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quarta-feira, novembro 16, 2011
FORÇA, LULA!
Texto: Jangadeiro Online
Foto: Instituto Cidadania
BOAS IDEIAS!
"'Uma idéia barata e que pode salvar muitas vidas. Menos a do mosquito transmissor da dengue. Por que não divulgamos isso em uma grande corrente. Todos passam aquelas baboseiras 'pseudoreligiosas', disso e daquilo outro. Todos repassam correntes místicas e sem futuro, aporrinhando a vida de quem não crê em mediocridades. Agora temos um assunto sério e de interesse coletivo. Sem misticismo, nem frescuragens. É chegada a hora de repassarmos correntes sérias. Que tal começarmos com esta que pode salvar vidas. Inclusive a sua? Tenho dito...'
DENGUE I: FAÇA O REPELENTE DOS PESCADORES EM CASA: 1/2 litro de álcool; 1 pacote de cravo da Índia (10 g); 1 vidro de óleo de nenê (100ml). Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde; depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera,...). Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo. O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais. O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação. A comunidade toda tem de usar, como num mutirão. Não forneça sangue para o aedes aegypti!
Ioshiko Nobukuni Sobrevivente da dengue hemorrágica.
(Uma colaboração: Manuel de Jesus)
terça-feira, novembro 15, 2011
CARA DE FOGOSA!
O Manchão ainda não leu essa:
Zé chegou em casa do roçado, mais quebrado do que boêmio na quarta-feira de cinzas! Entrou em casa e arriou na fianga! Nem banho tomou! Maria foi até lá, pegou Zé pelo braço, fez um carinho no bigode do marido e Zé, que já conhecia a sujeita de outros carnavais, disse, com cara de assombro:
O "POSTE" DO MOMENTO
ASFALTO EM MOTEL
Esse fato ocorrido em Sobral é muito comum! Vira e mexe, a gente vê um caso desses ocorrendo por aí. Isso demonstra que não são só os políticos graúdos que se envolvem em casos horrorosos de corrupção! Tem o roubo miúdo (a safadeza no varejo) e descarado, que é tão grave quanto o graúdo! Essa "cultura" se dissemina no País inteiro!
NOSSOS CONTATOS!
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MORRE TEMÍSTOCLES DE CASTRO E SILVA
Neste momento o assunto mais comentado no Blogue do Eliomar é: "Morre o jornalista Themístocles de Castro e Silva".
Homem de extrema direita, do tipo de apregoava que no Brasil não houve golpes militares, mas "governos fortes", Temístocles tinha posições fortes e não era um dissimulado. Discordava de quase cem por cento do que ele escrevia, mas nunca deixei de ler seus artigos. Às vezes, terminava a leitura pê da vida com o velho advogado e jornalista. Mas ele tinha um bom texto, coisa que me atrai. A extrema direita perde um soldado... Cala-se um amigo e defensor de Collor, parte um amigo inconteste das forças militares, vai-se um crítico mordaz de Luiz Inácio Lula da Silva... Descanse em paz, "Seu" Temístocles!
LI NO BLOGUE DO PROF. ROMILDO MOURA
O RAPTO DA DEMOCRACIA
"A Europa assiste nesse momento, com anuência catatônica dos partidos e da mídia, o poder auto-atribuído dos mercados financeiros nomear e demitir governos, impondo-lhes metas e políticas que reduzem o Estado, a economia e a sociedade a meros dentes da engrenagem reprodutora do capital a juro. No Brasil, como demonstra a editora de Política de Carta Maior, Maria Inês Nassif, em análise nesta pág., é a mídia que se arroga, de forma mais ostensiva, o papel desse poder paralelo, avocando-se a prerrogativa de inocentar e condenar ministros de Estado, a ponto de tornar o governo Dilma, perigosamente, refém de seus interesses e interditos. Na Europa, de forma desconcertante, as causas da crise são omitidas na dissecação de um colapso cuja origem e manutenção remete ao poder desmedido das finanças desreguladas. Sua supremacia monopolizou a tal ponto a agenda política que hoje encara-se como inevitável responder ao colapso neoliberal com doses adicionais de seu veneno. A mesma lógica auto-propelida alimenta a eterna pauta da corrupção política no Brasil. A ausência de uma presença estatal forte no financiamento das campanhas eleitorais torna partidos, eleitores e eleitos reféns do dinheiro privado. A mesma mídia que usurpa espaços e prerrogativas das instituições democráticas, permite-se, porém, rebaixar a discussão das alternativas a essa distorção para reiterar seu papel auto-atribuído de juiz e jurado das escolhas da sociedade. Nos dois casos um poder coercitivo ilegítimo submete a cidadania a desígnios sedimentados à margem do discernimento social. Em nome da eficiência, na Europa, e da transparência, no Brasil, comete-se o rapto da democracia para instituir uma chantagem permanente e ardilosa contra a sociedade. A lição européia é clara: todos os governantes que cederam a essa lógica foram engolidos por ela.'
