Cid Gomes vaiado no próprio berço (Sobral). Aliados na prefeita Luizianne vaiados na festa dos Professores. E, agora, o prefeito de Ipu, Sávio Pontes, é vaiado em estádio lotado. Os meninos não podem nem sair de casa!?
UM ESPAÇO PRA DEBATES SOBRE CULTURA E EDUCAÇÃO - Moderador: Prof. João Teles, (85) 985863910 (Fortaleza) - coreausiara@gmail.com - Leia e comente!
domingo, novembro 13, 2011
DE PINGAS E PINGADOS
Dos bares de Coreaú conheci o do sr. Josafá, do Zé Liórdio (ainda em atividade) e do Leonardo do Quico, o Lalau (que também manteve por muitos anos a famosa Discoteca). Outros, pouco frequentei. Os baristas sabem que a atividade é espinhosa. Bebida dá pouco lucro e não enrica ninguém! Sem contar os benditos canos! Mas eles persistem. Acho que bar é uma cachaça (com o perdão pelo trocadilho meio apebaiado). Mas nos bares acontecem coisas bem interessantes, que valem uma croniqueta. Mulher, futebol e política, certamente, dominam o ambiente. Tem sempre um sujeito disposto a derramar um rio Coreaú de lágrimas pela mulher amada (no que faz muito bem!).
No bar sempre assina o ponto um poeta disposto a derramar versos nas mesas. E sempre aparece um sujeito da oposição, com os gravetos debaixo do braço, querendo desmontar a honra do prefeito, fazendo em cima dele uma providencial coivara de difamações. E sempre surge um apaniguado do alcaide, tratando de por panos mornos na discussão, trazendo pra si a tarefa (interesseira, interessada e interessante - às vezes estressante!) de zelar pelo "dono da cidade". Aparece também nos bares da vida uns sujeitos pegajosos e uns que dizem comprar o mundo todo, depois da terceira bicada. Não é difícil também topar com aquele outro que já apaixonou a metade das meninas da cidade (e é incrível como ele escolhe as mais belas e que já fazem parte dos nossos empobrecidos sonhos). Mas o sujeito, de forma implacável, desmonta nossos devaneios don juânicos, deixando-nos mais quebrados de que arroz de terceira. E aí... só virando mais uma!
Imagem do www.globomidia.com.br
AIRTON DE FARIAS É XINGADO!
"Bastou CEARÁ NOSSA HISTÓRIA (obra para 4 e 5 anos - Ensino Fundamental) chegar às livrarias para as difamações e ataques a este plebeu aumentarem. Apenas para esclarecer: não vou concorrer a nenhum cargo nas eleições do ano que vem e não tenho nenhuma pretensão político-partidária."
O "SHOW" DA ROCINHA
"Não haverá confronto na Rocinha. Aparato de guerra é absurdo.Efeito especial para show midiático-político. Soldados escorregarão no óleo e só!" (Luiz Eduardo Soares)
"Bopeano (homem do Bope) chamou minha atenção: 'Tá fazendo o que aqui? Me atrapalhando, né? Depois morre, aí a culpa é da polícia!'"
(Cecília Olliveira, jornalista)
ESPERTEZAS À BRASILEIRA!
De: Alamar Régis Carvalho
Para: Coelho Branco. Assunto: A realidade dos seguros de vida.
Coelho: Inúmeras malandragens são praticadas no Brasil. Uma delas é a do "seguro" de morte, de uma forma que as pessoas comuns não percebem. Você vai conseguir pagar todas as prestações do seu "seguro", até o fim da sua vida? ATENÇÃO - Eu não tenho o menor interesse em mandar SPAM para ninguém. Se o seu nome constar do meu banco de dados e não for do seu desejo, por favor, peça-me que retirarei imediatamente. Só mando email para quem quer receber os meus emails. BRATELE - Uma telefonia bem mais barata para você. Você vai continuar iludido com a conversa de que ligando para pessoas da sua mesma operadora, vai sair "baratinho" ou até de graça? Será que você não sabe que a maioria das pessoas, para as quais você precisa ligar, não são da sua mesma operadora, e que é aí que a sua companhia telefônica lhe mete a mão? Confira os seus gastos no final do mês!!!! Os espertalhões adoram a ingenuidade dos brasileiros. A telefonia na BRATELE, em termos gerais, é incomparavelmente mais barata, além da qualidade. Dê uma lida no site e saiba o que é e como funciona. www.bratele.com.br Sites de compras coletivas É uma excelente idéia, mas estão fazendo muitas malandragens em cima disto. Cuidado com os gatos por lebre. Tem muito safado aplicando golpes em cima disto. Ricardo Teixeira é dono do futebol brasileiro? Quem foi que deu esse patrimônio a ele? Estudantes da USP protestam contra a polícia, por coibir o uso da maconha. Mas é coisa de minoria insignificante, porque a grande maioria não tolera maconha, cocaína e essa outras pragas terríveis. Que fique a polícia, sim. Onde vai parar este País? De que adianta tanta denúncia de corrupção e afastamento de ministros, se ninguém vê punição? Quantos estão na cadeia? Quantos são obrigados a devolverem os milhões que roubam? Onde vai parar este país? Todo mundo esqueceu o massacre do Realengo, no Rio. O bullying nos colégios continua, crianças continuam apanhando de colegas desequilibrados e a demagogia nacional continua a proteger menores delinqüentes. Onde vai parar este país?
