UM ESPAÇO PRA DEBATES SOBRE CULTURA E EDUCAÇÃO - Moderador: Prof. João Teles, (85) 985863910 (Fortaleza) - coreausiara@gmail.com - Leia e comente!
sexta-feira, março 31, 2017
NA LUTA!
Na rua de Escola Demócrito Dummar (Parque Santa Rosa) denunciando o desprezo da prefeitura pela comunidade. Foto: Profa. Amanda Vasconcelos:


DA TURMA DO TWITTER
"Pesquisa CNI Ibope crava queda da popularidade de Michel Temer: antes estava em 13%, agora em 10%. Rejeição subiu de 46% para 55%!"
"Um governo encastelado em rejeição: pesquisa CNI/Ibope indica que a cada dia governo derrete. Rejeição aumenta e popularidade cai!"
"Um governo encastelado em rejeição: pesquisa CNI/Ibope indica que a cada dia governo derrete. Rejeição aumenta e popularidade cai!"
QUEM DISCUTE POLÍTICA...
Quase sempre tem um caixote estreito debaixo do braço. E vive grudado nele, querendo alguém ("daquele partido velhaco...") pra enfiar no dito-cujo!
quinta-feira, março 30, 2017
ALÔ, COREAÚ!
E a pendenga do ônibus dos universitários está resolvida? É coisa do passado? Ou gera dividendos políticos e, por isso, deve ser eterna?
O GRUPO CHOCALHO E O NOSSO TRABALHO...
No Jornal do Comércio do Ceará (mês de março). O evento, você lembra, aconteceu na Casa de Juvenal Galeno, no Centro:
ELE DEVE SABER BEM DISSO
"O Brasil vive um nó cego moral e institucional. Na impossibilidade de desatá-lo o jeito é cortá-lo!"
Lúcio Alcântara
Lúcio Alcântara
ENCONTREI PARTE DA TURMA DO SEM JEITO!
No cruzamento da Avenida dos Expedicionários com Borges de Melo:
quarta-feira, março 29, 2017
O MEDO...
Mostra ao cidadão o poder e o poderoso (que assombram) onde só deveria existir a força da luta e do voto dele.
ÁGUAS DE MARÇO
VIA BLOGUE
DO ELIOMAR
Com o título "Águas de março", eis artigo de José Borzacchiello, geógrafo e professor emérito da Universidade Federal do Ceará. Ele comemora a maravilha das chuvas, mas lamenta tantos problemas recorrentes em Fortaleza. Confira:
Águas de março são sempre bem-vindas. Embebem o solo, devolvem a fertilidade e deixam-nos radiantes diante do verde exuberante compondo a paisagem urbana. Benditas as águas que lavam as folhas das árvores tornando-as reluzentes e cintilantes, limpam as telhas e formam uma cortina d’água, convite permanente para um "banho de bica", relembrando passagens da infância. As chuvas trazem alegria, matam a sede. As plantas vicejam e florescem e formam canteiros em lugares inusitados. Como num passe de mágica, o que parecia sucumbido sob aridez da seca retorna e brota com força recobrindo areais com mantos verdes de vegetação.
Voltam as borboletas, os pássaros, tudo pulsa. Bem-vindas as "Águas de março" do relicário de Tom Jobim, trazendo "promessas de vida". "Planeta Água", de Guilherme Arantes, empresta um tom de correnteza tranquila, desfazendo e fazendo a natureza em seu movimento. Essas águas ansiosamente aguardadas, saudadas quando chegam revivem os riachos, correm pelos cantos das vias. Quando o céu acinzentado prenuncia sua chegada, o fim de um longo período seco é festejado.
Fortaleza fica mais bonita quando das primeiras chuvas. Água fonte de festa e alegria também gera o medo, provoca temor. Rapidamente os rios da cidade se avolumam e devolvem as áreas de risco, há muito ausentes da mídia. Inundações, asfalto destruído, congestionamentos, prejuízos. Fortaleza mostra-se despreparada para essa fonte de encantamento de seu povo. As obras viárias pretensamente construídas para resolver problemas não atendem as expectativas. Túneis inundados, veículos carregados pela força das águas. Na periferia, o lixo acumulado é carregado pelas torrentes, convertendo-se em vetores de doenças.
As águas de março criam paisagens desoladoras. Nesse período cenas reveladoras da injustiça social e ambiental mostram uma cidade que ultrapassa os limites dos cartões-postais. A cidade sofisticada da publicidade não dá as caras para aquelas bandas onde reside a maioria da população. As águas de março chegam e contraditoriamente trazem desespero para os adultos das áreas desprovidas de infraestrutura e oferecem opção de lazer para a criançada carente. Desconhecendo os efeitos maléficos das águas misturadas ao lixo e às valas e aos esgotos a céu aberto, elas fazem a festa. Nos noticiários relatos de residências inundadas, móveis perdidos, colchões e sofás molhados, comprometimento das instalações elétricas, um drama que parece não mais sensibilizar as autoridades. As cheias e inundações foram naturalizadas. Tem-se a impressão de que a mídia passa para a sociedade a ideia de que cheias, inundações, perdas e prejuízos se inseriram no calendário de eventos da cidade. É um absurdo. As águas de março chegam sempre. Já era tempo de aprender com elas. Não adianta mais "vaiar o sol". As chuvas do começo do ano trazem uma pedagogia. As águas desenham caminhos e percursos, acumulam-se em determinados locais. Na medida em que a cidade despreza os mapas traçados pelas águas, maior o sofrimento de seu povo.
