terça-feira, julho 03, 2012

A POLÍTICA DESAVERGONHADA

  O retorno do Professor Francisco Pinheiro à Secretaria de Cultura deve ser anunciado pelo Governo do Estado. Será a terceira vez que isso ocorre!

ZÉ IRINEU, POR GALBA GOMES

   "O nosso Zé Irineu parte deixando um legado de muita saudade. Meu 'fígaro' (barbeiro) na meninice.  Sabia muito sobre as pessoas de Coreaú, pois os salões de barbearia fazem fluir informações as mais diversas: do padre ao mais simples cidadão. O Zé Irineu apesar de jocoso, era lacônico e discreto (ético), exigência de sua atividade. Tínhamos uma amizade fraterna. Quando menino, ele sempre dava-me uma moeda para alugar um tempo para umas voltas nas bicicletas de aluguel, salvo engano na bodega do Tota. Saudade, Zé Irineu, filho do Seu Irineu, o sacristão da paroquia de N.S. da Piedade. Lamento não poder comparecer ao último adeus a este querido personagem, que continuará na minha lembrança, de forma indelével. Nos queríamos muito bem. A Socorro falou-me que em seus últimos momentos chamou pelo meu nome. Saudade... um abraço solidário na sua companheira Socorro, nos filhos, Jaqueline, Juscelino e nos demais..."

  (Do Facebook do Prof. palmense Romildo Moura) 

Tributo a Raimundo da Barra

Mundo mundo vasto mundo,

se eu me chamasse Raimundo,

seria uma rima,

não seria uma solução.

Mundo mundo vasto

mais vasto é o meu coração.

  Drummond


  A Palma já não é a mesma sem ti, meu avô. O barulho do chocalho do gado cessou. A brisa agora varre nostálgica a carnaubeira. Nenhum vaqueiro abóia mais. Venderam o seu gado, as terras, as criações e o cavalo cocho. Venderam até as casas da "Rua de Baixo". E o apurado ainda não deu pra muita coisa. Era muito filho, "vô". E ao vaqueiro ainda coube um quinhão... Afinal, ele era vaqueiro, veterinário, conselheiro e confidente. O gado na mão dele não prosperou, mas sempre havia algum leite para a venda e para uns queijos aqui e acolá.
  Das propriedades, não sobrou nada, "vô". Cada herdeiro, antes de receber seu quinhão, já o havia negociado. Setenta anos de trabalho árduo e economia rigorosa foram desfeitos em algumas horas de maquinação e balbúrdia.
  Ninguém mais contemplará aquelas terras com o mesmo amor. Ninguém mais sonhará todas as noites com centenas de reses confinadas nos currais. O sonho acabou, meu avô. O senhor foi definhando, definhando, até não resistir mais e permitir que se apossassem do que era seu.
  A Barra, o Ramalhete, o Pé-do-morro, tudo está triste. Não há nenhum chocalho. Nenhuma cabeça de gado pra quebrar a monotonia do fim de tarde. Há apenas um redemoinho arrastando umas folhas secas. Uma nuvem branca imóvel e uma longa estrada vazia, em cujas margens se erguem uns mameleiros retorquidos. Da casa do Evaristo não se ouve eco algum. O pobre velho também já faleceu. A mulher e os cachorros foram morar na rua. O sol parece dar uma trégua para o que restou do açude-do-meio. Mas logo que o sol esfria vem o vento forte que lambe sempre o que restou de água. Os urubus espreitam a carcaça de uma bezerra moribunda e uns dois campinas retardatários procuram debalde uma poça d’água no regato.
  Tenho saudade, meu velho. Saudade do seu cheiro de mato. Do seu olhar vazio. Da sua palavra firme e até da sua avareza jocosa. Temos todos saudade. Não há mais couro de cabra no cabide, cangalha espalhada pelos cantos, um fardo de milho no chão. A casa grande d’outrora minguou. Abandonaram-na. No corredor, sua rede parece inda armada. Sua tosse seca parece ainda ecoar. No quarto do meu meio o tio ‘Di’ planeja dominar o mundo, mas a diabetes é que o está dominando, insaciável. Na cozinha sem vida a vovó parece dar ordem à empregada. É preciso mexer o doce, guardar o soro pra coalhada da noite, ir atrás do Valdemir.
  Um cabrito berra no quintal. Não, não berra, é mera impressão. Olho a despensa vazia. Tenho a sensação de estar sendo seguido. Ouço o arrastar de um chinelo de couro. Não me assombro, sigo adiante taciturno.
  Fecho o velho portão. De longe, o ‘Rabo-da-gata’ deserto, já nem lembra os velhos tempos. Apenas uma miragem sua. Miragem. Tudo aqui e o senhor tão distante. Num cemitério monótono de uma terra que não lhe agrada. Após um velório apressado, cercado de alguma lamentação e uns inevitáveis planos de partilha, deixaram-no em paz. Numa planície aguada duma manhã de verão. No céu, uma barra acenava com um inverno promissor. Toda a terra iria florir, a vazante seria inundada, a rês leiteira... Mas você não estará aqui. Já terá findado o último capítulo. Fecharam o seu livro e o devolveram à biblioteca da memória.
  - Adeus, meu avô!