A malandragem que o povo não vê
A realidade dos “seguros de vida”. Não se trata de uma mensagem sem fundamento ou provida de algum interesse político partidário, trata-se apenas da disposição de colaborar com a população, em cima de algo que todo mundo imagina ser uma coisa, quando a realidade é outra. O que é ter um seguro, seja ele de vida, de saúde, de automóvel ou de um bem qualquer? É algo que pressupõe uma tranqüilidade à pessoa, que acha que, pelo fato de estar pagando a uma seguradora, certamente terá sua vida, sua saúde ou seu bem assegurado. Mas... será que é isto mesmo? Será que a pessoa ou os seus beneficiários receberão mesmo as indenizações do seguro contratado? Infelizmente a coisa não é bem assim. Existe uma estratégica muito sem vergonha que as pessoas não conseguem ver. Vamos analisar esta questão cuidadosamente. Primeira malandragem – A questão do seguro de vida Veja bem como funciona. Conforme todo mundo sabe, quando alguém faz um seguro de vida, esse alguém não vai ter direito nenhum, nunca. Terá apenas a obrigação de pagar, pagar e pagar até o dia em que morrer. Apenas os seus beneficiários, ou herdeiros, receberão o seguro, depois da sua morte, mas, com um detalhe: Se conseguir pagar todas as parcelas, sem atrasos, estando rigorosamente em dia, no dia da sua morte. Primeira pergunta: Qual o percentual de pessoas que, durante anos, consegue sobreviver sem nenhuma dificuldade financeira, a ponto de conseguir manter-se em dia, rigorosamente em dia, até o dia da sua morte? Não vou falar em números exatos, vou colocar apenas números para efeito de raciocínio de cada um. Já se verifica aí que nem 5% das pessoas conseguem isto, o que implica que 95% dos valores pagos por seguros não beneficiam a ninguém, apenas enriquece cada vez mais as seguradoras, que é um dos melhores negócios que existe no mundo. Mas será que este número colocado aqui não está exagerado demais? Analisemos. Vamos supor que você faça um seguro de vida, aos trinta anos de idade, dentro da cultura dos povos mais responsáveis que se preocupam com as suas famílias, em caso da sua falta. Neste momento as seguradoras, para criarem em você o hábito de ter seguro, o vício de pagar seguro, cobram uma mensalidade bem barata, bem em conta, para que você se empolgue e feche o negócio. - “O valor é baixo, muito pequeno em relação ao que eu ganho, dá pra pagar tranqüilamente, eu estou recém casado, estou empolgado, e quero dar mais esse status à minha família.” Aí fecha o seguro, feliz da vida, demonstrando, para os outros, o tal “status” de poder dizer que paga um seguro de vida. Para justificar isto e não deixar qualquer caracterização do que eu chamo de malandragem, a seguradora alega que o cobrar mais barato ocorre pelo fato do menor índice de mortalidade, com a idade menor. Isto é fato, não se discute, e a população termina engolindo a argumentação. Dos trinta aos cinqüenta anos você tem valores bastante interessantes e a mensalidade não chega a patamares de pesar no seu orçamento. Neste período, durante 20 anos, a seguradora ganha um dinheirão às suas custas, aplica esse dinheiro, reinveste, negocia a vontade e ganha muito mais com ele. Aí vêm os aumentos na mensalidade, na medida em que a sua idade vai aumentando. O argumento delas também é válido: Na medida em que a idade aumenta, também aumenta o risco de morte. Onde está a malandragem então? No aumento? Não é no aumento que seria coerente com esta realidade, é com o exagero dos aumentos, é com o absurdo. Por que isto ocorre, então? Porque a estratégia sem vergonha da seguradora é fazer com que você, quando chega à velhice, desista de pagar o seguro, para que ela não tenha mais responsabilidade nenhuma contigo. Afinal de contas, ela já “mamou nas suas tetas” durante vários anos, quer agora que você se dane, já que, para ela, a pessoa idosa é descartável. Mas... por que você tem que desistir? Passou a entender que a sua família não merece mais ser assegurada, financeiramente, depois da sua falta? Passou a ser insensível à essa realidade? Não. Não é nada disto. É que ficou inviável para você, devido aos valores que esse compromisso passa a ter no seu orçamento mensal. Enquanto você tinha trinta ou quarenta anos, na flor da idade, com total vigor, a todo vapor, trabalhando e pagando pouco, era uma beleza. Na idade mais madura, certamente na aposentadoria, a coisa complica mais. Em princípio levemos em consideração os valores que recebem os aposentados no Brasil. Os seus ganhos reduzem drasticamente enquanto os valores com seguro e plano de saúde aumentam assustadoramente. Além disto, tem as despesas com remédios naturais da fase idosa. Você vai deixar de comprar remédios e comida, para pagar seguro de vida? Forçadamente tem que desistir. É exatamente isto que a seguradora quer. Que você se dane e a sua família se lasque. Se houvesse honestidade de princípios, os aumentos ocorreriam, sim, porque matematicamente é justificável, mas não em diferenças tão absurdas e desumanas. Daí eu lhe pergunto: Quando eu disse que 95% não conseguem chegar até o final do seguro, eu exagerei? Segunda malandragem – A dificuldade para pagar Invariavelmente