(Carta Maior; 3ª feira, 08/11/ 2011)
Pauta de Eliton Meneses
'Pois bem: Aí o Hugo Chavez, fecha o canal de televisão na Venezuela e chamam-no de ditador e mercenário... Pois bem 2: Pode um negócio desses? Pois bem 3: Que o governo brasileiro cobre então todas as dívidas fiscais do PIG e o leve à lona e seus dirigentes ao xadrez, que tudo estará resolvido. Pois bem 4: A sociedade mundial não pode ser refém destes facínoras. Pois bem 5: Esta cambada de mercenários tem que ser extirpada desta atividade nobre, que é informar e levar conhecimento e cultura aos povos. Pois bem 6: Ao invés de fazer o que fizeram desde que desde que Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg resolveu se associar a um capitalista e trocar a velha prensa tipográfica de madeira por uma de metal. Pois bem 7: Tenho dito... E sempre!!!'"
(Manuel de Jesus)
A VOLTA DO TUPI!
Hoje encontrei em Maracanaú o Professor Carlos Alencar, um dos entusiastas da causa indígena no Ceará. Segundo ele, os remanescentes indígenas da RMF vão estudar tupi, atrás de um curso que ele coordenará, via UFC. Um professor de tupi virá da Paraíba, para as devidas aulas sobre o tronco linguístico. Boa sorte na nova empreitada!
A POLÍTICA DE LADEIRA ABAIXO!
Vivemos um momento melindroso no Brasil. A Política deu lugar à politicagem mais ordinária. Quase nada se salva! Quem tem algum interesse público, perde-se no meio do cipoal da canalhice. O prefeito arrebenta a cidade por três anos. No quarto encapa meio mundo de ruas, com um pó de café ordinário e, perante a opinião dos moradores, vai para os chifres da lua! O que fazer diante de tal quadro? Sem contar que no Brasil deste momento assistimos à volta do denuncismo acretinado da UDN. Numa só capa de revista se acusa, julga e condena. Eis um jogo perigoso! Todo e qualquer ministro ou secretário de Estado, uma vez acusado de algo, deveria ser afastado de imediato, para que fizesse, sem as amarras do cargo, sua defesa. Ampla e irrestrita. Como manda a democracia! Se condenado, tchau! À imprensa caberia o papel de acompanha tudo e dar publicidade a isso. Imprensa não é juiz! A Justiça não deve vir das redações. Principalmente, se há pouco anos atrás, essa mesma imprensa silenciava, diante de desmandos de grupos simpáticos a si. E isso não faz muito tempo!
O RAPTO DA DEMOCRACIA
EDITORIAL
"A Europa assiste nesse momento, com anuência catatônica dos partidos e da mídia, o poder auto-atribuído dos mercados financeiros nomear e demitir governos, impondo-lhes metas e políticas que reduzem o Estado, a economia e a sociedade a meros dentes da engrenagem reprodutora do capital a juro. No Brasil, como demonstra a editora de Política de Carta Maior, Maria Inês Nassif, em análise nesta pág., é a mídia que se arroga, de forma mais ostensiva, o papel desse poder paralelo, avocando-se a prerrogativa de inocentar e condenar ministros de Estado, a ponto de tornar o governo Dilma, perigosamente, refém de seus interesses e interditos. Na Europa, de forma desconcertante, as causas da crise são omitidas na dissecação de um colapso cuja origem e manutenção remete ao poder desmedido das finanças desreguladas. Sua supremacia monopolizou a tal ponto a agenda política que hoje encara-se como inevitável responder ao colapso neoliberal com doses adicionais de seu veneno. A mesma lógica auto-propelida alimenta a eterna pauta da corrupção política no Brasil. A ausência de uma presença estatal forte no financiamento das campanhas eleitorais torna partidos, eleitores e eleitos reféns do dinheiro privado. A mesma mídia que usurpa espaços e prerrogativas das instituições democráticas, permite-se, porém, rebaixar a discussão das alternativas a essa distorção para reiterar seu papel auto-atribuído de juiz e jurado das escolhas da sociedade. Nos dois casos um poder coercitivo ilegítimo submete a cidadania a desígnios sedimentados à margem do discernimento social. Em nome da eficiência, na Europa, e da transparência, no Brasil, comete-se o rapto da democracia para instituir uma chantagem permanente e ardilosa contra a sociedade. A lição européia é clara: todos os governantes que cederam a essa lógica foram engolidos por ela."
