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sábado, setembro 29, 2012
O VEREDITO DA HISTÓRIA
Mauro Santayana
"Cabe aos tribunais julgar os atos humanos admitidos previamente como criminosos. Cabe aos cidadãos, nos regimes republicanos e democráticos, julgar os homens públicos, mediante o voto. Não é fácil separar os dois juízos, quando sabemos que os julgadores são seres humanos e também cidadãos, e, assim, podem ser contaminados pelas paixões ideológicas ou partidárias – isso, sem falar na inevitável posição de classe. Dessa forma, por mais empenhados sejam em buscar a verdade, os juízes estão sujeitos ao erro. O magistrado perfeito, se existisse, teria que encabrestar a própria consciência, impondo-lhe sujeitar-se à ditadura das provas. Mesmo assim, como a literatura jurídica registra, as provas circunstanciais costumam ser tão frágeis quanto as testemunhais, e erros judiciários terríveis se cometem, muitos deles levando inocentes à fogueira, à forca, à cadeira elétrica.
Estamos
assistindo a uma confusão perigosa no caso da Ação 470, que deveria ser
vista
como qualquer outra. Há o deliberado interesse de transformar o
julgamento de
alguns réus, cada um deles responsável pelo seu próprio delito – se
delito houve
– no julgamento de um partido, de um governo e de um homem público. Não é
a
primeira vez que isso ocorre em nosso país. O caso mais clamoroso foi o
de
Vargas em 1954 – e a analogia procede, apesar da reação de muitos, que
não
viveram aqueles dias dramáticos, como este colunista viveu. Ainda que as
versões
sobre o atentado contra Lacerda capenguem no charco da dúvida, a
orquestração dos meios de comunicação conservadores, alimentada por
recursos
forâneos – como documentos posteriores demonstraram – se concentrou em
culpar o
presidente Vargas.
Quando recordamos os fatos – que se repetiram em 1964, contra Jango – e vamos um pouco além das aparências, comprova-se que não era a cabeça de Vargas que os conspiradores estrangeiros e seus sequazes nacionais queriam. Eles queriam, como antes e depois, cortar as pernas do Brasil. Em 1954, era-lhes crucial impedir a concretização do projeto nacional do político missioneiro – que um de seus contemporâneos, conforme registra o mais recente biógrafo de Vargas, Lira Neto, considerava o mais mineiro dos gaúchos. Vargas, que sempre pensou com argúcia, e teve a razão nacional como o próprio sentido de viver, só encontrou uma forma de vencer os adversários, a de denunciar, com o suicídio, o complô contra o Brasil.
Os golpistas, que se instalaram no Catete com a figura minúscula de Café Filho, continuaram insistindo, mas foram outra vez derrotados em 11 de novembro de 1955. Hábil articulação entre Jango, Oswaldo Aranha e Tancredo, ainda nas ruas de São Borja, depois do sepultamento de Vargas, levara ao lançamento imediato da candidatura de Juscelino, preenchendo assim o vácuo de expectativa de poder que os conspiradores pró-ianques pretendiam ocupar. Juscelino não era Vargas, e mesmo que tivesse a mesma alma, não era assistido pelas mesmas circunstâncias e teve, como todos sabemos, que negociar. E deu outro passo efetivo na construção nacional do Brasil.
Os anos sessenta foram desastrosos para toda a América Latina. Em nosso caso, além do cerco norte-americano ao continente, agravado pelo espantalho da Revolução Cubana (que não seria ameaça alguma, se os ianques não houvessem sido tão açodados), tivemos um presidente paranóico, com ímpetos bonapartistas, mas sem a espada nem a inteligência de Napoleão, Jânio Quadros. Hoje está claro que seu gesto de 25 de agosto de 1961, por mais pensado tenha sido, não passou de delírio psicótico. A paranóia (razão lateral, segundo a etimologia), de acordo com os grandes psiquiatras, é a lucidez apodrecida.
Admitamos que Jango não teve o pulso que a ocasião reclamava. Ele poderia ter governado com o estado de sítio, como fizera Bernardes. Jango, no entanto, não contava – como contava o presidente de então – com a aquiescência de maioria parlamentar, nem com a feroz vigilância de seu conterrâneo, o Procurador Criminal da República, que se tornaria, depois, o exemplo do grande advogado e defensor dos direitos do fraco, o jurista Heráclito Sobral Pinto. Jango era um homem bom, acossado à direita pelos golpistas de sempre, e à esquerda pelo radicalismo infantil de alguns, estimulado pelos agentes provocadores. Tal como Vargas, ele temia que uma guerra civil levasse à intervenção militar estrangeira e ao esquartejamento do país.