as seguradoras criam dificuldades enormes para pagar os seguros. Elas fazem de tudo para criar alguma dificuldade, mandam que os seus advogados procurem qualquer brecha, qualquer vírgula mal colocada ou colocada de propósito, para encontrarem algum justificativa jurídica para não pagar. Os beneficiários vivem verdadeiras “via sacras” para conseguirem receber. Inúmeros são os casos em que seguradoras chamam os beneficiários para negociarem o valor das suas indenizações, em busca de acordos. Como é que pode haver negociação em algo que já estava negociado, durante anos e anos, com valor de apólice já fixada? Agora veja o que acontece, neste país de gente besta. Vamos que o valor do seguro fosse de 500 mil reais. Aí a família é chamada a “negociar” com a seguradora, sempre através de um advogado, que usa de todos os argumentos para amedrontar a pessoa, fazendo-a entender que é preferível aceitar a sua proposta do que não receber nada. Aí eles propõem pagar apenas 100 mil reais e IMPÕEM esse valor. O que o brasileiro idiota faz? - “Já reuni a família que chegou a conclusão de que é melhor receber esses 100 mil reais do que não receber nada. Não adianta mesmo brigar com seguradoras e com bancos, porque a gente nunca ganha. Vou assinar tudo, dizer que nada mais tenho a reclamar e vamos dar um fim nisto”. É exatamente isto que acontece no Brasil. Os casos dos desastres da TAM e da GOL Quando viajamos de avião pagamos um determinado valor, por um seguro. Está estabelecido ali, diante daquela tarifa paga, um valor que os meus beneficiários receberão, em caso de acidente fatal. Não tem nada o que discutir, não tem nenhuma vírgula a ser questionada, não tem qualquer brecha jurídica a ser levada em consideração. Em caso de acidente, o seguro teria que ser pago, imediatamente, independente dos familiares das vítimas terem que entrar na justiça, pagando advogados e custas de processos. Mas não é assim no Brasil. Inventam todo tipo de argumento, o mais sem vergonha e descarado possível, para não pagar ou para “negociar” com os familiares. Se o nosso país tivesse uma política decente, honrada, digna e honesta, certamente o governo obrigaria a seguradora a pagar às famílias, imediatamente, sem nenhum questionamento. - Ah, mas qualquer acidente deve ser questionado, as causas precisarão ser apuradas, as investigações deverão ser feitas e todos têm que esperar pelos laudos. E o que as famílias têm a ver com isto? Afinal de contas o seu parente morreu, pagou um seguro e tem direito a indenização. Que a seguradora vá brigar com a companhia aérea ou seja lá com quem for, menos com os familiares. Mas enrolam o quanto podem, passam anos e anos de angústias, e os familiares não têm a quem recorrer. A safadeza da “JU$TI$$A” comprometida Conforme todo mundo sabe, justiça no Brasil só existe para quem tem dinheiro, daí a colocação do termo como JU$TI$$A. Você, como simples cidadão, entra com uma ação e, em princípio, vai ter que esperar por no mínimo um ano para ter a ação julgada. Primeira questão: Vai encontrar um juiz honesto e descomprometido na primeira instância? Esta é a primeira preocupação, porque do mesmo jeito que existe médico safado, engenheiro safado, empresário safado e profissional safado em todas as áreas, existe também juiz safado e descarado. Ainda que o juiz seja honesto, tem o crivo do nível de honestidade dos funcionários do cartório, principalmente o seu diretor, que pode ou não andamento ou engavetar o processo, sob a argumentação de que a justiça está abarrotada de processos, deixando você sem argumentos. Bancos, seguradoras, companhias telefônicas, operadoras de cartões de crédito possuem contratos com poderosos escritórios de advocacia, com seus diversos advogados presentes nos cartórios todos os dias, o que cria uma certa intimidade com o diretor e funcionários do cartório. Com o seu jeitinho malandro ou com uma granazinha por fora, se necessário for, o advogado consegue o que quer, dentro do cartório. Diante disto, a probabilidade de ganhar uma ação, contra um “poderoso”, em primeira instância é remota, no Brasil. Mesmo assim depois de anos de luta. Segunda instância judicial – Caso você ganhe Com certeza eles vão recorrer, não tenha a menor dúvida. Os advogados aplicarão toda a sua estratégia junto aos cartórios e aos juízes. A safadeza do “matar no cansaço” funciona. No recurso raramente o juiz mantém a sentença da primeira instância, quando se trata de ações contra poderosos. Ele parte do princípio que você se conformará com qualquer valor que ele sentenciar, por causa do cansaço. E tudo fica por isto mesmo. Você vai poder brigar com o juiz? Vai poder entrar em sua sala e dizer umas verdades para ele? Claro que não. Segunda instância – Caso você perca ou o valor seja baixo. Para você recorrer da sentença, terá que ter dinheiro para pagar o seu advogado, além das custas do processo. Você terá esse dinheiro? Poucas pessoas têm e, por conta disto, a maioria tem que se conformar com aquilo que o poderoso determinou e ficar caladinha. Mas vamos que ela tenha o dinheiro e entre com o recurso. Vai ter que esperar anos e anos, porque a malandragem do advogado vai