(ELITON MENESES)
(Carta Maior; 3ª feira, 08/11/ 2011)
(ELITON MENESES)
LI NO BLOGUE DO PROF. ROMILDO MOURA
"E LUPI ESTÁ CADA VEZ MAIS COMPLICADO
Nesta terça-feira (15), novas denúncias envolvendo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, divulgadas pela imprensa, deixaram a sua permanência no governo ainda mais instável. Segundo o dono de uma ONGs, o ministro supostamente teria ajudado na criação de sindicatos-fantasmas. A oposição já promete mobilização para que Lupi preste novos esclarecimentos sobre as denúncias. Nesta terça, o site 'Grajaú de Fato' divulgou fotos do ministro desembarcando de um jatinho que teria sido alugado pelo proprietário de uma ONG. A expectativa de assessores do Planalto é de que a presidente Dilma Rousseff definirá até o final da semana a permanência dele no governo. Agora, Dilma quer explicações sobre a viagem ao Maranhão em dezembro de 2009 com avião de um responsável por duas ONGs que têm convênios com o Ministério. Em resposta às últimas denúncias, o Ministério do Trabalho informou que o avião era de responsabilidade do PDT, partido do ministro. A oposição pretende fazer pressão para que Lupi deixe o cargo. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (PSDB-SP), defendeu o afastamento imediato do ministro. O líder do DEM na Câmara, ACM Neto, afirmou que a oposição fará plantão no feriado para pedir a saída de Lupi.'
Fonte: Revista O Voto.
'Pois bem: Não há santos nesta história... Pois bem 2: Este negócio de ONG's... Pois bem 3: Salvo raras... eu disse: raras... raríssimas exceções... Pois bem 4: São na grande maioria máquinas de sugar dinheiro do povo em benefícios um pequenos grupinhos 'desinteressados', que não sobreviveriam um minuto só às custas de próprio esforço e profissão independente, a não ser pendurados nas tetas do poder... Pois bem 5: E por isso é preciso urgentemente uma operação 'voluntários' da PF, para fazer uma faxina neste balaio de gatos e prender esta cambada de responsáveis pela rapinagem do erário público, que suga e suga mas não mostra resultados de seus projetos... Pois bem 6: E vejam bem... Pois bem 7: Eles estão estão em todos os lugares deste País... Pois bem 8: Muitas vezes, bem pertim... Eu disse bem pertim... Por detrás do nosso quintal.. Pois bem 9: Tão pertim que, às vezes, sentimos o odor da maracutaia entupindo nossas narinas... Pois bem 10: ... Pois bem 11: ... Pois bem 12: ... Pois bem 13: E é estes que deveriam ser exemplos...
(...)
Pois bem 50: Só a 'ZEBRA' é a solução... Tenho dito... E sempre!!!'"
(MANUEL DE JESUS)
15 DE NOVEMBRO: REFLEXÃO OU DEBOCHE?
Na internet já tem gente comemorando da data de hoje e tem gente fazendo deboche com a República. Tudo por questões políticas. Se o grupo tal não chegou ao Palácio central, vem a torcida contra. Tem que ser assim?
segunda-feira, novembro 14, 2011
REFLEXÃO NO MEIO DA NOITE...
SEM PARELHAS!
O branco nos parece mais branco, diante do preto. O florido das plantas nos parece mais belo em meio ao verde farto. O sorriso nos parece imbatível, diante da dor. A bondade das pessoas nos conquista, frente à ruindade de muitos... Na Política está difícil comparar Zé com Cazuza! Está tudo muito ruim! Igualmente ruim! Comparar quem com quem!?
Publicado no Blogue do Egídio Serpa, do DN
"Leitora deste Blogue, a Professora Célia Bernardo postou este comentário, que, pelo conteúdo e oportunidade, ganha este espaço:
'Chamo-me a atenção e chamo a atenção de todos os que terão acesso à informação sobre o ABANDONO ESCOLAR, nas salas de ensino médio, no Ceará.
Amigos, são 43 mil adolescentes e jovens que preferiram outros rumos à escola. Na minha e na sua cabeça, deixemo-nos incorporar o dado e aí eu me questiono: que rumos tomaram estes 43 mil alunos? Onde estarão, com quem estarão e o que estão fazendo.