Vozes sensatas do Brasil começam a levantar-se contra a nova orquestração da direita, e na advertência necessária aos ministros do STF. Com todo o respeito à independência e ao saber dos membros do mais alto tribunal da República, é preciso que o braço da justiça não vá alem do perímetro de suas atribuições.
É um risco terrível admitir a velha doutrina (que pode ser encontrada já em Dante em seu ensaio sobre a monarquia) do domínio do fato. É claro que, ao admitir-se que José Dirceu tinha o domínio do fato, como chefe da Casa Civil, o próximo passo é encontrar quem, sobre ele, exercia domínio maior. Mas, nesse caso, e com o apelo surrado ao data venia, teremos que chamar o povo ao banco dos réus: ao eleger Lula por duas vezes, os brasileiros assumiram o domínio do fato.
Os meios de comunicação sofrem dois desvios à sua missão histórica de informar e formar opinião. Uma delas é a de seus acionistas, sobretudo depois que os jornais se tornaram empresas modernas e competitivas, e outra a dos próprios jornalistas. A profissão tem o seu charme, e muitos de nossos colegas se deixam seduzir pelo convívio com os poderosos e, naturalmente, pelos seus interesses.
O poder executivo, o parlamento e o poder judiciário estão sujeitos aos erros, à vaidade de seus titulares, aos preconceitos de classe e, em alguns casos, raros, mas inevitáveis, ao insistente, embora dissimulado, racismo residual da sociedade brasileira.
Lula, ao impor-se à vida política nacional, despertou a reação de classe dos abastados e o preconceito intelectual de alguns acadêmicos sôfregos em busca do poder. Ele cometeu erros, mas muito menos graves e danosos ao país do que os de seu antecessor. Os saldos de seu governo estão à vista de todos, com a diminuição da desigualdade secular, a presença brasileira no mundo e o retorno do sentimento de auto-estima do brasileiro, registrado nos governos de Vargas e de Juscelino.
É isso que ficará na História. O resto não passará de uma nota de pé de página, se merecer tanto."
Quando recordamos os fatos – que se repetiram em 1964, contra Jango – e vamos um pouco além das aparências, comprova-se que não era a cabeça de Vargas que os conspiradores estrangeiros e seus sequazes nacionais queriam. Eles queriam, como antes e depois, cortar as pernas do Brasil. Em 1954, era-lhes crucial impedir a concretização do projeto nacional do político missioneiro – que um de seus contemporâneos, conforme registra o mais recente biógrafo de Vargas, Lira Neto, considerava o mais mineiro dos gaúchos. Vargas, que sempre pensou com argúcia, e teve a razão nacional como o próprio sentido de viver, só encontrou uma forma de vencer os adversários, a de denunciar, com o suicídio, o complô contra o Brasil.
Os golpistas, que se instalaram no Catete com a figura minúscula de Café Filho, continuaram insistindo, mas foram outra vez derrotados em 11 de novembro de 1955. Hábil articulação entre Jango, Oswaldo Aranha e Tancredo, ainda nas ruas de São Borja, depois do sepultamento de Vargas, levara ao lançamento imediato da candidatura de Juscelino, preenchendo assim o vácuo de expectativa de poder que os conspiradores pró-ianques pretendiam ocupar. Juscelino não era Vargas, e mesmo que tivesse a mesma alma, não era assistido pelas mesmas circunstâncias e teve, como todos sabemos, que negociar. E deu outro passo efetivo na construção nacional do Brasil.
Os anos sessenta foram desastrosos para toda a América Latina. Em nosso caso, além do cerco norte-americano ao continente, agravado pelo espantalho da Revolução Cubana (que não seria ameaça alguma, se os ianques não houvessem sido tão açodados), tivemos um presidente paranóico, com ímpetos bonapartistas, mas sem a espada nem a inteligência de Napoleão, Jânio Quadros. Hoje está claro que seu gesto de 25 de agosto de 1961, por mais pensado tenha sido, não passou de delírio psicótico. A paranóia (razão lateral, segundo a etimologia), de acordo com os grandes psiquiatras, é a lucidez apodrecida.