continuar a ser exercida dentro dos cartórios, para engavetar o processo o máximo que pode. E a honestidade do juiz que julgará o recurso? Só Deus sabe. Raro é o juiz que, diante de uma ação de primeira instância a favor de um poderoso, reverte e aplica a condenação no recurso. Isto só acontece quando se trata de um pequeno empresário, mesmo assim dependendo da habilidade do seu advogado. Resultado: Contar com a justiça é piada, porque Justiça não existe, o que existe é JU$TI$$A. Vamos contar com os “representantes” do povoDeveríamos contar com aqueles que são considerados nossos representantes, que são os deputados e senadores, não é verdade? Afinal, fomos nós quem os elegemos. E quem foi que disse que deputados e senadores fazem alguma coisa, no Brasil, contra seguradoras, bancos, telefônicas, cartões de créditos ou qualquer poderoso? É preciso dizer alguma coisa? Por que eles não mexem com esses? Não adianta você acusá-los de corrupção, mesmo flagrando com câmeras, porque estamos no país de “O advogado nega”. Basta que você olhe o patrimônio dos seus deputados e seus senadores na sua própria região, aí no seu estado. Ali estará a resposta e só não vê quem não quer. Pense bem, antes de contratar um seguro. Se possível, dê uma consultadazinha na sua inteligência. Quando eu falo na proposta Dinastia, alguns acham que é simplesmente propaganda, quando na realidade é uma informação sobre algo, no campo do seguro, que não é cruel dessa forma, não é seguro de morte, é de vida e que oferece uma realidade totalmente diferente às pessoas. Ficam aí, então, os alertas. Todo cuidado é pouco. Abração Alamar Régis Carvalho www.alamarregis.com alamarregis@redevisao.net Conheça a DINASTIA. Um fantástico sistema que existe há mais de 16 anos, no Brasil, que lhe garante um bom seguro de vida... (de vida e não de morte) e a melhor Previdência Privada do Brasil. É uma idéia muito interessante. Absolutamente ética, moral e legal, tendo recebido, recentemente, o certificado TOP QUALIDADE BRASIL, pela sua seriedade e responsabilidade. É coisa para pessoas que pensam e raciocinam, examinando detalhada e cuidadosamente cada idéia, antes de tirar conclusões. Claro. Se falamos em seguro, temos que ter segurança em tudo. AlamarRégis Carvalho - Analista de Sistemas, Escritor e AINSF Dinastia - São Paulo, SP site: www.alamarregis.com. Facebook: www.facebook.com/alamarregis Orkut - alamarregis.Skype - alamarregis.
(Uma colaboração: Manuel de Jesus)
O ESPETÁCULO DA VIOLÊNCIA
Desde a madrugada o destaque da imprensa é a ocupação da favela da Rocinha pelo Estado do Rio, apoiado pelo Governo Federal. Uma ação importante, mas que demonstra algo já conhecido de todos: as comunidades renegadas e abandonadas durante décadas e décadas, tem que ser desocupadas agora que é considerado escória. Escória essa que cresceu, feito erva daninha, à sombra do Estado letárgico e apalermado. É bom não esquecer também que o tráfico e o contrabando de armas tem comando, geralmente, fora dos morros e entre grã-finos, que aparecem até nas glamourosas colunas sociais dos jornais. Portanto, não são é só coisa de pobre, que deve sumir, como pensa essa gente reacionária, que puxa esses Movimentos Cansei da vida.
sábado, novembro 12, 2011
O PROFESSOR QUE FEZ O MESTRE APRENDER!
“Nunca me esqueço, na história já longa de minha memória, de um desses gestos de Professor que tive na adolescência remota. Gesto cuja significação mais profunda talvez tenha passado despercebida por ele, o Professor, e que teve importante influência sobre mim. Estava sendo, então, um adolescente inseguro, vendo – me como um corpo anguloso e feio, percebendo – me menos capaz do que os outros, fortemente incerto de minhas possibilidades. Era muito mais mal – humorado que apaziguado com a vida. Facilmente me eriçava. Qualquer consideração feita por um colega rico da classe já me parecia o chamamento à atenção de minhas fragilidades, de minha insegurança.
O Professor trouxera de casa os nossos trabalhos escolares e, chamando – nos um a um, devolvia – os com seu ajuizamento. Em certo momento me chama e, olhando ou re – olhando o meu texto, sem dizer palavra, balança a cabeça numa demonstração de respeito e consideração. O gesto do Professor valeu mais do que a própria nota dez que atribuiu à minha redação. O gesto do Professor me trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada, de que era possível confiar em mim mas que seria tão errado confiar além dos limites, quando errado estava sendo não confiar. A melhor prova da importância daquele gesto é que dele falo agora como se tivesse sido testemunhado hoje. E faz, na verdade, muito tempo que ele ocorreu...” (PAULO FREIRE in PEDAGOGIA DA AUTONOMIA, São Paulo, Paz e Terra, 1996).
NOSSA OPINIÃO, NO DN DE HOJE
Encurralados
"A violência de que a sociedade é vítima, invade a escola. Professores, gestores e pais estão assombrados! Todo dia tem um caso de violência no território sagrado do saber. O que fazer? Por que não se vê uma só autoridade do setor educacional exigindo do Governo do Estado um posição firme, contra esse drama social? Até quando, nós, Professores, vamos ter que trabalhar encurralados?"
