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UM ESPAÇO PRA DEBATES SOBRE CULTURA E EDUCAÇÃO - Moderador: Prof. João Teles, (85) 985863910 (Fortaleza) - coreausiara@gmail.com - Leia e comente!
terça-feira, julho 05, 2016
POESIA PRA ELA
SONETO
(Dedicado à Fortaleza)
Ao longe, em brancas praias embalada
Pelas ondas azuis dos verdes mares,
A Fortaleza, a loira desposada
Do sol, dormita à sombra dos palmares.
Loura de sol e branca de luares,
Como uma hóstia de luz cristalizada,
Entre verbenas e jardins pousada
Na brancura de místicos altares.
Lá canta em cada ramo um passarinho,
Há pipilos de amor em cada ninho,
Na solidão dos verdes matagais...
É minha terra! A terra de Iracema,
O decantado e esplêndido poema
De alegria e beleza universais!
Francisco de Paula Ney (Aracati, 2 de fevereiro de 1858 - Rio de Janeiro, 13 de novembro de 1897) foi um poeta, jornalista que marcou o boêmio Rio de Janeiro - da belle époque. Era amigo de Aluízio Azevedo e Olavo Bilac.
FONTE: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/ceara/francisco_paula_nei.html
RODA VIVA (TV CULTURA)
Ontem o programa ("poleiro de tucanos") teve muitos momentos de lucidez, com Leandro Karnal. Algo bom pra se ouvir!
CONVERSA DE BAR
1. Quando um bêbado saiu pra casa de pernas abertas (arrastando os pés), o outro não se conteve: - Esse vai tangendo pinto!
2. Um bêbado pediu uma dose de cachaça, queimou com vinho e derramou um pouco pro santo. E o outro: - É um cientista!
3. Quando a morena - mulher de um comparsa -, chegou ao bar, com um largo sorriso e um rebolado à moda tufão nos quadris - do Chico Buarque, o camarada (dele) não perdeu a piada: - O Zeca tem todos os motivos pra ir pra casa!
2. Um bêbado pediu uma dose de cachaça, queimou com vinho e derramou um pouco pro santo. E o outro: - É um cientista!
3. Quando a morena - mulher de um comparsa -, chegou ao bar, com um largo sorriso e um rebolado à moda tufão nos quadris - do Chico Buarque, o camarada (dele) não perdeu a piada: - O Zeca tem todos os motivos pra ir pra casa!
BONS TEMPOS!
NOS MEUS tempos de menino bastava um partido de mata-pasto ou manjerioba pra gente fazer a festa. Corríamos por dentro do mato em pé ou se arrastando (à moda cobra), empreendendo fugas ou buscando inimigos imaginários (se não aparecia uns a gente inventava na hora). Fazíamos daquilo uma épica danação de uma tarde inteira. Chegávamos em casa cansados, exauridos. Muitas vezes nem coragem tínhamos pra comer alguma coisa ou lavar a boca; caíamos na fianga como uma pedra. Isso quando as mães não nos arrastavam rumo a uma bacia ou a um alguidar com água, pra escovar os dentes. Se durante a tarde fazíamos a cata das vagens de manjerioba, sempre tinha uma vozinha que nos comprava pra fazer café. Com o dinheirinho pouco, mas providencial, tomávamos guaraná ou quissuco com bolacha solda (da terra). E saíamos saciados, pronto pra mais uma empreitada de brincadeira. Tempos de ouro para brincar e interagir com a natureza!
VANDALISMO
Meu coração tem catedrais imensas,
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Templos de priscas e longínquas datas,
Onde um nume de amor, em serenatas,
Canta a aleluia virginal das crenças.
Na ogiva fúlgida e nas colunatas
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Vertem lustrais irradiações intensas
Cintilações de lâmpadas suspensas
E as ametistas e os florões e as pratas.
Com os velhos Templários medievais
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos.
Entrei um dia nessas catedrais
E nesses templos claros e risonhos.
E erguendo os gládios e brandindo as hastas,
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
No desespero dos iconoclastas
Quebrei a imagem dos meus próprios sonhos!
Augusto dos Anjos

segunda-feira, julho 04, 2016
SÓ AGORA?!
Debaixo de uma saraivada de críticas a Prefeitura de Fortaleza vai mudar a placa de "inauguração" da Praça dos Leões. Fique calado pra ver!
HERÁLDICA SERTANEJA
De Antônio Lopes da Costa Maia, avô do poeta Virgílio Maia
Região: Limoeiro do Norte
Região: Limoeiro do Norte
POLITIQUINHA
Onde existe obra antiga surge a placa de "inauguração". Deboche oficial. E o que é pior: tem eleitor quem BEM merece!
A BELÍSSIMA ARTE DA FOTO-RETRATO
Com o mestre Júlio:

http://www.somosvos.com.br/a-intimidade-inacabada-do-outro-nas-maos-de-mestre-julio/
http://www.somosvos.com.br/a-intimidade-inacabada-do-outro-nas-maos-de-mestre-julio/
domingo, julho 03, 2016
REAÇÃO
Movimentos sociais e indígenas não gostaram nada da indicação (por Temer) do general Roberto Peternelli para a presidência da Funai.
MEMÓRIA E DESCASO

"Detalhe do jazigo da mãe de Justiniano de Serpa (Aquiraz, 1852 - Fortaleza, 1923), escritor e político (foi governador do Ceará), abolicionista, integrante do Centro Literário e um dos fundadores da Academia Cearense de Letras." Almanacultura
AQUIRAZ EM FOTOS
Fotos de Raimundo Netto para o AlmanaCULTURA:
https://www.facebook.com/almanacultura/photos/?tab=album&album_id=639805309515289
https://www.facebook.com/almanacultura/photos/?tab=album&album_id=639805309515289
ZÉ MARIA POR ELE MESMO
"Eu, José Maria Mapurunga Filho, o José Mapurunga, (da dramaturgia, do cordel, do roteiro de cinema e da poesia), Zé Maria Filho para os parentes e caros amigos de Viçosa, Serra da Ibiapaba, Ceará, onde nasci a 12 de novembro de 1951 e onde vi e me apaixonei pela primeira e eterna vez pelos dramas encenados no Theatro Pedro II, paixões de Cristo, folguedos dos partidos encarnado e azul; mesmo porque em cada recanto de lá emanava poesia e eu não poderia ser de outro modo senão deste, besta e abestalhado, deixando de lado o consensual e sensato impulso de ficar rico para escrever sobre diabos e anjos, maricas, marocas e maricotas, leidianas, lionores e beneditos. Alguns dos meus personagens que hoje, graças à identificação que tenho com o divino e a molecagem, povoam as alegrias e as vinganças de cearenses e conterrâneos deste Brasil tão igual e tão plural.
(...)."
FONTE: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dramaturgia/default.php?p_secao=33
(...)."
FONTE: http://www2.portoalegre.rs.gov.br/dramaturgia/default.php?p_secao=33
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Via Rogério Cristino https://revistarba.org.br/3d-flip-book/rba-169/ (a partir da página 58!)
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Vou tentar em meus versos, (1) uma história aqui narrar, acontecida bem no passado, Que muito ouvi alguém contar, Da lenda de uma besta-lou...