Admitamos que Jango não teve o pulso que a ocasião reclamava. Ele poderia ter governado com o estado de sítio, como fizera Bernardes. Jango, no entanto, não contava – como contava o presidente de então – com a aquiescência de maioria parlamentar, nem com a feroz vigilância de seu conterrâneo, o Procurador Criminal da República, que se tornaria, depois, o exemplo do grande advogado e defensor dos direitos do fraco, o jurista Heráclito Sobral Pinto. Jango era um homem bom, acossado à direita pelos golpistas de sempre, e à esquerda pelo radicalismo infantil de alguns, estimulado pelos agentes provocadores. Tal como Vargas, ele temia que uma guerra civil levasse à intervenção militar estrangeira e ao esquartejamento do país.
Vozes sensatas do Brasil começam a levantar-se contra a nova orquestração da direita, e na advertência necessária aos ministros do STF. Com todo o respeito à independência e ao saber dos membros do mais alto tribunal da República, é preciso que o braço da justiça não vá alem do perímetro de suas atribuições.
É um risco terrível admitir a velha doutrina (que pode ser encontrada já em Dante em seu ensaio sobre a monarquia) do domínio do fato. É claro que, ao admitir-se que José Dirceu tinha o domínio do fato, como chefe da Casa Civil, o próximo passo é encontrar quem, sobre ele, exercia domínio maior. Mas, nesse caso, e com o apelo surrado ao data venia, teremos que chamar o povo ao banco dos réus: ao eleger Lula por duas vezes, os brasileiros assumiram o domínio do fato.
Os meios de comunicação sofrem dois desvios à sua missão histórica de informar e formar opinião. Uma delas é a de seus acionistas, sobretudo depois que os jornais se tornaram empresas modernas e competitivas, e outra a dos próprios jornalistas. A profissão tem o seu charme, e muitos de nossos colegas se deixam seduzir pelo convívio com os poderosos e, naturalmente, pelos seus interesses.
O poder executivo, o parlamento e o poder judiciário estão sujeitos aos erros, à vaidade de seus titulares, aos preconceitos de classe e, em alguns casos, raros, mas inevitáveis, ao insistente, embora dissimulado, racismo residual da sociedade brasileira.
Lula, ao impor-se à vida política nacional, despertou a reação de classe dos abastados e o preconceito intelectual de alguns acadêmicos sôfregos em busca do poder. Ele cometeu erros, mas muito menos graves e danosos ao país do que os de seu antecessor. Os saldos de seu governo estão à vista de todos, com a diminuição da desigualdade secular, a presença brasileira no mundo e o retorno do sentimento de auto-estima do brasileiro, registrado nos governos de Vargas e de Juscelino.
É isso que ficará na História. O resto não passará de uma nota de pé de página, se merecer tanto."
(Matéria Indicada por Fernando Deda e Eliton Meneses, da Itaóca)
DEMOCRACIA... SE PERMITEM!
"Em Saboeiro, Madalena, Cariús, Granjeiro, Aiuaba diretor de escola é escolhido por voto direto da população e da comunidade do entorno da escola, alunos e funcionários do colégio, sem interferência de vereador."
Cláudio Teran
Cláudio Teran
E NÃO É SÓ LÁ!
"...Aí eu lhes pergunto: haverá vida em Maranguape depois das eleições?? Por que o povo só falta morrer por causa dos seus candidatos.... Tenho tempo, não!"
(Profa. Andréia Cidrack)
(Profa. Andréia Cidrack)
sexta-feira, setembro 28, 2012
E VALE?
Se o dono do Ibope vende até a mãe, os resultados das pesquisas do institutos tem alguma valia!? Ou são riscos n'água de um charco vazio!?
OS ENCANTOS DO PAÇO!
A chibata sobe e desce no lombo. Mas muito Professor baixa a cabeça e vota? Simples assim!
A ESCOLA REAL
O Dia das Crianças está chegando! As rifas e bingos das escolas já começaram! Enquanto isso os palácios torram dinheiro, sob os aplausos de alegres apaniguados...
quinta-feira, setembro 27, 2012
COMO SERÁ O AMANHÃ?
A Fortaleza rebelde vai votar? Vai arrebentar a porteira dos currais? Ou vai aceitar o laço na cabeça!?
CHANCE!
"Fundação Bradesco faz seleção para Professor de Português e Inglês
A Fundação Bradesco está selecionando professores de Língua Portuguesa e
Inglês com urgência. Os interessados devem ter concluído o curso de
Letras com habilidade em Língua Portuguesa e Língua Inglesa, e
disponibilidade para atender aos períodos vespertinos e noturnos.
