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quarta-feira, março 29, 2017
ÁGUAS DE MARÇO
VIA BLOGUE
DO ELIOMAR
Com o título "Águas de março", eis artigo de José Borzacchiello, geógrafo e professor emérito da Universidade Federal do Ceará. Ele comemora a maravilha das chuvas, mas lamenta tantos problemas recorrentes em Fortaleza. Confira:
Águas de março são sempre bem-vindas. Embebem o solo, devolvem a fertilidade e deixam-nos radiantes diante do verde exuberante compondo a paisagem urbana. Benditas as águas que lavam as folhas das árvores tornando-as reluzentes e cintilantes, limpam as telhas e formam uma cortina d’água, convite permanente para um "banho de bica", relembrando passagens da infância. As chuvas trazem alegria, matam a sede. As plantas vicejam e florescem e formam canteiros em lugares inusitados. Como num passe de mágica, o que parecia sucumbido sob aridez da seca retorna e brota com força recobrindo areais com mantos verdes de vegetação.
Voltam as borboletas, os pássaros, tudo pulsa. Bem-vindas as "Águas de março" do relicário de Tom Jobim, trazendo "promessas de vida". "Planeta Água", de Guilherme Arantes, empresta um tom de correnteza tranquila, desfazendo e fazendo a natureza em seu movimento. Essas águas ansiosamente aguardadas, saudadas quando chegam revivem os riachos, correm pelos cantos das vias. Quando o céu acinzentado prenuncia sua chegada, o fim de um longo período seco é festejado.
Fortaleza fica mais bonita quando das primeiras chuvas. Água fonte de festa e alegria também gera o medo, provoca temor. Rapidamente os rios da cidade se avolumam e devolvem as áreas de risco, há muito ausentes da mídia. Inundações, asfalto destruído, congestionamentos, prejuízos. Fortaleza mostra-se despreparada para essa fonte de encantamento de seu povo. As obras viárias pretensamente construídas para resolver problemas não atendem as expectativas. Túneis inundados, veículos carregados pela força das águas. Na periferia, o lixo acumulado é carregado pelas torrentes, convertendo-se em vetores de doenças.
As águas de março criam paisagens desoladoras. Nesse período cenas reveladoras da injustiça social e ambiental mostram uma cidade que ultrapassa os limites dos cartões-postais. A cidade sofisticada da publicidade não dá as caras para aquelas bandas onde reside a maioria da população. As águas de março chegam e contraditoriamente trazem desespero para os adultos das áreas desprovidas de infraestrutura e oferecem opção de lazer para a criançada carente. Desconhecendo os efeitos maléficos das águas misturadas ao lixo e às valas e aos esgotos a céu aberto, elas fazem a festa. Nos noticiários relatos de residências inundadas, móveis perdidos, colchões e sofás molhados, comprometimento das instalações elétricas, um drama que parece não mais sensibilizar as autoridades. As cheias e inundações foram naturalizadas. Tem-se a impressão de que a mídia passa para a sociedade a ideia de que cheias, inundações, perdas e prejuízos se inseriram no calendário de eventos da cidade. É um absurdo. As águas de março chegam sempre. Já era tempo de aprender com elas. Não adianta mais "vaiar o sol". As chuvas do começo do ano trazem uma pedagogia. As águas desenham caminhos e percursos, acumulam-se em determinados locais. Na medida em que a cidade despreza os mapas traçados pelas águas, maior o sofrimento de seu povo.
Com o título "Águas de março", eis artigo de José Borzacchiello, geógrafo e professor emérito da Universidade Federal do Ceará. Ele comemora a maravilha das chuvas, mas lamenta tantos problemas recorrentes em Fortaleza. Confira:
Águas de março são sempre bem-vindas. Embebem o solo, devolvem a fertilidade e deixam-nos radiantes diante do verde exuberante compondo a paisagem urbana. Benditas as águas que lavam as folhas das árvores tornando-as reluzentes e cintilantes, limpam as telhas e formam uma cortina d’água, convite permanente para um "banho de bica", relembrando passagens da infância. As chuvas trazem alegria, matam a sede. As plantas vicejam e florescem e formam canteiros em lugares inusitados. Como num passe de mágica, o que parecia sucumbido sob aridez da seca retorna e brota com força recobrindo areais com mantos verdes de vegetação.