Com o título "Águas de março", eis artigo de José Borzacchiello, geógrafo e professor emérito da Universidade Federal do Ceará. Ele comemora a maravilha das chuvas, mas lamenta tantos problemas recorrentes em Fortaleza. Confira:
Águas de março são sempre bem-vindas. Embebem o solo, devolvem a fertilidade e deixam-nos radiantes diante do verde exuberante compondo a paisagem urbana. Benditas as águas que lavam as folhas das árvores tornando-as reluzentes e cintilantes, limpam as telhas e formam uma cortina d’água, convite permanente para um "banho de bica", relembrando passagens da infância. As chuvas trazem alegria, matam a sede. As plantas vicejam e florescem e formam canteiros em lugares inusitados. Como num passe de mágica, o que parecia sucumbido sob aridez da seca retorna e brota com força recobrindo areais com mantos verdes de vegetação.
Voltam as borboletas, os pássaros, tudo pulsa. Bem-vindas as "Águas de março" do relicário de Tom Jobim, trazendo "promessas de vida". "Planeta Água", de Guilherme Arantes, empresta um tom de correnteza tranquila, desfazendo e fazendo a natureza em seu movimento. Essas águas ansiosamente aguardadas, saudadas quando chegam revivem os riachos, correm pelos cantos das vias. Quando o céu acinzentado prenuncia sua chegada, o fim de um longo período seco é festejado.
Fortaleza fica mais bonita quando das primeiras chuvas. Água fonte de festa e alegria também gera o medo, provoca temor. Rapidamente os rios da cidade se avolumam e devolvem as áreas de risco, há muito ausentes da mídia. Inundações, asfalto destruído, congestionamentos, prejuízos. Fortaleza mostra-se despreparada para essa fonte de encantamento de seu povo. As obras viárias pretensamente construídas para resolver problemas não atendem as expectativas. Túneis inundados, veículos carregados pela força das águas. Na periferia, o lixo acumulado é carregado pelas torrentes, convertendo-se em vetores de doenças.
As águas de março criam paisagens desoladoras. Nesse período cenas reveladoras da injustiça social e ambiental mostram uma cidade que ultrapassa os limites dos cartões-postais. A cidade sofisticada da publicidade não dá as caras para aquelas bandas onde reside a maioria da população. As águas de março chegam e contraditoriamente trazem desespero para os adultos das áreas desprovidas de infraestrutura e oferecem opção de lazer para a criançada carente. Desconhecendo os efeitos maléficos das águas misturadas ao lixo e às valas e aos esgotos a céu aberto, elas fazem a festa. Nos noticiários relatos de residências inundadas, móveis perdidos, colchões e sofás molhados, comprometimento das instalações elétricas, um drama que parece não mais sensibilizar as autoridades. As cheias e inundações foram naturalizadas. Tem-se a impressão de que a mídia passa para a sociedade a ideia de que cheias, inundações, perdas e prejuízos se inseriram no calendário de eventos da cidade. É um absurdo. As águas de março chegam sempre. Já era tempo de aprender com elas. Não adianta mais "vaiar o sol". As chuvas do começo do ano trazem uma pedagogia. As águas desenham caminhos e percursos, acumulam-se em determinados locais. Na medida em que a cidade despreza os mapas traçados pelas águas, maior o sofrimento de seu povo.
José Borzacchiello da Silva - geógrafo e professor da UFC
LÍNGUA
Diz-me um texto (da Net) que o termo "chinela" (em vez de "chinelo") está em desuso. Nem tanto. Em algumas regiões do Ceará ainda é muito usado. Assim como "malandra" para o sexo masculino e "camarado" (presente nas narrativas de Jorge Amado). Coisas dos brasis!
NOMES DESSA COISA PELO BRASIL
Beija-moça, mourão, passadiço, passador, torce-bunda, céu, currutela, vai-e-vem, passa-um, tronqueira, engana-bode, quebra-costela, estique, estaca, porteira do engano...
Com a ajuda do pessoal do Recanto Nordestino (Facebook)
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CAOS NO IPM DA CAPITAL
O Instituto de Previdência Municipal, que deveria cuidar da saúde dos servidores, está vivendo seu ocaso. O depoimento em destaque está no Blogue do Eliomar/O Povo. Um, de vários!
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LINDA DEMAIS
A história da mulher que sempre que ia fritar um peixe, cortava parte dele. Um dia a filha perguntou porque ela fazia aquilo, se com aquela ...
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Via Rogério Cristino https://revistarba.org.br/3d-flip-book/rba-169/ (a partir da página 58!)
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Vou tentar em meus versos, (1) uma história aqui narrar, acontecida bem no passado, Que muito ouvi alguém contar, Da lenda de uma besta-lou...