Arrisco-me a dizer que uns poucos se inseriram, não no mercado de trabalho, mas em alguns locais, fazendo os chamados ‘bicos’, em que comem um pão com gosto de dor, porque vale mais que um salário digno.
Muitos estão no anonimato, desconstruindo seus caminhos, desfazendo seus sonhos, sem nenhuma perspectiva de VIDA.
Há ainda os que perderam a referência de seus locais e, a esmo, buscam outros lugares.
O certo é que só são referências nos dados frios, duros das pesquisas que simplesmente comprovam que a EDUCAÇÃO, neste país, nunca será PRIORIDADE.
Está aí a prova real em que 43 mil jovens cearenses comem um pão com gosto de FEL, porque é a perda irreparável do grão de trigo que este País perdeu.
Eu, Professora Célia Bernardo, sinto-me ENLUTADA PELA ORFANDADE INTELECTUAL de tantos milhares de jovens.
É claro que não cabe nos comentários desta página. Mas não divulgar para comentários, com a força que tem a imprensa, é uma forma de conforto ou de PECAR CONSCIENTE POR OMISSÃO.
Eu lhe agradeço e até lhe peço desculpas, porque entro nos seus espaços, com muita indignação, mas é justamente porque o desconforto, pela seriedade com que trabalho, não me permite calar'.
A Professora Célia Bernard tem razão."
FANTASIA E EMBUSTE!
Roberto Pessoa está na TV, mostrando o Maracanaú que ele pintou com as tintas da própria algibeira, pra chamar de seu. E o município (REAL) destroçado. Literalmente!
GERAÇÃO DO MEDO
Acho que sou da geração do medo. Qualquer coisa que fazíamos quando pequenos, nos obrigava a ouvir o brado:
- Não tem medo dos castigos de Deus?
Um dia, ao ver o tempo fechado, bonito pra chover, cheguei a dizer:
- Ih, tá pretinho!
Uma mulher que nos ajudava em casa, ralhou:
- Nunca diga isso! Um dia uma moça do Saco disse isso e uma voz falou do além: "Mais preta tá tua alma no inferno!"
SAUDADES DO PAPAI...
ONZE ANOS SEM TE VER
MEU PAI QUANTA SAUDADE
HOJE EU SINTO DE VOCÊ
UMA DOR MEU PEITO INVADE
POR ONZE ANOS SEM TE VER
DESDE QUE PARTIU PRO CÉU
EU FIQUEI SEM MEU TROFÉU
HOJE O GUARDO NO CORAÇÃO
QUE NA VIDA APRENDI A AMAR
QUEM ME ENSINOU A CAMINHAR
COM CARINHO E MUITA AFEIÇÃO
TODOS OS TEUS ENSINAMENTOS
ELES ESTÃO SEMPRE COMIGO
COMO LEMBRO! NOSSOS MOMENTOS
MEU GRANDE VELHO, PAI MEU AMIGO
FOSTES TU MINHA IMENSA RIQUEZA
NA POBREZA TODA SUA NOBREZA
DE UM HOMEM ÍNTEGRO E LEAL
SAIBA, CADA SUA LIÇÃO DE VIDA
EM MEU CORAÇÃO FOI ACOLHIDA
NA LUTA DO BEM, CONTRA O MAL
PAI A VOCÊ QUE HOJE É LUZ
QUE VIROU SAUDADE TERRENA
AGORA NA MORADA DE JESUS
VIVE A PAZ, LINDA E SERENA
SEI QUE ESTAIS ROGANDO A DEUS
SEMPRE POR NÓS, OS FILHOS TEUS
CONFORTANDO OS CORAÇÕES
DOS QUE AMARGAM A TUA AUSÊNCIA
POR NOSSA DOR PEÇA CLEMÊNCIA
SEMPRE EM SUAS ORAÇÕES
FOI EM QUATORZE DE NOVEMBRO
EXATAMENTE ANO DOIS MIL
ESTA DATA EU SEMPRE LEMBRO
NELA O MEU PAPAI PARTIU
PARA O ÚNICO DESTINO CERTO
FOI PRA DEUS, SEU ADALBERTO
HOJE MEU PEITO, MUITO DÓI
COM SAUDADE DE UM HERÓI
HOMEM BRAVO E DE VALOR
BETINHO, FIGURA QUERIDA
A QUEM RESPEITEI NESSA VIDA
POR QUEM É, INFINITO MEU AMOR
(Pedro Sampaio, radialista do Grupo Cidade e poeta)
Na foto, o saudoso pai e o poeta entristecido. No detalhe da camiseta de dentro de Pedro Sampaio, o respeito por Luiz Gonzaga.