Voltam as borboletas, os pássaros, tudo pulsa. Bem-vindas as "Águas de março" do relicário de Tom Jobim, trazendo "promessas de vida". "Planeta Água", de Guilherme Arantes, empresta um tom de correnteza tranquila, desfazendo e fazendo a natureza em seu movimento. Essas águas ansiosamente aguardadas, saudadas quando chegam revivem os riachos, correm pelos cantos das vias. Quando o céu acinzentado prenuncia sua chegada, o fim de um longo período seco é festejado.
Fortaleza fica mais bonita quando das primeiras chuvas. Água fonte de festa e alegria também gera o medo, provoca temor. Rapidamente os rios da cidade se avolumam e devolvem as áreas de risco, há muito ausentes da mídia. Inundações, asfalto destruído, congestionamentos, prejuízos. Fortaleza mostra-se despreparada para essa fonte de encantamento de seu povo. As obras viárias pretensamente construídas para resolver problemas não atendem as expectativas. Túneis inundados, veículos carregados pela força das águas. Na periferia, o lixo acumulado é carregado pelas torrentes, convertendo-se em vetores de doenças.
As águas de março criam paisagens desoladoras. Nesse período cenas reveladoras da injustiça social e ambiental mostram uma cidade que ultrapassa os limites dos cartões-postais. A cidade sofisticada da publicidade não dá as caras para aquelas bandas onde reside a maioria da população. As águas de março chegam e contraditoriamente trazem desespero para os adultos das áreas desprovidas de infraestrutura e oferecem opção de lazer para a criançada carente. Desconhecendo os efeitos maléficos das águas misturadas ao lixo e às valas e aos esgotos a céu aberto, elas fazem a festa. Nos noticiários relatos de residências inundadas, móveis perdidos, colchões e sofás molhados, comprometimento das instalações elétricas, um drama que parece não mais sensibilizar as autoridades. As cheias e inundações foram naturalizadas. Tem-se a impressão de que a mídia passa para a sociedade a ideia de que cheias, inundações, perdas e prejuízos se inseriram no calendário de eventos da cidade. É um absurdo. As águas de março chegam sempre. Já era tempo de aprender com elas. Não adianta mais "vaiar o sol". As chuvas do começo do ano trazem uma pedagogia. As águas desenham caminhos e percursos, acumulam-se em determinados locais. Na medida em que a cidade despreza os mapas traçados pelas águas, maior o sofrimento de seu povo.
José Borzacchiello da Silva - geógrafo e professor da UFC
LÍNGUA
Diz-me um texto (da Net) que o termo "chinela" (em vez de "chinelo") está em desuso. Nem tanto. Em algumas regiões do Ceará ainda é muito usado. Assim como "malandra" para o sexo masculino e "camarado" (presente nas narrativas de Jorge Amado). Coisas dos brasis!
NOMES DESSA COISA PELO BRASIL
Beija-moça, mourão, passadiço, passador, torce-bunda, céu, currutela, vai-e-vem, passa-um, tronqueira, engana-bode, quebra-costela, estique, estaca, porteira do engano...
Com a ajuda do pessoal do Recanto Nordestino (Facebook)
Com a ajuda do pessoal do Recanto Nordestino (Facebook)
CAOS NO IPM DA CAPITAL
O Instituto de Previdência Municipal, que deveria cuidar da saúde dos servidores, está vivendo seu ocaso. O depoimento em destaque está no Blogue do Eliomar/O Povo. Um, de vários!
terça-feira, março 28, 2017
À MODA PATATIVA
Meu verso é de PÉ ENXUTO
E atravessa o Mar Vermelho
Vem do reverso do espelho
Aonde eu me espalho e luto
Nessa lida em que desfruto
Das bênçãos do universo
Reinvento o reinverso
Corto e emendo a palavra
Nas obras de minha lavra
Só não quebro o PÉ DO VERSO!