Contato para marcar entrevista
Fone: (085) 3285.1135 e 3285.1321. Falar com Alexandrina ou Simone.
E-mail: caucaia@fundacaobradesco.org.b r
Endereço:
Rua Dom Almeida Lustosa, 585 – Parque Tabapuá – Caucaia."
FONTE: http://www.uece.br/uece/ index.php/lista-de-noticias/ 2605-fundacao-bradesco-faz-sele cao-para-professor-de-portugue s-e-ingles
Fone: (085) 3285.1135 e 3285.1321. Falar com Alexandrina ou Simone.
E-mail: caucaia@fundacaobradesco.org.b
Endereço:
Rua Dom Almeida Lustosa, 585 – Parque Tabapuá – Caucaia."
FONTE: http://www.uece.br/uece/
CRIATIVIDADE PÍFIA
Você viu as opções de nome dos quais sairá um para o tatu-bola, mascote da Copa do Mundo? Se você é Professor não transforme aquilo numa aula, pelo amor de Deus!
quarta-feira, setembro 26, 2012
SE...
Se Dilma tem quase 80% de aprovação pessoal, o que fará a oposição, que já debate-se nas linhas (confusas) da própria teia!?
PARA QUEM NÃO SE FECHA A UMA BOA REFLEXÃO
"Para além do 'mensalão'
Leonardo Boff, 17/09/2012
Há um provérbio popular alemão que reza: 'você bate no saco, mas pensa no animal que carrega o saco'. Ele se aplica ao PT com referência ao processo do 'mensalão'. Você bate nos acusados, mas tem a intenção de bater no PT. A relevância espalhafatosa que o grosso da mídia está dando à questão mostra que o grande interesse não se concentra na condenação dos acusados, mas através de sua condenação, atingir de morte o PT.
De saída quero dizer que nunca fui filiado ao PT. Interesso-me pela causa que ele representa pois a Igreja da Libertação colaborou na sua formulação e na sua realização nos meios populares. Reconheço com dor que quadros importantes da direção do partido se deixaram morder pela mosca azul do poder e cometeram irregularidades inaceitáveis. Muitos sentimo-nos decepcionados, pois depositávamos neles a esperança de que seria possível resistir às seduções inerentes ao poder. Tinham a chance de mostrar um exercício ético do poder na medida em que este poder reforçaria o poder do povo que assim se faria participativo e democrático. Lamentavelmente houve a queda. Mas ela nunca é fatal. Quem cai, sempre pode se levantar. Com a queda não caiu a causa que o PT representa: daqueles que vem da grande tribulação histórica sempre mantidos no abandono e na marginalidade. Por políticas sociais consistentes, milhões foram integrados e se fizeram sujeitos ativos. Eles estão inaugurando um novo tempo que obrigará todas as forças sociais a se reformularem e também a mudarem seus hábitos políticos.
Por que muitos resistem e tentam ferir letalmente o PT? Há muitas razões. Ressalto apenas duas decisivas.
A primeira tem a ver com uma questão de classe social. Sabidamente temos elites econômicas e intelectuais das mais atrasadas do mundo, como soía repetir Darcy Ribeiro. Estão mais interessadas em defender privilégios do que garantir direitos para todos. Elas nunca se reconciliaram com o povo. Como escreveu o historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma no Brasil 1965,14), elas 'negaram seus direitos, arrasaram sua vida e logo que o viram crescer, lhe negaram, pouco a pouco, a sua aprovação, conspiraram para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que continuam achando que lhe pertence'.
Ora, o PT e Lula vem desta periferia. Chegaram democraticamente ao centro do poder. Essas elites tolerariam Lula no Planalto, apenas como serviçal, mas jamais como presidente. Não conseguem digerir este dado inapagável. Lula presidente representa uma virada de magnitude histórica. Essas elites perderam. E nada aprenderam. Seu tempo passou. Continuam conspirando, especialmente, através de uma mídia e de seus analistas, amargurados por sucessivas derrotas como se nota nestes dias, a propósito de uma entrevista montada de Veja contra Lula. Estes grupos se propõem apear o PT do poder e liquidar com seus líderes.
