"Contam que existia um pescador chamado Crispim, que pescava no rio Parnaíba,
mas, um dia, numa de suas pescarias, não havia pescado peixe algum. Desanimado,
voltou para casa. Após chegar, pediu para sua mãe que lhe servisse alguma coisa para comer. Ela
lhe serviu uma sopa de osso. Zangado, ele disse: - Isso é comida pra cachorro!
Em seguida, pegou o osso da sopa e jogou na cabeça da sua mãe, ferindo-a; e saiu correndo. Sua mãe, antes de morrer, jogou-lhe uma maldição. Ele se
transformaria em um monstro da cabeça grande, como uma cuia, e só se livraria
da maldição no dia em que devorasse cinco Marias virgens. Crispim nunca
conseguiu e até hoje os moradores ribeirinhos não permitem que suas filhas
Marias lavem roupas, nas margens do rio Parnaíba com medo do chamado do
Cabeça de Cuia."
Há uma versão que troca o rio pelo Poty, que corta também parte do Ceará. O Poty passa na região de Novo Oriente e Crateús.