  Etim, Coreaú, julho de 2004


 (Do Blogue Diário de um Navegante)

O CONFRARIA NA TV

  Hoje tem Confraria do Samba, que estreia 22:40 h., na TV Diário. No programa músicos cearenses executarão músicas cearenses e nacionais.

NÃO DÁ!

  Uma militante chamada Renata Posso convida-me para pedir votos pro seu candidato a prefeito. Renata, NÃOPOSSO. Ele é do partido que já me passou a perna. Vou mais não!

A DO MOMENTO...

  Nas escolas tem palavrinha nova: devolutiva (retorno). A maioria das Unidades de Ensino está precisando é de evolutiva!

O SANGRENTO ESTADO REAL!

  "Pelo menos 13 pessoas são assassinadas no Ceará nas últimas 24 horas"

  (Jangadeiro Online)

A FORÇA ESTUPENDA DA EDUCAÇÃO!

    "Retrato da produção do conhecimento no Brasil. Somente Campinas responde por 1% do PIB e 15% da produção do conhecimento nacional."

  Economista e Professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp.

BOA LIÇÃO II


CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DE LUIZ GONZAGA

Por: Benevides Machado de Carvalho

Para o Brasil, donativo

Foi o advento do baião
Um musical aditivo
Com obras de Gonzagão

Mil novecentos e doze

Dia treze de dezembro
Em Exu, nasceu Gonzaga
Do cancioneiro foi membro

Infância desconfortável

Na lide cotidiana
Trabalhou de sol-a-sol
No corte da canarana

As raízes musicais

De Januário, herdou
Tornou-se bom sanfoneiro
Do baião, foi impulsor

Saindo de Pernambuco

O seu estado natal
Buscando em outras plagas
O progresso pessoal

Foi no Rio de Janeiro

Que encontrou sua trilha
Cantou nos altos e baixos
Onde aprendeu a cartilha

De Exu a Juazeiro

Rumou para Fortaleza
No 23 BC, corneteiro
Um soldado sem braveza

De Minas pra Mato Grosso

Incumbência militar
Deu baixa, pelo sobrosso
No Rio foi habitar

Uma sanfona comprou

Seu ego, satisfazendo
Zonas de mangues, tocou
Suas idéias, crescendo

Em programas de calouros

Seu momento fez surgir
Indumentárias em couros
Pra ouvintes da Tupi

Sua fama foi subindo

Das cidades ao sertão
Cantando, todos sorrindo
Dançando xote e baião

Fim de semana, lotadas

As planejadas festinhas
Fosse salão ou latadas
Enfeites de bandeirinhas

O chitão, festa esperada

No nordeste é tradição
São Pedro, data marcada
Na capital e sertão

E tudo então, faz lembrar

Os idos com emoção
Festas até o sol raiar
Cantadas por Gonzagão

Nosso forró pé-de-serra

Arrasta-pé verdadeiro
Gonzagão de nossa terra
Charmou o Brasil inteiro

Cantou seca e fartura

Bons invernos, festejou
Versejando com candura
E a São João, exaltou

Mazurca, xote e xaxado

Toada, marcha e baião
Valsa e bom rasqueado
Bosquejos de Gonzagão

Um hospital em Recife

Santa Joana, chamado
Acolheu nosso cherife
Forrozeiro afamado

O incansável cantador

Não suportou o agravo
Foi grande a sua dor
Nos deixou, o grande bravo

No dia dois de agosto

Do ano oitenta e nove
Seu físico no oposto
A morte, sim, o demove

Deixando vasta lacuna

O cancioneiro gigante
Gonzagão, nossa graúna
Da terra se fez distante

Tua sanfona, forte agita

Pelo sertão, ecoante
Nos bons forrós, faz visita
O belo baião triunfante

São tantas imitações

Querendo tocar baião
Não passam de pretensões
Jamais, a ti, chegarão

Nas mentes, enraizadas

O teu musical tem vaga
Das canções aqui deixadas
Parabéns, velho Gonzaga.


* Texto originalmente publicado no Jornal do Leitor, do O Povo

segunda-feira, julho 02, 2012

BOA LIÇÃO!

Preciso aprender a tomar agua o sucifiente!

TEMPOS MODERNOSOS

  "Comerciais de bebidas/ Roupa, cigarro e charuto/ A mulher exibe a bunda/ No vídeo mais de um minuto/ Sem censura e sem demanda/ A bunda faz propaganda/ Pra vender qualquer produto!"