Arievaldo Vianna
E atravessa o Mar Vermelho
Vem do reverso do espelho
Aonde eu me espalho e luto
Nessa lida em que desfruto
Das bênçãos do universo
Reinvento o reinverso
Corto e emendo a palavra
Nas obras de minha lavra
Só não quebro o PÉ DO VERSO!
Arievaldo Vianna
LIVRO/SABER/CULTURA
Bienal do Livro 2017: autores já confirmados


- Adelaide Gonçalves – Pesquisa e ensaio
- Ademir Assunção – Literatura: poesia e letra de canção/jornalista
- Affonso Romano de Sant’Anna – Literatura: ficção
- Almir Mota – Literatura infantil
- Ana Miranda – Literatura: ficção
- André Neves – Literatura infantil: autor e ilustrados
- Angela Escudeiro – Literatura infantil, contos; bonequeira
- Ângela Gutierrez – Literatura: romance
- Benita Prieto – Literatura infantil. (É autora e contadora de histórias)
- Bule Bule – Literatura: cordel, repente, letra de canção
- Cristovão Tezza – Literatura: ficção
- Daniel Galera – Literatura: ficção
- Daniel Munduruku – Literatura: ficção
- Dimas Macedo – Literatura: poesia, ensaio, crítica literária
- Eliane Brum – Literatura/jornalismo
- Eugênio Leandro – Literatura: romance, conto, letra de canção
- Fernanda Meireles – Literatura: conto, fanzine, novos meios
- Flávio Paiva – Literatura: poesia, conto, letra de canção, literatura infantil
- Frei Betto – Literatura: ensaio
- Gylmar Chaves – Literatura: poesia e romance
- Gilmar de Carvalho – Literatura: ficção/pesquisa e ensaio
- Horácio Dídimo – Literatura: poesia e ficção/ensaio
- Ignácio de Loyola Brandão – Literatura: ficção
- Isabel Lustosa – Literatura: ficção e não-ficção
- Jefferson Assunção – Literatura: ensaio
- Jorge Pieiro – Literatura: conto, crônica, ensaio
- José Augusto Bezerra – é bibliófilo, presidente da Academia Cearense de Letras; literatura: ensaio
- José Castilho Marques Neto – Filosofia e ensaio
- Leonardo Sakamoto – Jornalismo/literatura: contos
- Luiz Antonio Simas – Pesquisa, biografia e ensaio
- Luiz Ruffato – Literatura: ficção
- Marcelino Freire – Literatura: poesia
- Márcia Tiburi – Literatura: ficção e filosofia
- Marina Colasanti – Literatura: ficção
- Mary Del Priore – Literatura, historiografia e gênero
- Natercia Pontes – Literatura: contos
- Natércia Rocha – Literatura: contos e poesia
- Nei Lopes – Literatura: contos e letra de canção, pesquisa e ensaio
- Oswald Barroso – Literatura: ficção, poesia, letra de canção; pesquisa e ensaio
- Paulo Lins – Literatura: romance
- Pedro Salgueiro – Literatura: conto
- Raymundo Netto – Literatura: conto, crônica e romance
- Renato Janine Ribeiro – Literatura, filosofia e educação
- Ricardo Aleixo – Literatura: poesia, letra de canção e dramaturgia
- Ricardo Guilherme – Literatura: ficção/dramaturgia
- Ricardo Kelmer – Literatura: conto, poesia, roteiro, letra de canção
- Rosemberg Cariry – Literatura: poesia, ficção, dramaturgia, ensaio
- Sérgio Rodrigues – Literatura: ficção
- Socorro Acioli – Literatura: ficção
- Tércia Montenegro – Literatura: ficção
- Valter Hugo Mãe – Literatura: ficção.
