traz remédios nem médicos, mas soldados, armas, tanques, navios de guerra e aviões de combate, numa mobilização militar que demorou, com certeza, meses sendo preparada. Desconfia-se do Projeto Haarp, a mídia ridiculariza. A Venezuela havia acertado com Cuba a instalação de um cabo submarino para internet banda larga chegar à ilha, boicotada há 50 anos pelo bloqueio criminoso que pretendia sufocar a economia de Cuba. Esta, mesmo sacrificada, manteve as empresas multinacionais fora da sua área e não permitiu a lavagem cerebral que é especialidade da publicidade comercial. O Haiti fica entre Cuba e Venezuela, eixo de resistência ao controle de grandes empresas sobre os Estados submetidos. Os USA, império das corporações, não se conforma e acusa o "eixo do mal" latinoamericano. Médicos e enfermeiros cubanos já estavam no Haiti havia muito tempo e recebem reforços depois do terremoto, via marítima. A mídia não divulga. Aviões com ajuda humanitária vindos da Europa reclamam não poder aterrissar no aeroporto de Porto Príncipe, tomado pelas movimentações militares dos Estados Unidos. São obrigados a pousar na República Dominicana e seguir por terra. O general brasileiro comandante da MINUSTAH (embolação militar de vários países instalada no Haiti, depois do presidente eleito, Jean Bertrand Aristide, ser seqüestrado pelos marines e levado à África do Sul, sob o protesto em massa dos haitianos, que precisaram ser reprimidos com violência militar), reclama do desrespeito "americano", chegando sem aviso e se espalhando sem dar a menor satisfação. Não entendo a estranheza, a quarta frota desfila pelo nosso litoral, nos vigiando em nome do ambicionado pré-sal petroleiro. A mídia não deu nada disso e quando deu, foi distorcido em mentiras descaradas. Prefeito do Rio, eleito por campanha milionária financiada em grande parte por construtoras, assume com a notícia da remoção de 199 comunidades pobres, "para salvá-las dos riscos de desabamentos". As comunidades protestam em desespero. As áreas apontadas são todas de recente valorização imobiliária. A mídia apóia e comemora. Durante a campanha presidencial, a mídia levanta e martela o tema aborto. O assunto é da alçada do congresso, sem nada a ver com a presidência. Mas serve à tentativa de levantar a campanha do Serra, candidato das oligarquias mais conservadoras, mais tiranas e anti-população. É um desvio dos assuntos mais importantes, mas fracassa. A mídia silencia e se adequa. Dilma vai à Ana Maria Braga. A conferência nacional de comunicações passa batido, no ano passado. Acompanho algumas movimentações, os representantes da mídia privada comparecem para atravancar o processo, e conseguem. Visito o blog da conferência e fico constrangido. Pouco mais de vinte seguidores. O assunto é de interesse nacional, a pulverização do espectro magnético é fundamental pra acabar com a ditadura midiática e levantar discussões relevantes e informações mais próximas da realidade à população, abrir espaço pra comunicação do povo brasileiro nas comunidades, bairros, sindicatos, escolas e outros grupos. Os enviados da mídia privada atravancam tudo o que podem, com sucesso. O noticiário não noticia. A mídia histérica saltita em torno da CPI dos "cartões corporativos", denunciando o mau uso das verbas públicas pelos membros do governo do PT, somando um montante de 260 milhões de reais. São dois meses de martelação, todos os dias, várias vezes. Ao mesmo tempo é instaurada a CPI da dívida pública, criada e aumentada de forma suspeita e nunca auditada. Em todos os lugares do mundo onde houve auditoria de dívida pública, houve comprovação de fraude e a dívida foi tremendamente reduzida, inclusive no Brasil, na época de Getúlio Vargas. Por isso as forças econômicas mundiais e locais se levantaram, a mídia fechou o cerco em cima dele e tantas pressões se levantaram que, na iminência de um golpe de Estado, ele se suicidou, desfazendo as condições para tal golpe, que ficou na estufa por dez anos, até estourar em 64. A CPI da dívida pública tratava de um montante de 26 bilhões de reais. A mídia não deu nada. Dessa CPI, não se tomou conhecimento. Foi a óbito silenciosamente. As comunidades do Complexo do Alemão são ocupadas por tropas armadas do Exército, da Marinha e das polícias, militar, civil e federal. A mídia exulta com a "reconquista" desse território abandonado desde sempre, que só recebe alguma coisa em véspera de eleições, em troca de votos. Centenas de soldados do tráfico são vistos fugindo por uma estrada que liga a Vila Cruzeiro ao Morro do Alemão. Uma operação dessa envergadura é feita com planejamento minucioso sobre um mapa detalhado da área, conhece-se de antemão todas as possíveis rotas de fuga. O general comandante reconhece a "falha". Na verdade, não havia como levar tantos presos ao sistema carcerário já superlotado. Os bandidos somem nos esgotos, fogem em bandos, roubam carros. Um morador avisa que um carro da polícia da região dos lagos deu fuga a vários "oficiais" do tráfico. Outro denuncia uma caminhonete que descarregou armamento pesado para o tráfico, durante o conflito. Morros em Niterói que nunca tiveram tráfico começam a ter. Macaé explode em criminalidade, encabeçando o aumendo de toda região dos lagos. A mídia dá por encerrado o conflito no Alemão, enquanto a Angutv, do Raízes em Movimento, na subida do Morro do Alemão, anuncia estar havendo tiroteio naquele momento, próximo ao centro cultural. Policiais espancam moradores, invadem suas casas, esvaziam suas geladeiras, levam seus pertences, seu dinheiro, matam "por engano"(ops, foi mal), jogam corpos aos porcos. A mídia comemora, o mercado imobiliário exulta, milícias avisam aos moto-táxis que eles vão ter que pagar pedágio pra circular no complexo. Uma facção criminosa é expulsa - pois se recusou a pagar aluguel de favela pra milícia. Outra ocupará o seu lugar, topou a parada e já paga o aluguel de algumas favelas, onde trafica sob a proteção e o comando de milícia. A mídia "não sabe" de nada disso. Os exemplos são infinitos, paro pra não encher demais o espaço. O fato da mídia privada cometer e apoiar tantos crimes contra a população, o Estado, os recursos naturais, o direito de informação, etc, e não acontecer nada com ela é sinal de que está mancomunada com o real poder, acima das instituições do país, o poder econômico mundial de bancos e indústrias corporativas do "primeiro mundo", suas sucursais e aliados locais, que nos tratam, aos povos do "terceiro mundo", como mão de obra escrava, massa de manobra e lixo (qual seria o "segundo mundo"?) Essa subordinação dos "nossos" poderes precisa ser vista pra ser trabalhada e debelada, pra acabar com a indignidade da miséria e da ignorância. A subalternidade cultural das classes médias é um fator paralisante. Até mesmo os que se dizem "revolucionários" são seguidores de idéias européias, como se apenas do continente que levou o genocídio, a exploração, as doenças, o roubo dos recursos, a miséria estrutural a todos os outros continentes pudesse vir a revolução dos povos. É de chorar, mas eu fico no riso amargo e faço meu trabalho. Para gerações ainda vindouras e as exceções da atualidade. Ninguém denuncia a mídia privada. E ainda se acredita nela. Até quando, divindade?
  Fonte: http://observareabsorver.blogspot.com/2011/05/mentiras-e-crimes-midiaticos.html.