A segunda razão está em seu arraigado conservadorismo. Não quererem mudar, nem se ajustar ao novo tempo. Internalizaram a dialética do senhor e do servo. Saudosistas, preferem se alinhar de forma agregada e subalterna, como servos, ao senhor que hegemoniza a atual fase planetária: os USA e seus aliados, hoje todos em crise de degeneração. Difamaram a coragem de um presidente que mostrou a autoestima e a autonomia do país, decisivo para o futuro ecológico e econômico do mundo, orgulhoso de seu ensaio civilizatório racialmente ecumênico e pacífico. Querem um Brasil menor do que eles para continuarem a ter vantagens.
Por fim, temos esperança. Segundo Ignace Sachs, o Brasil, na esteira das políticas republicanas inauguradas pelo PT e que devem ser ainda aprofundadas, pode ser a Terra da Boa Esperança, quer dizer, uma pequena antecipação do que poderá ser a Terra revitalizada, baixada da cruz e ressuscitada. Muitos jovens empresários, com outra cabeça, não se deixam mais iludir pela macroeconomia neoliberal globalizada. Procuram seguir o novo caminho aberto pelo PT e pelos aliados de causa. Querem produzir autonomamente para o mercado interno, abastecendo os milhões de brasileiros que buscam um consumo necessário, suficiente e responsável e assim poderem viver um desafogo com dignidade e decência. Essa utopia mínima é factível. O PT se esforça por realizá-la. Essa causa não pode ser perdida em razão da férrea resistência de opositores superados porque é sagrada demais pelo tanto de suor e de sangue que custou."
*Leonardo Boff é teólogo, filósofo, escritor e dr.h.causa em política pela Universidade de Turim, por solicitação de Norberto Bobbio.
DELA PRA ELA, COMO ELA GOSTA!
Ontem ouvi vozes de revolta contra a escolha de alguns nomes de agraciados pelo troféu Sereia de Ouro, do Sistema Verdes Mares de Comunicação. Não se apoquentem! A elite aplaude... ela própria!
A POETISA, JORNALISTA E BELETRISTA
NÃO DIGA!
Um cientista político apareceu na TV pra dizer que a subida dos candidatos a prefeito de Fortaleza nas pesquisas eleitorais deve-se ao empenho dos padrinhos e ao dinheirão que está sendo torrado por aí! Onde ele terá feito tal descoberta?
O VENDEDOR DE ILUSÕES
Tem um candidato a prefeito de Fortaleza prometendo atendimento com ambulância em quatro minutos! Com microfone na mão, fica fácil!
terça-feira, setembro 25, 2012
E DIANTE DA INEXISTÊNCIA DO ESTADO...
Tem escola em Fortaleza funcionando em consonância com a "lei" da gangues e dos traficantes. Hoje ouvi de uma professora/vítima: - Se quiserem ir trabalhar lá, pode falar comigo. Conheço todos os bandidos!"
O "lá" é o bairro onde a criatura leciona!
O "lá" é o bairro onde a criatura leciona!
FALTA DE LUCIDEZ
Dá tristeza ver tanta gente apaixonada por candidaturas políticas tão vazias, quando na verdade o que temos é mais um circo eleitoral, onde quem vai sair e quem vai entrar pouco ou nada acrescentará às nossas vidas! E isso não é desilusão apenas. É constatação! Basta ver que gente desconhecida até dois meses atrás e que pouco fez em prol da sociedade, hoje lidera pesquisas de opinião pública! Gente que se entrar numa fila de banco poucos saberão de quem se trata! Triste!
A LUTA DOS BANCÁRIOS SEGUE!
"Greve forte arranca nova proposta da Fenaban: 7,5% para salários e 8,5% para tíquetes."
Mais detalhes:
http://www.bancariosce.org.br/noticias_detalhes.php?cod_noticia=15892&cod_secao=1
(Do Face do bancário Manuel de Jesus)
COMO ONTEM ERA ONTEM...
O dr. Mourão, sempre citado aqui, é o candidato a vice-prefeito na chapa petista, com Elmano de Freitas. O psiquiatra é do PR.
Clique na imagem para vê-la ampliada no Face do colega Barros Alves.
O dr. Mourão, sempre citado aqui, é o candidato a vice-prefeito na chapa petista, com Elmano de Freitas. O psiquiatra é do PR.
Clique na imagem para vê-la ampliada no Face do colega Barros Alves.
A PÉSSIMA AULA!
Hoje, num Encontro Pedagógico da Prefeitura de Fortaleza, ocorrido na Avenida Monsenhor Tabosa, que teve início às 7: 30h, vi Professor chegar às 8:30/9h. Às 10 o ambiente já estava esvaziado. O encontro terminou às 11h... Desrespeito! O quinto, a estamos tendo direito, foi conseguido com muita luta! Os colegas deram um péssimo exemplo!
segunda-feira, setembro 24, 2012
E NA CAPITAL DAS VIRADAS...