DO BLOGUE: Muita gente boa, muitos cearenses. Excelente momento cultural do Estado.
Com informações do Blogue do Eliomar
IDEOLOGIA
VISTO hoje no Ginásio Municipal Filgueiras Lima, local da reunião dos professores municipais em greve. Um professor com uma camiseta em homenagem à União Soviética comunista. Ideia ultrapassada? Para o prof. Sharly Albuquerque, que aparece no nossa montagem, não!


QUE VERGONHA!
"Temer e Serraglio aprofundam o desmonte da Funai. Planalto e ministro da Justiça atropelam negociações para reestruturação do órgão indigenista e extinguem 87 cargos. Presidente da instituição não sabia de decreto."
FONTE: http://alertasocial.com.br/?p=3274
FONTE: http://alertasocial.com.br/?p=3274
POR QUE O ESPANTO?!
Ainda tem gente que se surpreende com as posições políticas (vá lá que sejam) de Romário e Tiririca. Que base (lastro) ideológica tem os dois pra agirem de outro modo? Querem o que desse povo?
LÁ E CÁ...
Tem um coroné que quer prender todos os adversários/inimigos. E o que ameaça receber a turma do outro "à bala"! E pensar que até um desses eles estavam no mesmo barco...
segunda-feira, março 27, 2017
JÁ SOMOS O PRIMEIRO!

Nas matérias sobre Cultura do site Tribuna do Ceará, do Sistema Jangadeiro de Comunicação:
http://tribunadoceara.uol.com.br/diversao/cultura/ha-20-anos-professor-leva-literatura-nordestina-a-criancas-de-escola-publica/
QUE PALAVRINHA, HEM?
"Détraqué (do francês). Aportuguesando, detraquê: mentalmente desequilibrado, amalucado. 'É boa pessoa, mas um tanto quanto détraqué!'
S.m. Aquele cujas faculdades intelectuais não funcionam bem. Que ou quem não tem pleno domínio de suas faculdades mentais; desajustado."
S.m. Aquele cujas faculdades intelectuais não funcionam bem. Que ou quem não tem pleno domínio de suas faculdades mentais; desajustado."
Da Net
PELA SEGUNDA VEZ...
...NOSSO trabalho no site Tribuna do Ceará, em reportagem de Deborah Tavares:
As crianças debatem os livros em roda de leitura. (Foto: Reprodução)

http://tribunadoceara.uol.com.br/diversao/cultura/ha-20-anos-professor-leva-literatura-nordestina-a-criancas-de-escola-publica/
As crianças debatem os livros em roda de leitura. (Foto: Reprodução)
http://tribunadoceara.uol.com.br/diversao/cultura/ha-20-anos-professor-leva-literatura-nordestina-a-criancas-de-escola-publica/
MAIS TEATRO!
"Como é relevante a paixão pela profissão escolhida. No O Povo de hoje, Paginas Azuis, no Dia do Teatro, o entrevistado é um legítimo representante dessa arte tão difícil. Haroldo Serra é uma legenda do teatro genuinamente cearense. Vale a pena ler o que ele diz, em resposta, aos entrevistadores, jornalistas Renato Abê e Mariana Parente. Conheço Haroldo desde que ele começou na Rádio Iracema, ao lado de Hiramisa (esposa), outro nome de muita expressão no nosso teatro!"
Narcélio Limaverde, radialista
Narcélio Limaverde, radialista
DIA INTERNACIONAL DO TEATRO
Infelizmente uma arte muito distante da maioria das crianças brasileiras!
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VAMOS RIR, MEUS FAVELADOS
Segundo Caiado, Lula não critica Flávio Bolsonaro, porque quer um "peru de Natal", no segundo turno da eleição. Do Blog: Quando ...
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Via Rogério Cristino https://revistarba.org.br/3d-flip-book/rba-169/ (a partir da página 58!)
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Vou tentar em meus versos, (1) uma história aqui narrar, acontecida bem no passado, Que muito ouvi alguém contar, Da lenda de uma besta-lou...





