"(...)
"O banco anuncia que vai repassar o operacional do Crediamigo para outros bancos ou instituições privadas. Alguma dúvida que eles não vão absorver a tecnologia de emprestar desenvolvida ao longo de anos para uso posterior? Alguma dúvida que os dados proprietários do banco não vão ser indiretamente apropriados? Está mais que correta a preocupação em blindar o Crediamigo da influência política e de garantir eficiência operacional, mas será esse o melhor caminho?
Para complicar ainda mais, a decisão é contratar quatro ou cinco instituições diferentes para atender a regiões diferentes do Nordeste. Como garantir um padrão único de atendimento? Qual o incentivo para performance nas diferentes áreas se não existe competição entre ela? Dividir o valor total da licitação sendo feita vai diminuir o valor total da soma? Diversificar o risco de contratar mal seria uma justificativa aceitável?" (...)."
Marcos Holanda, economista, ex-presidente do BNB, no Eliomar
Foto: Sara Maia
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