  (TEXTO ENVIADO POR MANUEL DE JESUS)

ELE, O HOMEM

  Dizem que havia numa cidade um sujeito metido à besta, babador de gravata, que achava que todas as pessoas da cidade ou eram trouxas, bobas, incautas, dementes ou desapercebidas do mundo. Aquelas pessoas a quem se pode enganar... Presas fáceis. Esse sujeito (creia) era... o prefeito da cidade!

LUIZ (TODO NOSSO) GONZAGA: SAMARICA, A PARTEIRA

A PAZ QUE ELES PREGAM!

  "Pronto, por hoje chega! Encerrei minha jornada do dia em 'Fina Estampa'. E fiz a Tereza Cristina matar mais um! Quem? Não digo nem sob tortura!"

  (AGUINALDO SILVA, AUTOR DO FOLHETIM GLOBAL)

DIREITOS HUMANOS

  Hoje é um bom dia pra gente lembrar que os meninos de hoje olham pro seu agressor (pai), mas não tem a quem reclamar. A mãe também faz o mesmo! Que as meninas já não paqueram, flertam, namoram,... Vão direto ao assunto! Que os garotos não tem feitores ou senhores, mas donos (traficantes)! Que os Professores não precisam esperar pelos marginais, para lhes espauderar. Os próprios alunos o fazem. Que um garotinho que morreu de fome há alguns anos no Pirambu, antes da partida final, deixou uma pergunta que nunca será ouvidos pelos palacianos, que vivem escondidos atrás de suas ricas gravatas, engasgados com o líquidos das garrafas do uísque que apascenta a alma graúda (vá fundo, doutor!). Que muitos homens arrastam velhos cascos de geladeiras, metidos em sacaria indigesta de lixo. Que a juventude não faz curso de datilografia ou de prendas-do-lar. Agarra-se ao cachimbo dotado de uma pedra fumegante, ou abre as pernas por um "trocadim" do gringo, que é esperado no aeroporto com tapete vermelho pelo doutor do palácio... Que... que... que dizer!?

PROSA PALMENSE

   Na semana que vem estarei em Coreaú, à disposição das escolas (e dos amigos), que queiram nos ouvir (olha a pretensão!) sobre o Confraria de Leitura e sobre o NUPAFRE (Núcleo de Estudos Paulo Freire), cuja fundação estamos organizando na EMEIF Maria Bezerra Quevedo, apesar das críticas já existentes contra ele, mas que foram bem recebidas e transformadas em tijolos edificantes... Até lá!

32

NO ELIOMAR, A DECEPÇÃO DA MESTRA SUZETE NOCRATO, COM O JORNALISMO MODERNOSO

Suzete Nocrato é jornalista e mestre em Comunicação Social, pela UFC. Foto: Reprodução https://blogdoeliomar.com/categoria/artigo/