"Elmano de Freitas (PT): 17%
Roberto Cláudio (PSB): 17%
Moroni Torgan (DEM): 14%
Heitor Férrer (PDT): 8%
Renato Roseno (Psol): 5%
Inácio Arruda (PCdoB): 3%
Marcos Cals – (PSDB): 2%
Francisco Gonzaga (PSTU): 1%
Outros nomes: 0%
Não citaram nenhum dos candidatos, branco e nulo: 5%
Não sabe ou não respondeu: 28%."
Fonte: Vox Populi/ Band/TV Jangadeiro
DO BLOGUE: Note que, em números redondos, 1/3 das pessoas ainda está indeciso!
Roberto Cláudio (PSB): 17%
Moroni Torgan (DEM): 14%
Heitor Férrer (PDT): 8%
Renato Roseno (Psol): 5%
Inácio Arruda (PCdoB): 3%
Marcos Cals – (PSDB): 2%
Francisco Gonzaga (PSTU): 1%
Outros nomes: 0%
Não citaram nenhum dos candidatos, branco e nulo: 5%
Não sabe ou não respondeu: 28%."
Fonte: Vox Populi/ Band/TV Jangadeiro
DO BLOGUE: Note que, em números redondos, 1/3 das pessoas ainda está indeciso!
UM TEXTO NECESSÁRIO (2a. PARTE)
"(...) A constatação desse cenário torna sem graça a
sucessão para a minoria que pensa um pouco. A aposta maior da indústria
da ilusão mira e se alimenta da persistente desigualdade brasileira.
Quanto mais pobre e mais dependente do poder público for o sujeito,
melhor. As campanhas eleitorais são bancadas pelos ricos, mas embaladas
como oferta para o consumo dos mais pobres.
No futuro o eleito fará a vontade dos que o financiaram promovendo licitações dirigidas para devolver com recursos públicos o que recebeu do ente privado. A propaganda do PSTU promete uma Fortaleza para os trabalhadores e ataca o capital e as elites num discurso velho e em desuso, mas vale a pena se debruçar nele para vislumbrar. Como ter uma cidade de trabalhadores sem empregadores? Ora. Se o pressuposto é iludir para convencer o que importa é que o eleitor acredite nisso e pronto.
Ampliando-se para as demais candidaturas a situação é a mesma. Em primeiro ou em segundo turno o eleitor vai acabar escolhendo a ilusão mais convincente e a esta entregará a chave da cidade e de seus cofres públicos.
E o futuro governo? E a próxima gestão? E a nova administração como realmente será? Isso o cidadão que vai votar iludido, convencido, contrariado, motivado ou desiludido só saberá quando a máscara cair e o candidato mais eficiente na arte de ‘te ganhar’ assumir como prefeito..."
(CLÁUDIO TERAN)
No futuro o eleito fará a vontade dos que o financiaram promovendo licitações dirigidas para devolver com recursos públicos o que recebeu do ente privado. A propaganda do PSTU promete uma Fortaleza para os trabalhadores e ataca o capital e as elites num discurso velho e em desuso, mas vale a pena se debruçar nele para vislumbrar. Como ter uma cidade de trabalhadores sem empregadores? Ora. Se o pressuposto é iludir para convencer o que importa é que o eleitor acredite nisso e pronto.
Ampliando-se para as demais candidaturas a situação é a mesma. Em primeiro ou em segundo turno o eleitor vai acabar escolhendo a ilusão mais convincente e a esta entregará a chave da cidade e de seus cofres públicos.
E o futuro governo? E a próxima gestão? E a nova administração como realmente será? Isso o cidadão que vai votar iludido, convencido, contrariado, motivado ou desiludido só saberá quando a máscara cair e o candidato mais eficiente na arte de ‘te ganhar’ assumir como prefeito..."