Na foto, o saudoso pai e o poeta entristecido. No detalhe da camiseta de dentro de Pedro Sampaio, o respeito por Luiz Gonzaga.
VERDADE SERTANEJA
O sujeito que ouviu esta, tomou a última relhada e sumiu na manga de cerca!
BORBULHOU!
Na mais recente entrevista Fagner tirou o pé, quando falou de Ricardo Teixeira! Literalmente! Quem manja um pouquinho do velho pebol, entende direitinho o que estou tentando dizer...
TWUITTADAS ALHEIAS, À BOCA DA NOITE
Iran Ribeiro, empresário cearense
"Marcha Contra Corrupção de Fortaleza - Amanhã - 15/11/2011, às 15:00. Concentração no Centro Cultural Dragão do Mar."
Ismael Furtado, Professor cearense
"Fagner diz 'que Lula foi cafajeste e Ciro, otário.' Engana-se o único tucano que canta. Ciro foi vítima de sua própria desmedida ambição."
UM BOM TEXTO EM TRÊS TEMPOS: EDUARDO GALEANO EM "Caí no Mundo e Não Sei Voltar"
Não faz muito, com minha mulher, lavávamos as fraldas dos filhos, pendurávamos na corda junto com outras roupinhas, passávamos, dobrávamos e as preparávamos para que voltassem a serem sujadas.
E eles, nossos nenês, apenas cresceram e tiveram seus próprios filhos se encarregaram de atirar tudo fora, incluindo as fraldas. Se entregaram, inescrupulosamente, às descartáveis!
Sim, já sei. À nossa geração sempre foi difícil jogar fora. Nem os defeituosos conseguíamos descartar! E, assim, andamos pelas ruas, guardando o muco no lenço de tecido, de bolso.
Nããão! Eu não digo que isto era melhor. O que digo é que, em algum momento, me distraí, caí do mundo e, agora, não sei por onde se volta.
O mais provável é que o de agora esteja bem, isto não discuto. O que acontece é que não consigo trocar os aparelhos de som uma vez por ano, o celular a cada três meses ou o monitor do computador por todas as novidades. (...)(Colaboração: Fernando Deda)
Imagem Ilustrativa do Google Imagens
UM BOM TEXTO EM TRÊS TEMPOS: EDUARDO GALEANO EM "Caí no Mundo e Não Sei Voltar"
(...) Guardo os copos descartáveis! Lavo as luvas de látex que eram para usar uma só vez. Os talheres de plástico convivem com os de aço inoxidável na gaveta dos talheres! É que venho de um tempo em que as coisas eram compradas para toda a vida!
É mais! Se compravam para a vida dos que vinham depois! A gente herdava relógios de parede, jogos de copas, vasilhas e até bacias de louça.
E acontece que em nosso, nem tão longo matrimônio, tivemos mais cozinhas do que as que havia em todo o bairro em minha infância, e trocamos de refrigerador três vezes.
Nos estão incomodando! Eu descobri! Fazem de propósito! Tudo se lasca, se gasta, se oxida, se quebra ou se consome em pouco tempo para que possamos trocar. Nada se arruma. O obsoleto é de fábrica.
Aonde estão os sapateiros fazendo meia-solas dos tênis Nike? Alguém viu algum colchoeiro encordoando colchões, casa por casa? Quem arruma as facas elétricas? O afiador ou o eletricista? Haverá teflon para os funileiros ou assentos de aviões para os talabarteiros?
Tudo se joga fora, tudo se descarta e, entretanto, produzimos mais e mais e mais lixo. Outro dia, li que se produziu mais lixo nos últimos 40 anos que em toda a história da humanidade.
Quem tem menos de 30 anos não vai acreditar: quando eu era pequeno, pela minha casa não passava o caminhão que recolhe o lixo! Eu juro! E tenho menos de … anos! Todos os descartáveis eram orgânicos e iam parar no galinheiro, aos patos ou aos coelhos (e não estou falando do século XVII). Não existia o plástico, nem o nylon. A borracha só víamos nas rodas dos autos e, as que não estavam rodando, as queimávamos na Festa de São João. Os poucos descartáveis que não eram comidos pelos animais, serviam de adubo ou se queimava..
Desse tempo venho eu. E não que tenha sido melhor…. É que não é fácil para uma pobre pessoa, que educaram com “guarde e guarde que alguma vez pode servir para alguma coisa”, mudar para o “compre e jogue fora que já vem um novo modelo”.
Troca-se de carro a cada três anos, no máximo, por que, caso contrário, és um pobretão. Ainda que o carro que tenhas esteja em bom estado… E precisamos viver endividados, eternamente, para pagar o novo!!! Mas… por amor de Deus!
