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sexta-feira, maio 02, 2014
PARTIDOS S.A.
O PMDB (do Ceará) sai do governo. A partir de agora será crítico daquilo quem ontem aplaudia, lotando os palanques de risinhos amarelos. E depois o povo é que é o grande culpado pela canalhice que reina na política?
AS SUMIDADES
Hoje tem aula em Fortaleza. Tem professor com três, quatro alunos em sala. Por essas e outras a gente precisa aplaudir os sábios da Educação. Nosso VIVA pra eles!
quinta-feira, maio 01, 2014
O BANDIDO DO PARTIDO ALHEIO!
No palanque da Força pediram Papuda pra Dilma. Nesse papo papudo não entram os tucanos, incluindo Eduardo Azeredo? Safados são os outros?!
CORRESPONDÊNCIA
"Professor,
Vi seu contato no site da Nova Escola e gostaria muitíssimo de conhecer o seu projeto de leitura, pois estou tentando organizar um em minha escola. Gostaria de saber como iniciar, de forma prazerosa, com professores e funcionários da escola.
Grata,
Profª. Djane Ferraz."
DO BLOGUE: A nobre colega não falou onde reside. Mas, claro, vou responder seu contato com grande prazer!
SEM NADA PRA DIZER...
É o cúmulo você observar que até a oposição à Dilma torce pelo "Volta, Lula". Golpismo desembestado ou esquizofrenia?!
É O QUE TEMOS!
CUT, a central governista, diz aquilo que os governos querem ouvir. Já a Força diz o que agrada os ouvidos dos fascistas. E o trabalhador? Oh, dor!
EMBAIXO DOS PALANQUES...
Procurei uma mensagem oficial de agradecimento aos servidores, que carregam esse Estado nas costas. Nada! Nem carregada de demagogia...
LUTO NA LITERATURA
Os amigos lamentam por aqui o falecimento do escritor Nilto Maciel. Eu não o conhecia. Foto: Facebook.

O POETA E O TRABALHADOR
O açúcar
Ferreira Gullar
O branco açúcar que adoçará meu
café nesta manhã de Ipanema
não
foi produzido por mim
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
Vejo-o
puro
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
Este
açúcar veio
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da
mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
Este
açúcar era cana
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
Em
lugares distantes, onde não há hospital
nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos plantaram e colheram a cana que viraria açúcar. Em
usinas escuras, homens de vida amarga
e dura produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
O açúcar
nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.
e afável ao paladar
como beijo de moça, água
na pele, flor
que se dissolve na boca. Mas este açúcar
não foi feito por mim.
da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira, dono da mercearia.
Este açúcar veio
de uma usina de açúcar em Pernambuco
ou no Estado do Rio
e tampouco o fez o dono da usina.
e veio dos canaviais extensos
que não nascem por acaso
no regaço do vale.
nem escola, homens que não sabem ler e morrem de fome
aos 27 anos plantaram e colheram a cana que viraria açúcar. Em usinas escuras, homens de vida amarga
e dura produziram este açúcar branco e puro
com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.
quarta-feira, abril 30, 2014
PODER, INSENSÍVEL PODER!
“Orquestra
Eleazar de Carvalho sem salário
O maestro e 28 músicos
da Orquesta de Câmara Eleazar de Carvalho (Orcec) estão desde novembro sem
receber pagamento do Governo do Estado. A Secult diz que o pagamento depende da
Casa Civil. (...). Desde
novembro, a situação é esta: os 28 componentes da orquestra, além do regente,
Arthur Barbosa, estão sobrevivendo como podem, à revelia do próprio trabalho,
já que a Secretaria da Cultura do Estado (Secult), responsável pelos
pagamentos, até agora não depositou o dinheiro desse. (...).
‘É uma renda alimentícia. Esse dinheiro é pra subsistência da gente, às vezes, você nem dorme pensando em quem vai ligar (cobrando) no dia seguinte. O que vou fazer pra minha filha chegar ao colégio? Como vou matricular meu filho?’, complementa o spalla, que, na hierarquia da orquestra, é o segundo após o maestro. (...).”
‘É uma renda alimentícia. Esse dinheiro é pra subsistência da gente, às vezes, você nem dorme pensando em quem vai ligar (cobrando) no dia seguinte. O que vou fazer pra minha filha chegar ao colégio? Como vou matricular meu filho?’, complementa o spalla, que, na hierarquia da orquestra, é o segundo após o maestro. (...).”
(O Povo)
A POLÍTICA HOJE É ISSO!
Roberto Pessoa foi destacado líder do Ceará na Câmara Federal, prefeito de Maracanaú por duas vezes, com altos índices de popularidade. Elegeu seu sucessor, Firmo Camurça. A filha, Fernanda, é deputada estadual, pelo PR. Em todos esses momentos teve de Lula todo o apoio e gordas verbas para Maracanaú. Hoje...
É DURO!
Esses "humoristas" afascistados do sudeste são eudeusados (por alguns desavisados) e até tratados como notáveis gênios. Meu aplauso para essa gente é inaudível!
TUDO COMO DANTES...
Foi anunciado o novo esquema de segurança do IJF. Até o próximo bandido de meia-tigela desmoralizá-lo? As coisas mudam. Pra continuarem do mesmo jeito!
TRABALHADOR
Alguém já ouviu falar aí em divisão do lucros das empresas entre empregadores e empregados? Não. Assunto proibido. Pois já deveríamos ter chegado a esse patamar!
AH, NÃO?!
Uma pessoa me diz no Facebook que falar de precariedade nas escolas não dá Ibope. Nunca corri atrás desse tigre. Outros já o fazem e com muita competência! Se tratam a escola com bicos de pão (dormido e mofado) o que querem que um professor engajado faça?!
terça-feira, abril 29, 2014
NEM TUDO SÃO FLORES?!
"Um dos centros de formação de professores" de Sobral. Do Facebook Notícias de Sobral.