(CLÁUDIO TERAN)
SUGESTÃO DE LEITURA DE FERNANDO DEDA
Prefeito e vereador
"Dia desses fui
surpreendido por perguntas assim: O prefeito manda na cidade? Ele precisa morar
nela? Para que servem os vereadores? O prefeito é alguém que, filiado a um
partido político e, às vezes, integrando uma coligação, apresenta aos eleitores
um projeto de gestão para os quatro anos do seu mandato. Esse projeto tem que
obedecer à Lei Orgânica do Município, ao Plano Diretor e ao orçamento que
recebe do seu antecessor. Apenas no segundo ano é que, ciente da realidade ou
inconsistência do orçamento recebido, aperfeiçoa-o, segundo as prioridades
definidas. O prefeito é um executivo da cidade. A cidade é como uma empresa que
tem problemas de toda a ordem e que precisa de alguém com legitimidade,
conhecimento, capacidade, habilidade, sensibilidade, honestidade e saúde física
e mental para priorizar ações. Ele deve escolher secretários ou auxiliares que
entendam de ensino, sistema de saúde, limpeza, iluminação, pavimentação,
bem-estar, trânsito, transportes urbanos e muita coisa mais. Assim, é preciso
que você descubra a pessoa que, por sua história de vida, tenha essas
qualificações. O título de eleitor é uma prova de que alguém vive na cidade em
que vota ou é votado. Viver uma cidade é entranhar-se nela e não apenas passar
ou estar nela. Vereadores precisam entender que serão legisladores e delegados
do povo. Tampouco são despachantes de interesses. Devem, no mínimo, acompanhar
a aplicação do orçamento e exigir respostas do prefeito. Não vote por
brincadeira. Vote pensando nos problemas e no futuro da cidade. Vote em quem
acredita ser capaz de resolvê-los.
João Soares Neto
Escritor
Obs.: texto publicado no
Jornal DIÁRIO DO NORDESTE, em 23 de set. de 2012, seção IDEIAS, pág. 02.
PARABÉNS, QUERIDA PALMA E AMADO COREAÚ – CE.
"ROMPIDA A ALVORADA DESTA SEGUNDA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO DE 2012, LOGO APÓS A CHEGADA DA PRIMAVERA, NOSSA TERRA CALIENTE DA PALMA (DIGA-SE BROA),
DA CARNAÚBA, DO OUTRORA CHAPÉU DE PALHA, DO CAJU E DA MANGA, COMPLETA,
COMEMORA E REMEMORAM SEUS 142 ANOS DE VIDA DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA,
DEPOIS DE VÁRIOS PARTOS DIFÍCEIS EM QUE RETROCEDERA A CATEGORIA DE
DISTRITO DA AUGUSTA SOBRAL.
NESTA
DATA, COMO FILHO DESSE TORRÃO PÁTRIO, SÓ POSSO LHE DESEJAR MUITO
SUCESSO E ESPERANÇA DE DIAS MELHORES, DE BEM-ESTAR E SOPRO DE
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL NÃO SOMENTE PARA O SEU ESCLARECIDO E
HOSPITALEIRO POVO, MAS TAMBÉM PARA O SEU ABENÇOADO TERRITÓRIO (SEDE E
DISTRITOS DE UBAÚNA, AROEIRAS E ARAQUÉM), POIS É FATO DE QUE MUITO
PRECISAS E HÁ MUITO TEMPO, POIS INFELIZMENTE ANDARA ESQUECIDA.
COREAÚ
E SEU POVO PRECISAM ENTRAR EM SINTONIA E DESPERTAR AS CONSCIÊNCIAS
CÍVICAS, MORAIS E ÉTICAS PARA ADVIR MELHORES DIAS A SEREM USUFRUÍDOS
COMO PRÊMIO: O BEM-COMUM E O SEU TÃO DESEJADO DESENVOLVIMENTO (SOCIAL,
CULTURAL E ECONÔMICO), SENÃO ESTAREMOS MALFADADOS À ETERNIZAÇÃO DO
MARASMO E DO RETROCESSO. SERÁ UMA PENA SE ISSO CONTINUAR OCORRENDO EM
DETRIMENTO E PREJUÍZO DE SUA POPULAÇÃO. PREFIRO ÀQUELA.
É
PRECISO CONSCIENTEMENTE RENUNCIAR O APEGO INDIVIDUALISTA EM PROL DO
BEM-ESTAR COLETIVO, EM QUE TODOS SAEM GANHANDO COM MORAL, ÉTICA E
CIDADANIA.
É
PRECISO SE DESVENCILHAR DAS AMARRAS DO ATRASO, DO EGOÍSMO E DO
INDIVIDUALISMO PARA ALÇAR A BRISA DA ESPERANÇA E DA PERSEVERANÇA DE DIAS
MELHORES, TUDO EM HARMONIA COM A PAZ, O COMPROMISSO, O TRABALHO E A
SOLIDARIEDADE.