Minha cabeça não resiste tanto. Agora, meus parentes e os filhos de meus amigos não só trocam de celular uma vez por semana, como, além disto, trocam o número, o endereço eletrônico e, até, o endereço real.
E a mim que me prepararam para viver com o mesmo número, a mesma mulher e o mesmo nome (e vá que era um nome para trocar). Me educaram para guardar tudo. Tuuuudo! O que servia e o que não servia. Por que, algum dia, as coisas poderiam voltar a servir.
Acreditávamos em tudo. Sim, já sei, tivemos um grande problema: nunca nos explicaram que coisas poderiam servir e que coisas não. E no afã de guardar (porque éramos de acreditar), guardávamos até o umbigo de nosso primeiro filho, o dente do segundo, os cadernos do jardim de infância e não sei como não guardamos o primeiro cocô.
Como querem que entenda a essa gente que se descarta de seu celular há poucos meses de o comprar? Será que quando as coisas são conseguidas tão facilmente, não se valorizam e se tornam descartáveis com a mesma facilidade com que foram conseguidas?
Em casa tínhamos um móvel com quatro gavetas. A primeira gaveta era para as toalhas de mesa e os panos de prato, a segunda para os talheres e a terceira e a quarta para tudo o que não fosse toalha ou talheres. E guardávamos…
Como guardávamos!! Tuuuudo!!! Guardávamos as tampinhas dos refrescos!! Como, para quê? Fazíamos limpadores de calçadas, para colocar diante da porta para tirar o barro. Dobradas e enganchadas numa corda, se tornavam cortinas para os bares. Ao fim das aulas, lhes tirávamos a cortiça, as martelávamos e as pregávamos em uma tabuinha para fazer instrumentos para a festa de fim de ano da escola.
Tuuudo guardávamos! Enquanto o mundo espremia o cérebro para inventar acendedores descartáveis ao término de seu tempo, inventávamos a recarga para acendedores descartáveis.
E as Gillette até partidas ao meio se transformavam em apontadores por todo o tempo escolar. E nossas gavetas guardavam as chavezinhas das latas de sardinhas ou de corned-beef, na possibilidade de que alguma lata viesse sem sua chave.
E as pilhas! As pilhas dos primeiros rádios Spica passavam do congelador ao telhado da casa. Por que não sabíamos bem se se devia dar calor ou frio para que durassem um pouco mais.
Não nos resignávamos que terminasse sua vida útil, não podíamos acreditar que algo vivesse menos que um jasmim. As coisas não eram descartáveis. Eram guardáveis.
Os jornais!!! Serviam para tudo: para servir de forro para as botas de borracha, para por no piso nos dias de chuva e por sobre todas as coisa para enrolar.
Às vezes sabíamos alguma notícia lendo o jornal tirado de um pedaço de carne!!! E guardávamos o papel de alumínio dos chocolates e dos cigarros para fazer guias de enfeites de natal, e as páginas dos almanaques para fazer quadros, e os conta-gotas dos remédios para algum medicamento que não o trouxesse, e os fósforos usados por que podíamos acender uma boca de fogão (Volcán era a marca de um fogão que funcionava com gás de querosene) desde outra que estivesse acesa, e as caixas de sapatos se transformavam nos primeiros álbuns de fotos e os baralhos se reutilizavam, mesmo que faltasse alguma carta, com a inscrição a mão em um valete de espada que dizia "esta é um 4 de copas".
As gavetas guardavam pedaços esquerdos de prendedores de roupa e o ganchinho de metal. Ao tempo esperavam somente pedaços direitos que esperavam a sua outra metade, para voltar outra vez a ser um prendedor completo. (...)
(Uma colaboração do Prof. Fernando Deda, de Coreaú)
UM BOM TEXTO EM TRÊS TEMPOS - "Caí no Mundo e Não Sei Voltar"
Coluna de Eduardo Galeano. Uma indicação de Fernando Deda
"(...) Eu sei o que nos acontecia: nos custava muito declarar a morte de nossos objetos. Assim como hoje as novas gerações decidem matá-los tão-logo aparentem deixar de ser úteis, aqueles tempos eram de não se declarar nada morto: nem a Walt Disney!!!