João Teles de Aguiar (na secção Cartas)
Fortaleza-CE.
"A violência de que a sociedade é vítima, invade a escola. Professores, gestores e pais estão assombrados! Todo dia tem um caso de violência no território sagrado do saber. O que fazer? Por que não se vê uma só autoridade do setor educacional exigindo do Governo do Estado um posição firme, contra esse drama social? Até quando, nós, Professores, vamos ter que trabalhar encurralados?"
João Teles de Aguiar (na secção Cartas)
Fortaleza-CE.
SEGMENTAÇÃO: UM PROBLEMA DOS ALUNOS A SER ENFRENTADO
Alunos de 2as. e 3as séries escrevem coisas do tipo eraumavezumamenina. Não dividem as palavras em segmentos. Primeiro: tem que se levar em consideração a idade e o nível cognitivo da criança; em determinados níveis isso é considerado "normal". Mas nunca se deve deixar de fazer a providencial intervenção! Sempre!
O QUE O CANSEI E CONGÊNERES TEIMAM EM NÃO VER!
"A desigualdade de renda entre municípios brasileiros continua a cair. Rendimento no Nordeste cresce mais rápido do que em outras regiões."
Márcio Pochmann
Presidente do Ipea e professor licenciado do Instituto de Economia e do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Unicamp.
VERGONHA DOS PÉS RACHADOS!
Hoje foi visto no Caldeirão do Huck o quadro Lar, Doce Lar, gravado no bairro Novo Mondubim (Fortaleza). Tudo ia sendo "emocionante"... Até que o apresentador entrou com um recheio de dois repentistas, jogando confetes na atração. Houve chiado do tipo: "Besteira!"
SAI DE CENA O CANASTRÃO...
"Depois de ter sido o personagem central da vida politica italiana, Berlusconi renuncia."
(EMIR SADER)
OS CANSADOS VÃO ÀS RUAS!
OCUPAÇÃO DA USP: O QUE DIZEM OS PESQUISADORES
"(...)
Ao contrário do que tem sido propagandeado pela grande mídia, a crise da USP, que culminou com essa brutal ocupação militar, não tem relação direta com a defesa ou proibição do uso de drogas no campus. Na verdade, o que está em jogo é a incapacidade das autoritárias estruturas de poder da universidade de admitir conflitos e permitir a efetiva participação da comunidade acadêmica nas decisões fundamentais da instituição. Essas estruturas revelam a permanência na USP de dispositivos de poder forjados pela ditadura militar, entre os quais: a inexistência de eleições representativas para reitor, a ingerência do governo estadual nesse processo de escolha e a não revogação do anacrônico regimento disciplinar de 1972.
Valendo-se desta estrutura, o atual reitor, não por acaso laureado pela ditadura militar, João Grandino Rodas, nos diversos cargos que ocupou, tem adotado medidas violentas: processos administrativos contra estudantes e funcionários, revistas policiais infundadas e recorrentes nos corredores das unidades e centros acadêmicos, vigilância sobre participantes de manifestações e intimidação generalizada.
Este problema não é um privilégio da USP. Tirando proveito do sentimento geral de insegurança, cuidadosamente manipulado, o governo do estado cerceia direitos civis fundamentais de toda sociedade. Para tanto, vale-se da Polícia Militar, ela própria uma instituição incompatível com o Estado Democrático de Direito, como instrumento de repressão a movimentos sociais, aos moradores da periferia, às ocupações de moradias, aos trabalhadores informais, entre outros. Por tudo isso, nós, pesquisadores da Universidade de São Paulo, alunos de pós-graduação, mestres e doutores, repudiamos o fato de que a Polícia Militar ocupe, ou melhor, invada os espaços da política, na Universidade e na sociedade como um todo."
http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2011/11/invasao-da-usp-nota-de-repudio-dos.html?spref=tw
BOMBARDEIO DE FIM DE SEMANA!
Sábado, como acontece todos os fins de semana, começou o tiroteio, via imprensa. O denuncismo toma conta das redes sociais. A maioria dos tiros, claro, direcionada ao Governo Federal. O que importa? Desestabilizar o governo. É gostar muito do País!
LI NO BLOGUE DO MEU AMIGO ROMILDO MOURA
"A FRASE DO DIA 'Aquele que procura um amigo sem defeitos, termina sem amigos...'. Pois bem: Realmente não podemos radicalizar... Pois bem 2: Também não devemos levar tão na brincadeira as coisas sérias... Pois bem 3: Mas.... Pois bem 4: Eu disse: Maaaasssssssss! Pois bem 5: E disse..... Pois bem 6: E disse... Pois bem 7: E disse... - Diga logo o que foi que você disse, seu filho duma ég... - Olha o respeito com minha 'santa' mãezinha... Afinal ela não tem culpa d'eu ser assim... Pois bem 8: Se não procurar para seu círculo de amizades, pessoas as mais perfeitas possíveis... Pois bem 9: Você... Pois bem 10: Você... você... você... você... você... você... você... você.... você... você... você... você... você... você... você.... você... você... você... você... Pois bem 10: Pode terminar vendo o sol nascer quadrado... Tenho dito... E sempre!!!" (MANUEL DE JESUS)
BELAS MULHERES FALANDO DE ESPORTES. NO CEARÁ TEM DISSO, SIM!
