Os locais mais populares da cidade já começam a receber políticos de todos os naipes (os feirantes que o digam). É hora de se aproximar do povo, ficar um pouco parecido com ele; tirar retrato, beijar crianças, abraçar velhinhos... Ano eleitoral, coisa e tal...
"Crise na Petrobras afeta patrocínios a projetos culturais e suspende editais". SOBRE ISSO... "Encerra-se um ciclo, não só por conta da Petrobras, mas para que todos os elos da produção cultural no Brasil possam se reinventar? Como se devem comportar as grandes construções culturais doravante? Um retorno à produção cultural mais romântica seria retrocesso ou uma nova fórmula de reavivar os encantos, além dos dirigismos, das amarras e das burocracias? É
chegada a vez das 'vaquinhas', das trocas, dos coletivos, das redes, de verdade, sem megalomania?
Qual deveria ser realmente o papel do Estado frente a esses novos ritos?" Jorge Pieiro, escritor
Quando estive na Aldeota vi (por fora) o prédio da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores - secção do Ceará. ENDEREÇO: Rua Bárbara de Alencar, 1329 - B.
"Pai do menino sírio afogado chora ao ver charge no Charlie Hebdo. Charge de revista causou polêmica ao citar criança e caso de assédio. Pai de Aylan, que morreu afogado, chamou desenho de 'desumano'. (...). O irmão de Aylan e sua mãe também morreram na tragédia. Ocupando metade de uma página dupla do último número da revista, a charge assinada pelo editor Riss mostra um homem correndo atrás de uma mulher sob o seguinte título: 'Migrantes: no que teria se transformado o pequeno Aylan se tivesse crescido?'. O próprio Riss responde, com a legenda 'Apalpador de bundas na Alemanha' (tradução livre de 'Tripoteur de fesses en Allemagne'), em uma referência às agressões sexuais registradas neste país europeu na noite de Ano Novo. Segundo as denúncias, a maioria dos suspeitos seria de refugiados. (...)." Imagem e texto: G1
História do Ceará: Aldeota "As elites cearenses e as diminutas classes média e alta acumularam riquezas basicamente com a agropecuária (sobretudo, algodão) e o comércio, afora o desempenho de atividades liberais e de importantes funções na máquina pública. O Estado sempre desempenhou um papel destacado para a ascensão social no Ceará, gerando oportunidades através de cargos nos quais se acomodavam funcionários graduados, não raras vezes utilizando-se de apadrinhamentos políticos e bajulação. Empresários formaram patrimônio beneficiados pelo Estado. Ante a concentração de renda, a quantidade de ricos é infinitamente diminuta em relação ao grosso da população. Há especulações sobre a origem das fortunas de muitos elementos da elite local, visto que grandes patrimônios se fizeram 'da noite para o dia'. Nos anos 1950 e 1960, criou enorme celeuma no estado as denúncias de contrabando envolvendo autoridades, políticos e homens de dinheiro. Café, uísque, carros, trigo, tecidos, açúcar, etc. eram desembarcados clandestinamente nas praias de Aracati, Camocim e Chaval, produtos sem nota fiscal, burlando, assim, o fisco. Não por acaso, o Golpe de 1964, feito no discurso dos conspiradores para 'acabar com a corrupção', cassaria alguns parlamentares cearenses. Sobre o tema, há o livro Aldeota, de Jáder de Carvalho. Publicado em 1963, a obra mistura ficção com aspectos reais da sociedade de Fortaleza, revelando a origem pouco nobre de várias fortunas e mal disfarçando alguns nomes verdadeiros. O livro de Carvalho logo esgotou-se e ganhou uma aura de 'proibido' (ganharia uma nova edição apenas em 2003). Vale lembrar que a elite econômica local, mesmo buscando conforto, signos exteriores de ostentação e diferenciação social, não possuía um patamar financeiro que a situasse como tal em áreas mais ricas do Brasil. Ou seja, ante a pobreza geral do povo cearense, os poucos ricos destacavam- se no estado, embora, num contexto nacional, se mostrassem inexpressivos." (CARVALHO, 2003; SARAIVA, 2012). (FARIAS, Airton de. História do Ceará. Fortaleza: Armazém da Cultura, 2015. P. 514).
Sou do tempo da padaria, da compra e venda de chapéus de palha e peles de animais, da chacota com os bêbados, da lodaça política, da passagem do rio de canoa, do banho com cangapés e das pescarias!
O trabalho aumenta, o dinheiro acaba, as cobranças multiplicam-se. A cerveja esquenta, a poesia embaça, os óculos se quebram e amigos vão embora. Quer saber? Vou mudar de esquina!
Toda vez que cantam o purismo de certas famílias por aí, lembro de areia, barro e água... Lembro do povo. Que nasce dentro de um traço deles composto. Essa família Silva é um encanto!
"O artista (Chico Buarque) processará o jornalista João Pedrosa (fotos), que publicou em seu perfil no Instagram, ao comentar uma foto da atriz Silvia Buarque, filha de Chico, ao lado do pai e da irmã Helena: 'Família de canalhas! Que orgulho de ser ladrão!'; para Chico, chegou a hora de dar um basta às falsas acusações que circulam na internet, inclusive as de que ele é beneficiário da Lei Rouanet; em dezembro, o cantor foi alvo de agressão verbal ao sair de um restaurante com amigos, no Rio; o artista foi chamado de 'merda' e 'petista ladrão' por um grupo de jovens por fazer defesas ao governo do PT." Texto: Brasil 247. Fotos: Twitter
Pego a deixa do momento/Sem pensar em baseado/Porque você, eu também/Não gosto desse traçado/Droga é, o nome diz/E não quero ser juiz/Coisa de réu, condenado!//Quem mergulha nesse bafo/Tem rumo sacrificado/Ou é preso e bem atado/Vive desmoralizado/Quando não vai pra cidade/E lhe digo sem maldade/De pés juntos, meu chegado!//A inteligência manda/Correr desse mundo louco/Escute logo esse grito/E não se faça de mouco/Procure logo uma ajuda/Não pense coisa miúda/Não tropece nesse chouto!//Caia fora logo, logo/Não espere pra amanhã/Nossa vida é muito bela/Com certeza bem louçã/Corra pra felicidade/Seja amante da verdade/Edifique o amanhã!