  (Mestre Azulão)

RALLYZEIROS

  Políticos que aceitam acinte, como esse descaso da BR-222, e até tiram proveito disso, estão nas ruas, pedindo votos! Gente que vai à Dilma e cala... mas no aeroporto, posa de revolucionária. Gente aplaudida, que toma café e é recebida com banquinho e tapioca nas casas por aí! Nossa histórica cordialidade... Tão nossa!

ISSO MESMO!


VIVA O ESTADO FARSANTE? VIVA!


FOTARTE: FORTALEZA


  Foto: Emerson Damasceno

A VELHA UDN QUE GEME...

  Demóstenes Torres diz carregar grilhões do isolamento e que está vivendo um calvário. 

IMPÉRIO DA RUINDADE!

  O grande candidato desse ano é o sr. Retrocesso... Ele está em quase todos os lugares! Oh, safra!

MÚSICA E HISTÓRIA

CALMA, GENTE!

  Já tem gente indo com tanta sede ao pote, na propagação dos nomes de seus candidatos a prefeito, que até parece que vai estraçalhar nas urnas! E o povo que elege pra valer... calado...

EM COREAÚ

   Semana que vem devo ir a Coreaú. Quero conversar com os amigos, visitar escolas e espalhar ideias. E, claro, colher outras tantas...

CRISE BRABA!

   Vivemos uma crise sindical sem precedentes no Brasil! A turma está pulando pros palácios! Está trocando a fé (na luta), pelo café das ante-salas govenistas! Faz tempo! Tem muita equivocada nesse meio e muitos canalhas, também!

NA CONFUSÃO DO CRATO...

  ... Teve a Melô do Aquário e gritos homofóbicos, dirigidos a um dos doutores. Ih! Olha o nível!

NOSSOS CONTATOS!

  Celular: 8586 3910
  E-mail: coreausiara@yahoo.com.br

O COTIDIANO, A VIDA,...

  Nosso trabalho de incentivo à leitura não fica só na decodificação textual, tem análise, interpretação, vivência (teatralização) e amarradio de tudo o que é lido com o cotidiano do aluno. Nada é solto e desconjuntado...

E O MATADOURO...

  ... Público de Coreaú, que rumo tomará? Será recuperado, respeitará a saúde e o cidadão? Ou tudo continuará como sempre foi, desde os tempos em que ficava no Rua São Miguel?

FOI RISÍVEL!

   Um candidato a prefeito de Fortaleza chegou à convenção de mala na mão, uma vez que vive fora do País. Mas vamos combinar: não é por isso que a gente vai chamar o Brasil de País da piada pronta, né?

OS PRETENDENTES, NA CAPITAL


EDUCAÇÃO E...

  Um palavrinha nova está na boca de quase todos os candidatos a prefeito de Fortaleza: mobilidade urbana. Mas a Educação continua por lá! Como sempre...

domingo, julho 01, 2012

E AS MENINAS DO SINDIUTE FORAM À CONVENÇÃO...

 
  O patrão... tem seus encantos e o paço é o paço!

COMO NOS TEMPOS DOS PARQUES DE DIVERSÃO, À FRENTE DA ESCOLA VILEBALDO AGUIAR

PELEGUISMO SALTITANTE!



  "Sindicato em convenção, fazendo campanha para o partido que massacrou os Professores... Uma vergonha que infelizmente não me surpreendeu!"


  DO BLOGUE: Infelizmente, isso abunda por aí, moça!


COMO ALGUÉM QUE PERDEU A SOMBRA...

  No passado vi muitos políticos da esquerda nas praças, ruas e greves; estavam em todo lugar! Multiplicavam-se em bondades e atitudes. "Gemiam" com as dores do povo. Chegavam a segurar faixas, prestar contas do que faziam, cantavam o coro de todos nós. Hoje... olho pra eles e vejo assombrações, escondidas por trás da própria incoerência! Pra onde caminham, almas em decomposição!?

UM HOMEM DO POVO!

   QUEM FOI ZÉ IRINEU?

   "Seu Zé Irineu não foi somente o maior barbeiro da Palma, mas também um personagem típico, que ficará marcado por longa data na memória do nosso povo, como sendo a caricatura do homem simples que, com a nobreza de seus gestos e hábitos, não se rendia às homenagens capciosas dos 'grandes' de seu tempo. Muito pelo contrário: era por eles respeitado e, de certa forma, admirado. Portanto, um ente querido, que passará a fazer parte do acervo cultural de Coreaú."

   FERNANDO MACHADO ALBUQUERQUE
   Professor
   Técnico Judiciário do TJCE, no Blogue RM no Foco

DESTEMOR

  A Política está sendo uma atividade difícil e de risco. Não está fácil pôr a cara no mundo, como candidato a qualquer coisa. O sitema é horroroso, é uma máquina de moer gente! Por isso considero corajosas CERTAS pessoas, que põem seu nome no meio desse jogo quase sempre sujo e acanalhado. Não sei se faria o mesmo...

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CINISMO

O candidato da extremosa quer o trabalhador ajustando as contas e seu salário, com a força patronal; ou seja, o pequeno ser marinho conversa...