"Sábado era o dia do poeta da rua e da absurda intensidade: Mário Gomes.
Figura inesquecível da paisagem humana de Fortaleza, Mário Gomes perambulava pelas praças, calçadas e avenidas, como quem transformava a cidade em verso vivo. Poeta marginal, no melhor sentido da palavra, fazia da rua sua morada, do improviso sua estética e da palavra um gesto de sobrevivência, algum desaforo e encantamento.
Era visto, muitas vezes, com o corpo marcado pelo tempo duro, mas com o espírito em permanente ebulição. Falava de amor, de noite, de estrelas, de delírio e lucidez — tudo misturado, como a própria vida urbana." - Prof.|historiador Evaldo Lima
Do Blog: Tido como um malandro empedernido, alcoolista ou coisa que o valha, Gomes envelheceu, no Centro, em seu "escritório", na Praça do Ferreira. No final da vida, já meio manco, puxava por uma perna; a mundiça da cidade dizia que ele parecia ter engolido uma mola. Figuraça que se foi e deixou saudade!
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