ACREDITO
QUE QUANDO O POVO DE COREAÚ ACORDAR COM SUAS MENTES E CONSCIÊNCIAS
RECHEADAS DO PLENO EXERCÍCIO DA CIDADANIA E DA DEMOCRACIA, O ROMPER DA
AURORA DE DIAS MELHORES VIRÁ, PARA A FELICIDADE DE TODOS.
PARABÉNS, COREAÚ."
De Boa Vista – RR, 24/09/2012, para Coreaú –CE.
COSMO CARVALHO, Coreauense, Engenheiro e Advogado.
COREAÚ TEM DISSO, SIM!
Dramas sociais encobertos por entidades capachas, povo sem voz, calado com valores bancários, artesãos que não são vistos pela miopia oficial, anciãos invisíveis, bêbados, idem; uma história esquecida, cemitérios largados, mentes manietadas, senhores do nada, que gritam à porta dos currais, narradores que nada dizem (falar pra quem?). Marasmo, lixões fétidos, desertificação, rios sem vida,... sonhos que já se foram! Mesmo que a farsa dos palanques faça muita gente pular...
UM TEXTO NECESSÁRIO!
LIÇÕES DA CAMPANHA ELEITORAL...
By Cláudio Teran
"O mote de uma campanha política em qualquer lugar desse país é o mesmo. A estratégia é iludir para convencer e daí amealhar seu voto. É a regra básica da marquetagem. Não importa o partido porque ideologia não há. O candidato é um ser que em disputa vira uma espécie de autômato programado para sorrir, dizer, agir, gesticular e movimentar-se de acordo com as conveniências previamente estabelecidas pela indústria da ilusão.
A televisão e o iluminismo de suas imagens multicoloridas permitem o imponderável para convencer. Despreparados e desconhecidos são filmados, fotografados e apresentados como se líderes fossem. Como se vasta experiência tivessem. São expostos como um objeto que precisa ser vendido a custa de uma propaganda tão agressiva e insistente quanto oca para um consumidor desmotivado e descrente porém passivo, o eleitor.
A constatação desse cenário torna sem graça a sucessão para a minoria que pensa um pouco. A aposta maior da indústria da ilusão mira e se alimenta da persistente desigualdade brasileira.
"O mote de uma campanha política em qualquer lugar desse país é o mesmo. A estratégia é iludir para convencer e daí amealhar seu voto. É a regra básica da marquetagem. Não importa o partido porque ideologia não há. O candidato é um ser que em disputa vira uma espécie de autômato programado para sorrir, dizer, agir, gesticular e movimentar-se de acordo com as conveniências previamente estabelecidas pela indústria da ilusão.
A televisão e o iluminismo de suas imagens multicoloridas permitem o imponderável para convencer. Despreparados e desconhecidos são filmados, fotografados e apresentados como se líderes fossem. Como se vasta experiência tivessem. São expostos como um objeto que precisa ser vendido a custa de uma propaganda tão agressiva e insistente quanto oca para um consumidor desmotivado e descrente porém passivo, o eleitor.
A constatação desse cenário torna sem graça a sucessão para a minoria que pensa um pouco. A aposta maior da indústria da ilusão mira e se alimenta da persistente desigualdade brasileira.
Quanto mais pobre e mais dependente do poder público for o
sujeito, melhor. As campanhas eleitorais são bancadas pelos ricos, mas
embaladas como oferta para o consumo dos mais pobres.(...)"
OS "SEM-PAI"
No debate teve muito candidato se dizendo sem pai ou patrão. Tasso, Cid, Ciro e Luizianne devem ter detestado a falta de gratidão...
DEBATE E MARASMO!
Ontem, no fraco debate da TV Diário, o marasmo foi quebrado com Inácio Arruda e Roseno batendo forte na opressão sofrida pelos Professores. A turma do paço calou e engoliu em seco!
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PROFECIA?
Segundo o bom repórter do O Povo, Guilherme Gonsalves, a vice de Elmano é Gabriela Aguiar, filha de Domingos Filho, da senhora Patrícia Agui...
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Via Rogério Cristino https://revistarba.org.br/3d-flip-book/rba-169/ (a partir da página 58!)
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Vou tentar em meus versos, (1) uma história aqui narrar, acontecida bem no passado, Que muito ouvi alguém contar, Da lenda de uma besta-lou...