E quando nos venderam sorvetes em copinhos, cuja tampa se convertia em base, e nos disseram: Comam o sorvete e depois joguem o copinho fora, nós dizíamos que sim, mas, imagina que a tirávamos fora!!! As colocávamos a viver na estante dos copos e das taças. As latas de ervilhas e de pêssegos se transformavam em vasos e até telefones. As primeiras garrafas de plástico se transformaram em enfeites de duvidosa beleza. As caixas de ovos se converteram em depósitos de aquarelas, as tampas de garrafões em cinzeiros, as primeiras latas de cerveja em porta-lápis e as cortiças esperaram encontrar-se com uma garrafa.
E me mordo para não fazer um paralelo entre os valores que se descartam e os que preservávamos. Ah!!! Não vou fazer!!!
Morro por dizer que hoje não só os eletrodomésticos são descartáveis; também o matrimônio e até a amizade são descartáveis. Mas não cometerei a imprudência de comparar objetos com pessoas.
Me mordo para não falar da identidade que se vai perdendo, da memória coletiva que se vai descartando, do passado efêmero. Não vou fazer.
Não vou misturar os temas, não vou dizer que ao eterno tornaram caduco e ao caduco fizeram eterno.
Não vou dizer que aos velhos se declara a morte apenas começam a falhar em suas funções, que aos cônjuges se trocam por modelos mais novos, que as pessoas a que lhes falta alguma função se discrimina o que se valoriza aos mais bonitos, com brilhos, com brilhantina no cabelo e glamour.
Esta só é uma crônica que fala de fraldas e de celulares. Do contrário, se misturariam as coisas, teria que pensar seriamente em entregar à bruxa, como parte do pagamento de uma senhora com menos quilômetros e alguma função nova. Mas, como sou lento para transitar este mundo da reposição e corro o risco de que a bruxa me ganhe a mão e seja eu o entregue…"
Eduardo Galeano é jornalista e escritor uruguaio http://www.patrialatina.com.br/colunas.php?idprog=d67d8ab4f4c10bf22aa353e27879133c&codcolunista=39
Leonardo Boff
Em razão do meu “ciganismo intelectual” falando em muitos lugares e ambientes sobre um sem-número de temas que vão da espiritualidade à responsabilidade socioambiental, e até sobre a possibilidade do fim de nossa espécie, os organizadores, por deferência, costumam me convidar para um bom restaurante da cidade. Lógico, guardo a boa tradição franciscana e celebro os pratos com comentários laudatórios. Mas me sobra sempre pequeno amargor na boca, impedindo que o comer seja uma celebração. Lembro que a maioria das pessoas amigas não podem desfrutar destas comidas e especialmente os milhões e milhões de famintos do mundo. Parece-me que lhes estou roubando a comida da boca. Como celebrar a generosidade dos amigos e da Mãe Terra se, nas palavras de Gandhi, “a fome é um insulto e a forma de violência mais assassina que existe”?
É neste contexto que me vêm à mente como consolo os botecos. Gosto de frequentá-los, pois aí posso comer sem má consciência. Eles se encontram em todo mundo, também nas comunidades pobres nas quais, por anos, trabalhei. Aí se vive uma real democracia: o boteco, ou o pé-sujo (o boteco de pessoas com menos poder aquisitivo), acolhe todo mundo. Pode-se encontrar lá tomando seu chope um professor universitário ao lado de um peão da construção civil, um ator de teatro na mesa com um malandro, até com um bêbado tomando seu traguinho. É só chegar, ir sentando e logo gritar: “Me traga um chope estupidamente gelado”.
O boteco é mais que seu visual, com azulejos de cores fortes, com o santo protetor na parede, geralmente um Santo Antônio com o Menino Jesus, o símbolo do time de estimação e as propagandas coloridas de bebidas. O boteco é um estado de espírito, o lugar de encontro com os amigos e os vizinhos, da conversa fiada, da discussão sobre o último jogo de futebol, dos comentários da novela preferida, da crítica aos políticos e dos palavrões bem merecidos contra os corruptos. Todos logo se enturmam num espírito comunitário em estado nascente. Aqui ninguém é rico ou pobre. É simplesmente gente que se expressa como gente, usando a gíria popular. Há muito humor, piadas e bravatas. Às vezes, como em Minas, se improvisa até uma cantoria que alguém acompanha ao violão.
Ninguém repara nas condições gerais do balcão ou das mesinhas. O importante é que o copo esteja bem lavado e sem gordura, senão estraga o colarinho cremoso do chope que deve ter uns três dedos. Ninguém se incomoda com o chão e o estado do banheiro. Os nomes dos botecos são os mais diversos, dependendo da região do país. Pode ser a Adega da Velha, o Bar do Sacha, o boteco do Seo Gomes, o Bar do Giba, o Botequim do Joia, o Pavão Azul, a Confraria do Bode Cheiroso, a Casa Cheia e outros. Belo Horizonte é a cidade que mais botecos possui, realizando até, cada ano, um concurso da melhor comida de boteco.
