Se na busca de um verso Eu me perco em cada passo É que o amor me anda escasso Mas se atalho em seu reverso Muito mais me é perverso Esse amor que é como o aço Se tão grande é o espaço E tão complexo o universo Por que o amor tornou-se inverso E lhe folga, assim, o meu laço? Agora sei que não passo De mim, com quem tanto converso! Bartolomeu Augusto
"Tenho duas armas para lutar contra o desespero, a tristeza e até a morte: o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver!"
"O primeiro efeito do factoide criado por esse governo golpista sobre a prisão de 'terroristas', foi o cancelamento de 20 mil reservas de hotel para as Olimpíadas. Só um idiota, como esse ministro golpista da Justiça, pra levar a sério supostos terroristas que combinam matrícula em curso de artes marciais pela internet. Bando de patetas!"
A ponte do Rio Niterói (Rio), postada na internet, gerou uma série de comentários, do tipo: - Ah, na ditadura tudo era isso e aquilo... Será que essa gente sabe o que significa ditadura militar? E o individamento (crônico) brasileiro quando teve início? E as grandes obras da época, realizadas com zero fiscalização? E a imprensa manietada? E os insatisfeitos que anoiteciam e não amanheciam? Ah, a ignorância...
Um ativista cultural que nunca cansa: Nelson Augusto, da Universitária FM (UFC). Ele dedica o dia quase todo à difusão cultural. Chega a fazer dois programas ao vivo e um gravado num só dia. Tem programa de chorinho dia de domingo. Ao vivo. Cruza e cabeceia. Por pura predileção. E ainda tem tempo pra ser beatlemaníaco. É um danado!
"Ronaldinho e Safadão vão gravar DVD. O jogador no ocaso e o cantor fulgurante de vida curta, pois as músicas são banais!" "CID GOMES e ROBERTO CLÁUDIO tomando umas e outras e comendo churrasquinho no Conjunto Ceará. Cena comum por ali!" Erivelto de Souza
O notívago, o bêbado e o poeta por suas noites, meninas, bares, cruzamentos (ops!), encontros, encontrões, desencontros, tropeçadas, sinais, senões, pois nões...
- Não gosto dos poetas. Eles não vivem a realidade! Eu já acho que os escritos deles são a realidade. Mordida, experimentada, refugada, querida... REFLETIDA!
Tenho uma colega que em tudo que posta na Net há melancolia. Parece ser filha da tristeza, do desencanto... Um dia, conversando com outra pessoa (que a conhece melhor), soube que: "Talvez relacionamentos familiares. Acho que com o marido...". Não sabe bem... Dúvidas mil. Como diria o sertanejo: - Fico todo atado!
Segundo Galba Gomes, o livro recém-lançado por ele estará disponível na LIVRARIA LIVRO TÉCNICO, a partir de sexta-feira, dia 22 de julho. A LT fica na Rua Dom Joaquim, 54, pertinho da Av. Mons. Tabosa - Praia de Iracema. Telefone (85) 32193111.
Os trabalhadores chegavam (à casa do patrão) no fim da tarde, suados, exauridos. Espalhavam-se pelo pequeno alpendre com uns mapas de sal de suor nos lombos. Aos poucos iam pro riacho tomar banho. De volta, faziam uma roda pra esperar o de comer. E comiam com voracidade. Saciados, espalhavam-se pelo ambiente. Muitos deles cortando fumo e palha de milho pra fazer os cigarros ("braços de Judas"). A maioria usava mesmo papelim. Demorava pouco e começavam as histórias que falavam de homens que vinham de outro mundo, em troços voadores: - Pareciam uma peneira grande! - dizia um. Quando alguém era avistado em terra, os ocupantes dos bichos voadores jogavam uma grande rede em cima dos desafortunados escolhidos: - Eu achava parecido era com uma tarrafa grande! - falava outro, com sua experiência de homem socó. Quem era pego era levado pro estrangeiro, pra virar picadinho: - Eles queriam aproveitar cada parte do corpo! - dizia um velhinho do canto do alpendre, com ar professoral. - E preferiam gente nova. Velho pra quê? - emendava um senhor de bigode ralo, que fazia um cigarro pau-ronca quase sambar de canto a canto da boca. Dizia-se que aconteciam barbaridades com quem era escolhido pro terrível sacrifício. Os columins que escutavam tudo, tremendo que nem vara verde, iam dormir se pelando de medo. Se depois de um tempo desse vontade de ir no mato (pra alguma necessidade), deixavam-se ficar plantados nos fundos das redes e acordavam "só o pirão" (de mijo)!