EVENTO DE LEITURA: PROVOCANDO O HÁBITO DE LER!
SINDICALISMO É COISA SÉRIA!
Na greve do Estado está ocorrendo algo inusitado: a categoria arrasta a greve. O peleguismo está indo a reboque! O cachorro está abanando o rabo!
sexta-feira, novembro 11, 2011
MULHERES NO TRÁFICO
"Cresce o número de mulheres envolvidas com o tráfico de drogas no Ceará", diz a imprensa. As meninas estão sendo atraídas para o tráfico não só pela droga, mas também pela libertinagem dos dias modernosos de hoje e pela afetividade dos amores bandidos.
A DIVINIZAÇÃO DO NADA!
Faz mais de uma década estive num comício em Maracanaú, há dois metros de Lula. Centenas de pessoas acotovelaram-se para ver ou tocar o petista. Parado estava, parado fiquei. Apenas olhei. Não fui pra lá para abraçá-lo. Lá já tinha muita gente grande para fazer isso. Fui ouvir sua mensagem. Somente. Não creio que endeusar alguém seja a saída para o crescimento pessoal de ninguém. E é essa nossa tarefa principal por aqui! Valorizar que nos faz o mesmo, chacoalhar os galhos das amizades e desfazer-se das que não nos são do agrado; respeitar a todos; aplaudir o mérito de quem o consegue por esforço próprio... Com todo o respeito, não corro atrás de nulidades!
AS VAIAS QUE MACHUCARAM...
AIRTON DE FARIAS AVALIA O MOMENTO DE LUTA
"Quem conhece um pouco de Educação pública sabe que os números 'positivos' apresentados pelo governo estão longe, muito longe do mundo real. Acredito que é papel dos aliados do governo alertá-lo para o risco de sua política educacional.
Fica claro que falta na política cearenses líderes que se imponham por sua altivez, princípios, moralidade e inteligência. Uma pena. Cid não tem praticamente opositores e seus aliados são figuram titubeantes, hesitantes, que parecem dever favores ao governo. Uma coisa é você ser governista - outra coisa é não ter coragem nem espaço para alertar o governo sobre os equívocos que estão acontecendo. Vi deputados que até entendem os Professores, mas demostraram verdadeiro pânico em afrontar a vontade do governador. Uma vergonha! Como prefeito de Sobral e como governador, Cid não teve praticamente grandes opositores. Assim, é muito fácil governar. Cid pode ser habilidoso em fazer alianças políticas, mas é um desastre em embates. Mal de que quem sempre governou quase sem oposição. O governo Cid continua mostrando-se desastroso e inabilidoso na greve dos Professores. Incrível perceber como os comerciais do governo irritam os Professores. Na TV tudo é bonito. Na ponta do lápis, Professores têm enormes perdas salariais. Na assembleia de hoje, Professores deixaram claro que a proposta feita pelo governo é insuficiente. Boa parte da categoria deseja nova greve."
Fica claro que falta na política cearenses líderes que se imponham por sua altivez, princípios, moralidade e inteligência. Uma pena. Cid não tem praticamente opositores e seus aliados são figuram titubeantes, hesitantes, que parecem dever favores ao governo. Uma coisa é você ser governista - outra coisa é não ter coragem nem espaço para alertar o governo sobre os equívocos que estão acontecendo. Vi deputados que até entendem os Professores, mas demostraram verdadeiro pânico em afrontar a vontade do governador. Uma vergonha! Como prefeito de Sobral e como governador, Cid não teve praticamente grandes opositores. Assim, é muito fácil governar. Cid pode ser habilidoso em fazer alianças políticas, mas é um desastre em embates. Mal de que quem sempre governou quase sem oposição. O governo Cid continua mostrando-se desastroso e inabilidoso na greve dos Professores. Incrível perceber como os comerciais do governo irritam os Professores. Na TV tudo é bonito. Na ponta do lápis, Professores têm enormes perdas salariais. Na assembleia de hoje, Professores deixaram claro que a proposta feita pelo governo é insuficiente. Boa parte da categoria deseja nova greve."
NADA A DECLARAR?
Artigo publicado na edição de hoje (10/11/2011) do O POVO.
Por Plínio Bortolotti
"O deputado Heitor Férrer (PDT) vem denunciando, na Assembleia Legislativa, o que ele chama de 'esquema' montado por Luís Antônio Ribeiro Valadares de Sousa, que lucraria indevidamente com empréstimos consignados dos servidores públicos do Estado em bancos conveniados.
Valadares é genro de Arialdo Pinho, secretário da Casa Civil, um dos três homens mais poderosos do governo Cid Gomes (PSB).
Escorado em documentos, Férrer garante que foi utilizado subterfúgio para que uma única empresa – de propriedade de Valadares – controlasse o acesso ao crédito oferecido aos servidores. Pela intermediação, a empresa ficaria com um percentual dos empréstimos.
O 'esquema' teria começado em 2009, em licitação para contratar uma empresa para gerenciar os empréstimos: ganhou a ABC, que sublocou o serviço à Promus; esta, por sua vez, é controlada pela CCI, empresa da qual Valadares é proprietário.
