Como não ser inseguro, (1)
Sem um Deus que nos proteja,
Sem um pai que nos proveja,
Sem ter vela no escuro?
Como então descer do muro, (2)
Com a fera a nossa espreita,
Com a vista sempre estreita,
Sempre um medo do futuro?
Como sair do apuro, (3)
Do tédio de cada dia,
Da danada da agonia,
Sem conhecer Epicuro*?
Como largar o perjuro, (4)
Se a vida é como a água,
Na esquina sempre a mágoa
De um fim que é sempre duro?
Nenhum comentário:
Postar um comentário