Os pratos também são variados, geralmente, elaborados a partir de receitas caseiras e regionais: a carne de sol do Nordeste, a carne de porco e o tutu de Minas. Os nomes são ingeniosos: “mexidoido chapado”, “porconóbis de sabugosa”, “costela de Adão” (costelinha de porco com mandioca), “torresminho de barriga”. Há um prato que aprecio sobremaneira, oferecido no Mercado Central de Belo Horizonte e que foi premiado num dos concursos: “bife de fígado acebolado com jiló”. Se depender de mim, este prato deverá constar no menu do banquete do Reino dos Céus que o Pai celeste vai oferecer aos bem-aventurados.
Se bem repararmos, o boteco desempenha uma função cidadã: dá aos frequentadores, especialmente aos mais assíduos, o sentimento de pertença à cidade ou ao bairro. Não havendo outros lugares de entretenimento e de lazer, permite que as pessoas se encontrem, esqueçam seu status social e vivam uma igualdade, geralmente, negada no cotidiano.
Para mim, o boteco é uma metáfora da comensalidade sonhada por Jesus, lugar onde todos podem sentar à mesa e celebrar o convívio fraterno e fazer do comer uma comunhão. Para mim, também, é o lugar onde posso comer sem má consciência. Dedico este texto ao cartunista e amigo Jaguar, que aprecia botecos.
INDICAÇÃO: ELITON MENESES
NÓS NO RÁDIO!
ERROS DA ESCOLA II
No interior de São Paulo uma Professora passou como tarefa de casa a marcação de um encontro da aluna com um pedófilo, via internet. A menina (de 12 anos) deveria marcar um local, para que pudesse escontrar-se com o sujeito, para os devidos registros. Está no G1. Despreparo!
ERROS DA ESCOLA
Horrorosa essa forma de abreviar Professor com um "Profo.", num masculino forçado à Professora (Profa.). Professora termina com "a"; Professor por sua vez tem "r" no seu final. E o pior de tudo: um equívoco crasso reproduzido pela escola! Por que não "Prof."?
Se a moda pega, em breve teremos doutor (drº.) e doutora (drª.).
"CADA MACACO NO SEU GALHO!"
O AMOR TEM QUE SER ESCONDIDO!
Vi hoje em frente ao rico Maraponga Mart Moda um bom carro, com os dizeres: "Meus Filhos, Minha Vida ...". Depois disso, vinha o nome dos dois herdeiros (as) do (a) proprietário (a) do veículo. Talvez, inconscientemente, a pessoa não saiba que está correndo perigo. Por aqui é normal os tais sequestros-relâmpagos. O amor publicizado aos filhos pode (ou não) gerar a cobiça de desalmados marginais. Na dúvida... eu optaria por dizer do meu amor... no pé da orelha...
OLHA O VELHO AÍ! À SOMBRA DO ESTADO LETÁRGICO, ELE CONSEGUE TER VIDA LONGA!
"Jovem é preso com 96 frascos de lança-perfume, a caminho de Sobral". (Jangadeiro Online)
ALFABETIZAR É PRECISO!
No Dia Nacional da Alfabetização, parabéns aos Professores Alfabetizadores, que alfabetizam nossas crianças e aos que realfabetizam 28.000 analfabetos funcionais, que (ainda) existem, num País em que apenas 2% dos jovens querem ser Professores. Infelizmente!
"CÍCERO AGAAARRA A MARICOTA!"
O bordão era do locutor José Maria Félix, na Rádio Educadora do Nordeste de Sobral, "a emissora da família católica sobralense", nos meus tempos de Araquém, e depois, Coreaú (sede). Zé Maria dividia minha predileção com o magistral Jorge Curi, da Globo Rio (ainda não conhecia Gomes Farias). Cícero era o goleiro do Guarany da Sobral. Hoje, sei pelo RM no Foco, que Zé Maria partiu desta vida. Ele que, ultimanente, vinha sofrendo ataques impiedosos de quem não simpatizava com suas ideias políticas. Como não as conheço, nem quero entrar no mérito, só desejo que ele descanse em paz... Félix lutou muito pelo futebol da Zona Norte! Que reconheçam isso!
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Via Rogério Cristino https://revistarba.org.br/3d-flip-book/rba-169/ (a partir da página 58!)
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Vou tentar em meus versos, (1) uma história aqui narrar, acontecida bem no passado, Que muito ouvi alguém contar, Da lenda de uma besta-lou...