quinta-feira, maio 26, 2011

  DO TUÍTER DA CÂMARA MUNICIPAL
@CamaraCMF
 



 HIPOCRISIA NO ATACADO!


  Será que a mídia vai realizar reportagens mais amplas e bem elaboradas sobre os municípios que desrespeitam a lei e deixam seu setor de Educação caindo os pedaços, ou vai preferir a hipocrisia de chamar de baderneiros os Professores da capital que ocuparam, pacificamente, a Câmara de Vereadores, para evitar a violentação da Lei do Piso?
 BOM DIA, SEGUIDORES!

Tem gente entrando para o time dos nossos seguidores. Faça o mesmo!
 DE NOVO, A FORÇA DO INTERIOR!

 "Dos 184 municípios cearenses testados pelo Spaece-Alfa, Pedra Branca, no Sertão Central, foi o que alcançou o melhor resultado. Os alunos tiveram proficiência média de 253,7 pontos. Mais de 90 pontos acima da média do Estado - de 162,6 pontos.

 O segundo lugar ficou com Mucambo, na Região da Ibiapaba. A cidade teve 253,1 pontos de proficiência média, enquanto o terceiro lugar, Potengi, no Centro-Sul, teve 251. (...)"

 (O Povo)
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 AMANDA GURGEL NO DN

  A bela professora Amanda Gurgel, do Rio Grande do Norte, esteve no protesto de Fortaleza. Ontem tivemos o prazer de abraçar a nova liderança nacional da categoria.

Fortaleza entre as piores cidades cearenses no campo da educação

“Um ano, 13 pontos ganhos e dez posições perdidas. Fortaleza ocupa, agora, o 181º lugar no ranking dos 184 municípios cearenses analisados pelo Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica (Spaece-Alfa).
Em 2010, os alunos da rede municipal obtiveram proficiência média em Língua Portuguesa e Matemática de 131,7 pontos. Abaixo, portanto, da média global do Estado de 162,6 pontos e muito inferior à de Pedra Branca, primeira colocada, com 253,7.
Além disso, nenhuma escola da Capital foi citada na lista de 150 melhores do Estado। A cidade nunca conseguiu o feito desde a criação do Prêmio Escola Nota 10, em 2008, que toma por base o Índice de Desempenho Escolar-Alfabetização (IDE-Alfa)।"

quarta-feira, maio 25, 2011

    Manifesto da Esquerda Festiva

Durante a ditadura militar, aqueles que se atreveram a comungar das idéias esquerdistas sem estarem envolvidos diretamente com a luta armada foram logo apelidados, de maneira pejorativa, como “esquerda festiva”. Eram pessoas que, embora não tenham arriscado a vida contra o regime dos fardados, participavam da resistência e bradavam contra o governo em mesas de bar e festas, entre um gole e outro. Artistas, intelectuais, boêmios: seu “esquerdismo” de nada valia… para a direita. Como se, ora bolas, mesas de bar não fossem ótimos lugares para se discutir política.


Agora, quando se vê um ressurgimento de manifestações populares anticonservadoras nascidas nas redes sociais, o termo “esquerda festiva” volta a aparecer, à guisa de crítica, aqui e ali, para tentar ridicularizar os que vão às ruas protestar contra ou para reivindicar algo. Foi assim recentemente com os jovens que acamparam em Madri e se manifestaram em Barcelona, na Espanha, “acusados” de protestarem enquanto se divertiam. Mas que absurdo: em lugar de se imolarem em praça pública, tomam vinho!


Na verdade, a “esquerda festiva” é tudo que precisávamos no mundo pós queda do muro de Berlim. Acabaram-se os cenhos franzidos das ditaduras capitalistas ou comunistas, acabou-se a tortura e a polícia do pensamento, vivemos em democracias, podemos nos manifestar alegremente. A luta armada acabou, viva a luta AMADA: lutamos em favor do que acreditamos, do que queremos, do que amamos. É possível empunhar cartazes juntos, tomando cerveja, ouvindo música, comendo churrasco ou paquerando alguém pelo caminho. No hay más que endurecer.


É hora de a “esquerda festiva” (na qual me incluo) se assumir como tal, sem demérito nenhum. Por isto quero propor este manifesto com algumas das idéias surgidas até agora pelos bares da vida e esquinas virtuais. Atenção: nem todo mundo que for às manifestações convocadas pela internet tem obrigação de aderir a manifesto algum. Aliás, a esquerda festiva não obriga ninguém a nada. Mesmo porque sua regra número um é:


- É proibido proibir, claro. E patrulhar também é bem chato.

- Nossas bandeiras: liberdade, igualdade, fraternidade, tolerância, solidariedade, gentileza, generosidade, paz, amor, alegria.

- Nossas causas: lutamos pelos direitos humanos e dos animais, pela preservação do meio ambiente, pela liberdade de credo (e de não ter credo), pela descriminalização das drogas e do aborto, pela igualdade entre os gêneros, pelo respeito aos ciclistas e por mais ciclovias nas cidades, pelas energias renováveis, pela proteção à infância e à velhice. Lutamos contra as guerras, a opressão, a violência, a corrupção, a exploração, o capitalismo predatório, os regimes autoritários, a desigualdade social, a exclusão, o analfabetismo, o transporte individual, a homofobia, a xenofobia, o racismo e toda forma de preconceito.

- A esquerda festiva será convocada a se reunir em passeatas, marchas e manifestações, mas também em bicicletadas, piqueniques, raves, shows, palhaçadas, churrascos, caminhadas, escaladas, cachoeiradas, contemplações da natureza, meditações e o que mais imaginar a criatividade de seus integrantes.

- Nas manifestações será permitido paquerar, beijar, abraçar e fazer cafuné para não perder a ternura.

- A esquerda festiva não admite paredões, fuzilamentos, exílio ou prisão de dissidentes. Quem pensa diferente é só alguém que pensa diferente.

- Pessoas de todos os partidos serão bem-vindas: a esquerda festiva independe de partidos ou classe social.

- Todos os eventos serão gratuitos e sua organização, voluntária.

- Discursos (curtos) serão aceitos, mas a esquerda festiva considera que rodas de samba e batuques em geral falam mais do que mil palavras.

- A esquerda festiva não cabe em manifestos nem aceita rótulos – inclusive o de “esquerda festiva”.

Cynara Menezes


Cynara Menezes é jornalista. Atuou no extinto "Jornal da Bahia", em Salvador, onde morava. Em 1989, de Brasília, atuava para diversos órgãos da imprensa. Morou dois anos na Espanha e outros dez em São Paulo, quando colaborou para a "Folha de S. Paulo", "Estadão", "Veja" e para a revista "VIP". Está de volta a Brasília há dois anos e meio, de onde escreve para a CartaCapital.
Participo da esquerda festiva desde 1974.Etin, colaborador   



 

Amanda sorri, do lado direito das cadeiras da primeira fila. Uma simpatia!

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