Segundo o deputado, o serviço encarece os empréstimos em 19%, que iriam para a Promus, propiciando movimentação entre R$ 7 milhões e R$ 8 milhões mensais. Mais recentemente, Heitor Férrer voltou à carga para dizer que a CCI também controla o sistema de Cartão Único, banco de dados com todas as informações dos servidores.
A Prefeitura de Fortaleza, que também oferece empréstimos consignados aos seus servidores, o faz sem a intermediação de empresas.
Arialdo Pinho, que costumava ser prolixo no Twitter (rede de microblog da Internet), calou-se. O governador faz de conta que o negócio não é com ele. Ambos agem forma obscura, o oposto do que deveria fazer um governo democrático.
Comportam-se ao modo de outro cearense famoso, Armando Falcão, ministro da ditadura militar. Seu bordão aos jornalistas: 'Nada a declarar', ficou famoso. Ele estava de acordo com os princípios tortuosos do governo a que servia.
O problema é ver que, em plena democracia, ele ainda encontra discípulos; sem, ao menos, serem incomodados pelo poder que deveria chamar-lhes a atenção: a Assembleia Legislativa."
Parabéns a um Cidadão de Coreaú
"Coreaú, município da zona norte do Ceará, conta com pouco mais de 22 mil habitantes, sendo, portanto pequeno em população. No entanto, tem uma peculiaridade deveras grande: deu à luz muitos filhos ilustres, dentre os quais Raimundo de Queiroz Teles, a quem, através desse blog, gostaríamos de homenagear, porquanto está aniversariando neste dia 11 de novembro. Homem de bom coração, sereno, solidário, sensato e de grande visão, há vários anos, Raimundo Teles, como é interpelado, reside em Fortaleza com a família e, quando sempre pode, dá-nos a honra de sua visita e de perde seu tempo nos ensinando, despretensiosamente, alguns segredos da vida. Já realizou muito por nossa cidade em décadas passadas, sendo o responsável pela construção do único hospital que temos e pela fundação da Escola estadual de Ensino Médio Flora Teles, entre outros feitos.
Ficam registrados aqui o nosso apreço e admiração pelo aniversariante."
FERNANDO MACHADO ALBUQUERQUE
Professor Estadual
Técnico Judiciário
A Importância Histórica do Enem
Não há como dissociar a recente campanha contra o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) dos interesses políticos que sempre estiveram ligados aos mecanismos de perpetuação das desigualdades socioeconômicas neste país. É essa campanha politicamente interessada que faz com que os avanços dos últimos oito anos na Educação não recebam o mesmo espaço que os problemas verificados na prova do Enem deste ano.
É por isso que ProUni, Pronatec, construção e melhoria de 14 novas universidades, 240 escolas técnicas, interiorização do ensino superior gratuito, ampliação do orçamento na área e piso nacional dos professores são assuntos relegados ao segundo plano. Na verdade, o conjunto dessas iniciativas e políticas é estratégico ao país, porque alia a universalização do ensino público nos três níveis à qualificação da Educação. Tal estratégia é decisiva para combater as desigualdades sociais históricas e tem no Enem um de seus pilares. Com o Governo Lula, o Enem deixa de ser apenas uma prova de aferição do nível educacional do ensino médio, passando a se consolidar como meio de acesso ao ensino superior. As provas melhoraram seus conteúdos, passando a exigir interpretação e raciocínio lógico, atacando dois problemas de uma vez só: a desorganização do currículo do ensino médio e a exclusão causada pelo vestibular. O Enem, portanto, passa a se potencializar como via de acesso à universidade, integrando-se ao ProUni e ao SiSU. É esse o objetivo do MEC: conseguir, em uma década, acabar com o vestibular no Brasil. Em seu lugar, o Enem. Mais de 50 universidades federais usam a nota do Enem como critério de seleção e algumas, como a UFRJ e a UFScar, já aboliram o vestibular.
Notem que a adoção de prova única permite que um aluno de Manaus (MA) possa escolher estudar agronomia em Viçosa (MG), por exemplo. Ou seja, o caráter nacional da prova é uma opção em benefício da democratização do acesso ao ensino público. Além disso, é crescente a participação na prova: em 2002, era 1,8 milhão de inscritos no Enem, enquanto que, neste ano, foram 5,3 milhões.
Ninguém pretende dourar a pílula. Os problemas que o exame apresentou precisam ser solucionados, pois sempre é possível e necessário aperfeiçoar. Mas atacar a existência do Enem é atingir um mecanismo democrático de acesso à Educação que se estrutura com êxito no país. Em última análise, é atentar contra uma política fundamental ao desenvolvimento do país.
Nesse sentido, foi correta a decisão do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª região) de cassar a liminar que anulou 13 questões do exame para todo o país. A decisão se mostra sensata ao fixar a anulação das 13 questões apenas para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), onde se verificou o vazamento dessas perguntas. A Polícia Federal investiga o caso e suspeita de que um professor do colégio tenha copiado um caderno com 48 questões usadas num dos pré-testes do MEC em 2010. Assim, o caminho mais razoável é circunscrever o problema, pois não há razão para afetar todos os milhões de estudantes que fizeram a prova porque alguns tiveram acesso a parte das questões.
