Dizem que um professor, cientista, pesquisador, desses donos de muita sabedoria (segundo eles mesmos) e com um pedantismo grandioso e afuleimado, de uma universidade top do Mundo, foi ao Japão. E com um colega oriental a tiracolo, procurou um monge, para uma entrevista; e entrou no tempo, onde estava o religioso. E ia dizendo: aquele quadro significa isso, aquela imagem tem significado tal, aquela corrente isso, aquela cruz aquilo. E cagou receitas, regras e conceitos. Ao chegar perto do monge, este lhe mandou sentar e sugeriu um chazinho (tinha ouvido boa parte da lodaça, do visitante). O chá ficou pronto e foi para as xícaras, para ser tomado. O sábio ia enchendo uma delas e olhando para o professor sabichão. E foi derramando chá... Lá pelas tantas, o sabido de fora, disse: - Vai derramar, vai derramar...!
E derramou. Então o sábio disse-lhe: - Você é essa xícara cheia, transbordada. Nada há a acrescentar nela. Nada tenho, pois, a lhe dizer ou ensinar. Passe bem!
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