O NEGRO NA HISTÓRIA
"(...) Tratado como besta de carga exaurida no trabalho, na qualidade de mero investimento destinado a produzir o máximo de lucros, enfrentava precaríssimas condições de sobrevivência. Ascendendo à condição de trabalhador livre, antes ou depois da abolição, o negro se via jungido a novas formas de exploração que, embora melhores que a escravidão, só lhe permitiam integrar-se na sociedade e no mundo cultural, que se tornaram seus, na condição de um subproletariado compelido ao exercício de seu antigo papel, que continua sendo principalmente o de animal de serviço. Enquanto escravo poderia algum proprietário previdente ponderar, talvez, que resultaria mais econômico manter suas 'peças' nutridas para tirar delas, a longo termo, maior proveito. Ocorreria, mesmo, que um negro desgastado no eito tivesse oportunidade de envelhecer num canto da propriedade, vivendo do produto de sua própria roça, devotado a tarefas mais leves requeridas pela fazenda. Liberto, porém, já não sendo de ninguém, se encontrava só e hostilizado, contando apenas com sua força de trabalho, num mundo em que a terra e tudo o mais continuava apropriada. Tinha de sujeitar-se, assim, a uma exploração que não era maior que dantes, porque isso seria impraticável, mas era agora absolutamente desinteressada do seu destino. Nessas condições, o negro forro, que alcançara de algum modo certo vigor físico, poderia, só por isso, sendo mais apreciado como trabalhador, fixar-se nalguma fazenda, ali podendo viver e reproduzir. O débil, o enfermo, o precocemente envelhecido no trabalho, era simplesmente enxotado como coisa imprestável. (...)."
Prof. Darcy Ribeiro (foto). Texto publicado no Site Pragmatismo
CANTILENA PALACIANA
Hoje um deputado governista, fantasticamente inebriado com os raios da Educação de Sobral, deitou falação sobre as cousas da "Princesa do Norte". Eu me vi ganhando não o piso salarial, mas o teto. O doutor, porém, não falou das condições de trabalho dos professores, do salário deles, tampouco da pauta do sindicato (se é que ele existe) da categoria. Esqueceu também de dizer que o governador, nascido lá, é um dos coveiros do piso nacional dos professores. Mas tem quem fique sempre lembrando isso!
SERÁ?!

A psicóloga Rosely Sayão (foto) diz que as pesquisas mostram que quem mais influencia os adolescentes são seus pais e os professores. Mas quem é que faz a cabeça deles? Os números frios mostram que a influência negativa vem de outra fonte. E agora?
FRANÇA NO CONFRARIA
Quem esteve no Confraria de Leitura foi Antônio Queiroz de França, que é de Jaguaretama e reside em Maracanaú. Ele falou de sua iniciação leitora (ainda) lá na sua terra, que teve o dedo providencial da mamãe, que foi sua primeira fada-madrinha.
segunda-feira, abril 28, 2014
RUBEM (ATUAL) ALVES
"Contei
meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui
para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela chupou
displicentemente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço. Já não
tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões
onde desfilam egos inflados. Não
tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando
seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos
megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos
fixos para
reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de
semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para
reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e
regimentos internos. Já
não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade
cronológica, são imaturas. Não quero ver os ponteiros do relógio
avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. Detesto fazer acareação de
desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas
os rótulos'. Meu tempo
tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem
pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.' O essencial faz a vida valer a pena."
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo. Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.' O essencial faz a vida valer a pena."
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COISAS DO RÁDIO
No Rio de ontem e de hoje, ninguém supera a Globo (RJ), em matéria de vinhetas criativas. Das que eu conheço, claro, a Rádio O Povo|CBN (For...
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Via Rogério Cristino https://revistarba.org.br/3d-flip-book/rba-169/ (a partir da página 58!)
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Vou tentar em meus versos, (1) uma história aqui narrar, acontecida bem no passado, Que muito ouvi alguém contar, Da lenda de uma besta-lou...