É emblemático, contudo, que alguns defendam o fim do Enem. Esses o fazem por interesses político-eleitorais, numa tentativa de jogar setores da opinião pública contra o governo. É a terceira vez que tentam fazer isso, como se o problema fosse a existência da prova —nem se fala do problema ético do péssimo exemplo que um professor dá ao supostamente vazar questões. E assim se juntam os que querem dividendos políticos com os que vivem da “indústria do vestibular” para atacar o Enem.
Mas o que precisamos, finalmente, é apoiar a iniciativa do Enem e aperfeiçoá-lo. Trabalhar e cobrar do governo que seja adotado por todas as universidades do Brasil, dando continuidade ao processo de democratização e qualificação do nosso ensino. Afinal, estamos falando de um importante mecanismo de inclusão social do qual não podemos prescindir.
É por isso que ProUni, Pronatec, construção e melhoria de 14 novas universidades, 240 escolas técnicas, interiorização do ensino superior gratuito, ampliação do orçamento na área e piso nacional dos professores são assuntos relegados ao segundo plano. Na verdade, o conjunto dessas iniciativas e políticas é estratégico ao país, porque alia a universalização do ensino público nos três níveis à qualificação da Educação. Tal estratégia é decisiva para combater as desigualdades sociais históricas e tem no Enem um de seus pilares. Com o Governo Lula, o Enem deixa de ser apenas uma prova de aferição do nível educacional do ensino médio, passando a se consolidar como meio de acesso ao ensino superior. As provas melhoraram seus conteúdos, passando a exigir interpretação e raciocínio lógico, atacando dois problemas de uma vez só: a desorganização do currículo do ensino médio e a exclusão causada pelo vestibular. O Enem, portanto, passa a se potencializar como via de acesso à universidade, integrando-se ao ProUni e ao SiSU. É esse o objetivo do MEC: conseguir, em uma década, acabar com o vestibular no Brasil. Em seu lugar, o Enem. Mais de 50 universidades federais usam a nota do Enem como critério de seleção e algumas, como a UFRJ e a UFScar, já aboliram o vestibular.
Notem que a adoção de prova única permite que um aluno de Manaus (MA) possa escolher estudar agronomia em Viçosa (MG), por exemplo. Ou seja, o caráter nacional da prova é uma opção em benefício da democratização do acesso ao ensino público. Além disso, é crescente a participação na prova: em 2002, era 1,8 milhão de inscritos no Enem, enquanto que, neste ano, foram 5,3 milhões.
Ninguém pretende dourar a pílula. Os problemas que o exame apresentou precisam ser solucionados, pois sempre é possível e necessário aperfeiçoar. Mas atacar a existência do Enem é atingir um mecanismo democrático de acesso à Educação que se estrutura com êxito no país. Em última análise, é atentar contra uma política fundamental ao desenvolvimento do país.
Nesse sentido, foi correta a decisão do TRF-5 (Tribunal Regional Federal da 5ª região) de cassar a liminar que anulou 13 questões do exame para todo o país. A decisão se mostra sensata ao fixar a anulação das 13 questões apenas para os 639 alunos do Colégio Christus, de Fortaleza (CE), onde se verificou o vazamento dessas perguntas. A Polícia Federal investiga o caso e suspeita de que um professor do colégio tenha copiado um caderno com 48 questões usadas num dos pré-testes do MEC em 2010. Assim, o caminho mais razoável é circunscrever o problema, pois não há razão para afetar todos os milhões de estudantes que fizeram a prova porque alguns tiveram acesso a parte das questões.
É emblemático, contudo, que alguns defendam o fim do Enem. Esses o fazem por interesses político-eleitorais, numa tentativa de jogar setores da opinião pública contra o governo. É a terceira vez que tentam fazer isso, como se o problema fosse a existência da prova —nem se fala do problema ético do péssimo exemplo que um professor dá ao supostamente vazar questões. E assim se juntam os que querem dividendos políticos com os que vivem da “indústria do vestibular” para atacar o Enem.
Mas o que precisamos, finalmente, é apoiar a iniciativa do Enem e aperfeiçoá-lo. Trabalhar e cobrar do governo que seja adotado por todas as universidades do Brasil, dando continuidade ao processo de democratização e qualificação do nosso ensino. Afinal, estamos falando de um importante mecanismo de inclusão social do qual não podemos prescindir.
José Dirceu, 65, é advogado, ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT.
http://www.wscom.com.br/blog/josedirceu/blog/filtro/2011/valor/11/page/31/pagina/9
LI NO BLOGUE DO MEU AMIGO ROMILDO MOURA
"'FRASE DE AYN RAND - Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa: 'Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada'.
'Para análise e reflexão: Qualquer semelhança com o que ocorre aqui no Brasil, 'não é mera coincidencia.'
'Pois bem: Atualíssima! E vou mais além. Tem certeza que ela estava chegando nos Estates, vinda da Rússia? Pela sentença proferida acho que ela se referia ao Brasil... Tenho dito... E sempre!!!'"
DO BLOGUE: A reflexão é atual e remonta à Era Cabralina ou Cabraliana. Não é coisa de hoje, como nos quer fazer crê parte da hipocrisia nacional que, hoje, monta seu cavalo de belas crinas, com ares de madre-superiora, quando num passado recente resfolejava-se com a tucanalha, crente que era a dona do mundo e que estava imune! Só que foi destronada. E no voto! Sem golpismo!
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