"Baleia desejava um mundo farto, cheio de preás gordos, onde pudesse brincar e rolar livremente, com o seu dono, Fabiano, e as crianças. Mas o "desejo (do animal) reflete a dura realidade da seca, no sertão nordestino, onde a fome extrema assolava a família e a própria cadelinha."
"Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela, num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes." - Graciliano Ramos, Vidas Secas, em apanhado, da Net!
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